Por Onde Anda? Claude Jarman Jr., de Virtude Selvagem (1946)

 

Claude Jarman Jr. estreou no cinema como protagonista do tocante Virtude Selvagem (The Yearling, 1946), como o doce menino que adota um veado selvagem que se torna seu melhor amigo. O filme fez um enorme sucesso, e foi indicado a cinco Oscars (incluindo de Melhor Filme), e recebeu duas estatuetas.

Pelo papel do menino Jody Baxter, filho de Gregory Peck, Claude Jarman Jr. também recebeu um Oscar especial, o Oscar Juvenil (também chamado de Oscarette).


Claude Jarman Jr. nasceu em Nashville, em 27 de setembro de 1934. Ele começou a atuar em produções teatrais locais ainda criança, e quando estava na quinta-série foi descoberto por um agente da MGM, que procurava um menino para estrelar o filme Virtude Selvagem (The Yearling, 1946).

Era sua estreia no cinema, e Jarman emocionou o público como o menino que protege seu melhor amigo, um veado selvagem.


O menino recebeu inúmeras críticas positivas, e acabou recebendo o Oscarette, o Oscar Juvenil, categoria entregue para atores mirins, que já não existe mais na premiação. Leia mais sobre o Oscarette aqui.

Claude Jarman Jr. recebendo seu Oscarette (miniatura do Oscar) das mãos de Shirley Temple

Seus pais se mudaram para a Califórnia, para que o menino desse continuidade a sua carreira no cinema, e ele foi matriculado na escola da MGM para atores mirins.

Em seguida ele atuou na MGM em A Ilha Encantada (High Barbaree, 1947), estrelado por Van Johnson e June Allyson. Mas a chegada da puberdade fez o estúdio perder o interesse no garoto que havia protagonizado um grande sucesso pouco tempo atrás. Ele ficou dois anos na "geladeira", até ser escalado para atuar em Sol da Manhã (The Sun Comes Up, 1949). Desta vez Claude Jarman Jr. tinha outro amigo animal fiel, a cadela estrela Lassie.

Claude Jarman Jr. e Lassie em Sol da Manhã

Na MGM ele ainda fez papéis coadjuvantes em O Mundo Não Perdoa (Intruder in the Dust, 1949) e Sangue Bravo (The Outriders, 1950). Depois o pré-adolescente começou a ser emprestado para estúdios menores, como a Republic, onde atuou no clássico Rio Bravo (Rio Grande, 1950), ao lado de John Wayne.

Claude Jarman Jr. e John Wayne em Rio Bravo

Na MGM seu último filme foi Jogo Sem Trunfo (Inside Straight, 1951). Jarman ainda atuou na Republic em Escuna do Diabo (Fair Wind to Java, 1953) e participou de Laço do Carrasco (Hangman's Knot, 1952), feito por um estúdio menor, antes de ser dispensado da MGM.

Desanimado com os rumos de sua carreira, retornou a Nashville, onde cursou direito na Universidade. Após se formar, retornou a Hollywood, e conseguiu um papel de coadjuvante em Têmpera de Bravos (The Great Locomotive Chase, 1956), na Disney. O filme era estrelado por Jeffrey Hunter e Fess Parker.

Mas logo Jarman, que estava com 22 foi convocado para servir o exército, onde permaneceu por três anos. O serviço militar encerrou de vez sua carreira. Após dar baixa, o jovem ator ainda tentou atuar, mas só conseguiu duas participações em séries de televisão, até 1960.


Mas ele não abandonou o cinema definitivamente. Por 15 anos (de 1965 a 1980), tornou-se o diretor do Festival de Cinema de São Francisco, e foi produtor executivo do documentário Fillmore (1972), sobre o empresário do rock Bill Graham.

Em 1978 apareceu em frente as câmeras pela última vez, atuando em um episódio da série Centennial.


Na década de 80 foi diretor de cultura da cidade de São Francisco, e em 1986 montou uma agência de viagens.

Após muitos anos longe do público, foi um dos convidados da cerimônia do Oscar em 1998, que homenageou vencedores veteranos. Ele voltaria a ser homenageado na cerimônia de 2003, que comemorava os 75 anos do Oscar.

Claude Jarman Jr. na cerimônia do Oscar de 2003

Atualmente aposentado, Claude Jarman Jr. foi casado por três vezes, e tem sete filhos. Em 2018 ele lançou sua biografia, contando suas lembranças de Hollywood.


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