Chadwick Boseman, de 'Pantera Negra' morre aos 43 anos de idade


O ator Chadwick Boseman, conhecido por interpretar o rei T’Challa no filme Pantera Negra, morreu aos 42 anos vítima de um câncer de cólon. A informação foi postada no perfil do Instagram do ator.

"É com imenso pesar que nós confirmamos a morte de Chadwick Boseman.⁣ Chadwich foi diagnosticado com câncer de cólon em terceiro estágio em 2016 e lutou contra ele nos últimos 4 anos enquanto ele se desenvolveu para um estágio 4.

Um verdadeiro guerreiro, Chadwick perseverou apesar de tudo e nos trouxe muitos filmes que tanto amamos. De Marshall a Da 5 Bloods, August Wilson’s Ma Rainey’s Black Bottom e muitos outros foram filmados enquanto e em meio a incontáveis cirurgias e quimioterapia.

A honra de sua carreira foi poder dar vida ao rei  T’Challa em Pantera Negra.
Ele morreu em sua casa ao lado de sua mulher e amigos.




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Morre o ator Manuel "El Loco" Valdés, irmão de Ramon Valdés

 

Morreu no dia 28 de agosto o comediante mexicano Manuel "El Loco" Valdés, um ator com longa tradição no cinema mexicano. Manuel, conhecido pelo apelido "El Loco", era irmão de Germán Valdes, o TinTan, e do ator Ramón Valdés, conhecido no Brasil como o Seu Madruga, na série de TV Chaves.


Nascido na cidade Juarez, em 29 de janeiro de 1931, Manuel estreou no cinema em Músico, Poeta e Louco (Músico, Poeta y Loco, 1948), estrelado por seu irmão TinTan Valdés, um dos comediantes galãs mais populares da era de ouro do cinema mexicano. 

Germán, Ramón e Manuel Valdés


Ao longo de sua carreira, Manuel atuou em mais de 80 filmes, incluindo a versão mexicana de O Chapeuzinho Vermelho (La Caperucita Roja, 1960), onde interpretou o Lobo Mau. O filme fez tanto sucesso que teve algumas sequências nos anos seguintes.


Na década de 70 também passou a fazer televisão, onde teve seu próprio programa em 1972. Nos últimos anos trabalhou também em algumas telenovelas. O ator foi casado com a atriz Verónica Castro, a estrela de Rosa Selvagem e Os Ricos Também Choram. Com ela teve um filho, o cantor Cristian Castro. Manuel Valdés também era pai do ator Marcos Valdés.

Verónica Castro e Manuel "El Loco" Valdés

O ator sofria há anos de um câncer de pele e um tumor cerebral.


Nas redes sociais, a atriz Maria Antonieta de Las Nieves, a Chiquinha, lamentou a partida o irmão de "seu papá".



Jacira Sampaio, a querida Tia Nastácia



Jacira Sampaio ficou eternizada como a Tia Nástacia em O Sítio do Pica Pau Amarelo (1977-1986), série exibida pela Rede Globo  e que encantou uma geração com suas histórias baseadas na obra de Monteiro Lobato. Mas a atriz já era uma veterana quando personificou o papel, com uma extensa carreira no teatro, cinema e televisão.

 

Jacira Sampaio nasceu em Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, em 28 de agosto de 1922. Aos dois anos de idade, ela mudou-se com a família para Londrina, e mais tarde fixou residência em São Paulo.

Ela tinha  mais de trinta anos de idade quando estreou no teatro, na peça João Sem Terra, de Hermilio Borba. Antes de ser atriz, trabalhou no almoxarifado de um hospital maternidade, em São Paulo. Posteriormente, ela ingressou no Teatro Experimental do Negro, no ano de 1958.

Nos palcos, chamou a atenção da crítica após estrelar Quarto de Empregada (1959), de Roberto Freire.

Jacira Sampaio e Dalmira Soares em Quarto de Empregada

Ela ainda destacou-se em obras como O Mulato, As Feiticeiras de Salém (papel que lhe valeu uma indicação ao prêmio APCA de atriz revelação), O Inimigo do Povo, O Pagador de Promessas, O Círculo do Champagne, Castro Alves Pede Passagem, Vamos Brincar de Amor em Cabo Frio, Virtude e Circunstância e Um Pano à Luz da Lua.

Em 1959 ela estreou no cinema, atuando no filme O Preço da Vitória (1959), que tinha no elenco o técnico Feola e alguns astros da seleção brasileira de futebol de 1958, incluindo o jovem Pelé. No ano seguinte, atuou em Zé do Periquito (1960), ao lado do astro Mazzaropi.

Mazzaropi e Jacira Sampaio em Zé do Periquito

Mas a atriz fez pouco cinema, atuando ainda em A Primeira Missa (1961), Compasso de Espera (1973) e Que Estranha Forma de Amar (1977).

Na televisão, Jacira estreou na TV Record, estrelando o teleteatro Imitação da Vida (1960), baseado em um clássico racial que já havia sido apresentado nos cinemas. A atriz considerava este seu melhor papel na telinha. No mesmo ano, integrou na emissora o elenco do seriado infantil A Turma do Sete (1960).

Jacira Sampaio na A Turma do Sete

Em 1964 Jacira Sampaio foi contratada pela TV Excelsior, onde fez várias novelas: A Outra Face de Anita (1964), Os Quatro Filhos (1965), Almas de Pedra (1966), As Minas de Prata (1966), Redenção (1966), A Muralha (1968), Vidas em Conflitos (1968) e Dez Vidas (1969).


Em 1970 ela foi para a TV Tupi, onde atuou em O Meu Pé de Laranja Lima (1970), Nossa Filha Gabriela (1971), Signo da Esperança (1972), Camomila e Bem-Me-Quer (1972), As Divinas... e Maravilhosas (1973) e Meu Rico Português (1975).

Paulo Figueiredo, Chico Martins, Márcia Maria e Jacira Sampaio em O Meu Rico Português

Em 1977 a atriz foi para a Globo, dar vida a Tia Nastácia, que marcaria completamente sua carreira. Ela ficou no papel da bondosa cozinheira do sítio até 1986.


Na emissora, ainda atuou em novelas como Sinhá Moça (1986), Bambolê (1987), Pacto de Sangue (1989), Despedida de Solteiro (1992) e Sonho Meu (1993). Seu último trabalho na TV foi em um episódio de Você Decide, em 1994.

Jacira Sampaio e Grande Otelo em Sinhá Moça

Jacira Sampaio se casou com Dioraci Geraldo Tavares em 1968, e se separou em 1975. A atriz nunca teve filhos, e faleceu em 29 de setembro de 1998, após sofrer um ataque cardíaco. Ela tinha 76 anos de idade.


 
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Morre a apresentadora Xênia Bier, aos 85 anos de idade

Morreu no dia 24 de agosto a apresentadora Xênia Bier, pioneira dos programas femininos na televisão. A morte foi divulgada por sua filha, que não revelou a causa do óbito.


A apresentadora Xênia Bier se tornou um marco na televisão brasileira ao comandar o programa “Xênia e Você”, a partir de 1968, nas tardes da TV Bandeirantes.

Com uma carreira iniciada como garota-propaganda na TV Cultura, no final dos anos 1950, Xênia Bier inovou o que era concebido até então como programa feminino ma televisão brasileira. Ao invés de apresentar moda, artesanato ou ensinar novas receitas, a irreverente, sagaz e muito inteligente Xênia preferia discutir temas até então tabus na nossa telinha como psicanálise, a saúde da mulher ou problemas com a educação nacional.

Ela já havia se destacado na TV Cultura ao lado dos também polêmicos Ney Gonçalves Dias e Jacinto Figueira Junior, antes de chegar às tardes da Bandeirantes com um programa de entrevistas que ia ao ar às 16h e que, em um primeiro momento, deixou perplexas algumas donas de casa e até a Censura Federal, mas que aos poucos foi conquistando o público feminino.

Xênia não tinha papas na língua e discutia e levantava polêmicas ao lado de profissionais como o psicanalista José Ângelo Gaiarsa, o filósofo Humberto Rohden ou o astrólogo científico Antonio Facciollo Neto. Mas era capaz também de ficar longos minutos no ar sozinha, dialogando com as suas telespectadoras como uma espécie de consultora feminina.

O sucesso de “Xênia e Você” foi tão grande que o programa ficou quase dez anos no ar, sempre nas tardes da TV Bandeirantes e transformou a apresentadora em uma das campeãs em recebimento de cartas da nossa TV nos anos 1970. Ela voltaria ao ar em 1980 para fazer parte da equipe do vitorioso “TV Mulher” na TV Globo.

Na TV Cultura, também trabalhou como atriz, atuando nas novelas Escravas do Silêncio (1965), As Professorinhas (1965) e O Moço Loiro (1965).


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Relembrando a grande Glauce Rocha


A atriz Glauce Rocha era intensa, talentosa e marcou época durante sua breve passagem pela terra. Glauce fez da atuação sua razão de viver, mas morreu jovem, tornando-se um mito da dramaturgia brasileira.


Glauce Rocha nasceu em Campo Grande, em 16 de agosto de 1930. Quando ela tinha apenas cinco anos de idade, seu pai foi assassinado em uma festa, e sua mãe a mandou para um colégio interno em Minas Gerais. Mais tarde mudou-se para Porto Alegre, para terminar os estudos no colégio Júlio de Castilhos, onde foi colega de classe de Walmor Chagas.

Glauce depois mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a estudar no Conservatório Nacional de Teatro, onde teve aulas com as veteranas Esther Leão, Maria Clara Machado e Luísa Barreto Leite. Logo ela estava estreando nos palcos, fazendo teatro infantil.

Sua estréia profissional se deu a convite de Alda Garrido, na peça Madame Sans Gene (1952). E foi ao lado de Alda Garrido que também estreou na televisão, atuando no teleteatro Se o Guilherme Fosse Vivo (1952), na TV Tupi.

Antes disto porém, ela já havia atuado no cinema, participando da chanchada Aviso aos Navegantes (1950). Completa, Glauce transitava pelo teatro, cinema e televisão, com grande facilidade.

Na década de 50 atuou em diversos filmes, demonstrando uma versatilidade como atriz, atuando com desenvoltura em dramas e comédias. Nesta época fez os filmes Aventura no Rio (1952), Com o Diabo no Corpo (1952), Rua Sem Sol (1954), Rio, 40 Graus (1955), O Noivo da Girafa (1957), Traficantes do Crime (1958), Helena (inacabado) e É um Caso de Polícia (1959), que só viria a ser lançado muitos anos depois, em 1956. Rio, 40 Graus teve problemas com a censura, por seu teor político, e Glauce chegou a desafiar o censor que proibiu a exibição da obra.

Dóris Monteiro e Glauce Rocha em Rua Sem Sol

Apesar de já ter feito alguns teleteatros na TV Tupi, Glauce começou a brilhar na televisão na TV Rio, no final da década de 50. Lá protagonizou diversos teleteatros, mas em 1958 migrou retornou a Tupi, para atuar na série O Jovem Doutor Ricardo (1958).

Glauce Rocha na TV Rio

Consagrada, na década de 60 brilhou no cinema, teatro e televisão. Nos palcos, destacou-se em obras como Doce Pássaro da Juventude (1960), Electra (1965), Perto do Coração Selvagem (1965), e Um Uísque Para o Rei Saul (1968), que lhe deu um Prêmio Moliére de Melhor Atriz.

Glauce Rocha e Clarice Linspector, em foto de divulgação da peça Perto do Coração Selvagem

Na TV, atuou nas novelas Cabocla (1959), Adeus às Armas (1961), Casa de Bonecas (1964), A Noiva do Passado (1966), Passo dos Ventos (1968), A Última Valsa (1969), Rosa Rebelde (1969), Véu de Noiva (1969) e Irmãos Coragem (1970).

Glória Menezes e Glauce Rocha em Irmãos Coragem

No cinema brilhou ainda em Mulheres e Milhões (1961), Cinco Vezes Favela (1962), Os Cafajestes (1972), Quatro Mulheres Para Um Herói (1962), Sol Sobre a Lama (1962), O Beijo (1964), Engraçadinha Depois dos Trinta (1966), Terra em Transe (1967), Jardim de Guerra (1968), Na Mira do Assassino (1968), Tempo de Violência (1969), Incrível, Fantástico, Extraordinário (1969), A Navalha na Carne (1970), Roberto Carlos e o Diamante Cor-de Rosa (1970), O Dia Marcado (1970), Um Homem Sem Importância (1971) e Cassy Jones, o Magnífico Sedutor (1972).

Glauce Rocha, Mário Benvenutti e Myrian Ronny


Em 1970 a mãe de Glauce Rocha faleceu vítima de um enfarte do miocárdio. Glauce tornou-se obcecada pela doença, colecionando recortes, livros e tudo mais que falasse sobre a doença.  Ela estava interpretando a personagem Helena na novela Hospital (1971) na Tupi, quando também faleceu com a mesma doença, em 12 de outubro de 1971, aos 41 anos de idade. 

Os jornais da época afirmaram que seu coração não resistiu ao excesso de trabalho.



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Dorothy Stratten, a tragédia que interrompeu uma estrela em ascensão

Dorothy Stratten tinha apenas 20 anos de idade quando teve sua vida interrompida. A modelo e atriz canadense era protegida por Hugh Heffner, o dono da Playboy, que via em sua ex coelhinha o potencial para se tornar uma grande estrela do cinema e televisão.

 Dorothy Stratten e Hugh Heffner

Dorothy Ruth Hoogstraten nasceu em Vancouver, Canadá, em 28 de fevereiro de 1960. Seu pai abandonou a família quando ela era criança, e Dorothy começou a trabalhar cedo para ajudar nas despesas domésticas.

Aos 17 anos ela trabalhava como garçonete, quando foi descoberta por Paul Snider, um promotor de clubes noturnos locais, que tinha pretensões de se tornar um empresário e produtor em Hollywood. Dorothy e Snider começaram a namorar, e ele a convenceu a fazer fotos nuas, para tentar vender para a Playboy.

Em 1978 a revista estava promovendo um concurso que pagava mil dólares para os fotógrafos que enviassem fotos de belas garotas, que se aprovadas, estampariam as páginas da publicação. Hugh Heffner viu as fotos de Dorothy, e a convidou para posar para a revista, em Los Angeles. Dorothy estampou a capa da revista em agosto de 1979.

Heffner tinha ambições de transformar uma de suas playmates em estrelas de cinema, mas suas apostas anteriores Barbi Benton e Sondra Theodore não emplacaram no cinema. O dono da revista viu em Stratten a grande oportunidade de fazer a transição para o estrelato.

Sua estréia nas telas foi como uma dançarina em Americathon (1979). Em seguida, atuou em A Febre dos Patins (Skatetown, U.S.A, 1979). Ela também trabalhou no filme Autumn Born (1979) e apareceu nas séries A Ilha da Fantasia (Fantasy Island) e Buck Rogers.


Dorothy Stratten em Buck Rogers

Neste meio tempo, ela se casou com Paul Snider, em 01 de junho de 1979. Ele fazia questão de acompanhar sua "descoberta" nas gravações, festas e eventos que Heffner arrumava para promover sua nova estrela. Porém, Snider não era bem visto nos bastidores, sendo considerado por muitos como um aproveitador.

Dorothy Stratten e Paul Snider

Em 1980 ela estrelou a ficção cientifica Galaxina (1980), e foi convidada para o talk show de Johnny Carson, o programa mais popular dos Estados Unidos na época. Neste ano também foi eleita a playmate do ano.

Snider a presenteou com uma Mercedes com uma placa personalizada, que dizia "Star 80", uma homenagem a carreira da modelo que deslanchava. 


Snider era também o empresário da esposa, mas estava fazendo escolhas erradas que afetavam a projeção de sua carreira. Ele também controlava o dinheiro de Stratten, e para protege-la financeiramente, Heffner contratou uma equipe de advogados para proteger a modelo. O casal começou a brigar com frequência por causa de dinheiro, e Stratten chegou a pedir ao marido que eles abandonassem Hollywood e voltassem para o Canadá, para viverem no anonimato, mas ele não aceitou.

Em janeiro de 1980 Dorothy conheceu o cineasta Peter Bogdanovich em uma festa, e ele se encantou com a beleza da jovem. Sabendo que ela já havia feito alguns trabalhos como atriz, ele a convidou para sessões de leituras, acompanhadas por um professor de interpretação. Após algumas aulas, Bogdanovich achou que ela estava pronta, e a convidou para atuar em seu próximo filme, Muito Riso e Muita Alegria (They All Laughed, 1981), onde ela contracenou com astros como Ben Gazarra e Audrey Hepburn. O diretor queria fazer da modelo uma nova Cybill Shepherd, que ele também havia descoberto anos antes.


O filme foi rodado em Nova York, e o diretor proibiu a presença de Snider nas gravações. Ele permaneceu em Los Angeles, mas telefonava constantemente para falar com a esposa. Porém, Dorothy e Bogdanovich começaram um relacionamento durante as filmagens, e a atriz enviou os papéis de divórcio para Snider.

De volta a Los Angeles, ela passou a viver com o diretor, e foi convidada para interpretar Marilyn Monroe em um filme para a televisão, dirigido por Larry Schiller, antigo amigo pessoal de Marilyn. Ela também foi convidada para substituir Shelley Hack na série As Panteras (Charlies Angeles), mas seu agente achou que a proposta não era boa.

Snider chegou a processar Bogdanovich, e tentou criar uma nova estrela, a modelo Patty, que ele conheceu em uma feira de automóveis. Ele a obrigava a se vestir, pentear e até andar como Stratten. Ele chegou a oferecer sua nova agenciada a Playboy, que recusou a oferta.

Dorothy Stratten ainda sentia carinho e gratidão por Snider, e o procurou para tentar acalmar os ânimos. Em um jantar, ela reafirmou o amor por Peter Bogdanovich, e ofereceu um acordo financeiro ao ex-marido, mas ele não aceitou.

Na tarde de 14 de agosto de 1980 ele a convenceu de encontrá-lo novamente, na antiga casa onde moraram juntos. Ele alegou que assinaria os papéis do divórcio. Porém, seu planos eram outros. Ele estuprou Dorothy Stratten na cama que já haviam dividido, e depois deu um tiro de espingarda em seu rosto, suicidando-se em seguida.

Devastado com a tragédia, Peter Bogdanovich ficou três anos recluso e afastado, e neste período escreveu um livro dedicado a atriz. A vida de Dorothy Stratten foi contada em dois filmes, o primeiro deles, Mulher Ardente (Death of a Centerfold: The Dorothy Stratten Story, 1981) foi estrelado por Jammie Lee Curtis. A segunda obra, mais famosa, recebeu o título de Star 80 (1983), em referência a placa do carro da atriz. Dirigido por Bob Fosse, o filme foi estrelado por Mariel Hemngway.

Muito Riso, Muita Alegria, foi lançado após a sua morte.



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Coadjuvantes que Amamos: Kurt Kasznar

Com quase 90 créditos em sua carreira, Kurt Kasznar foi um dos atores coadjuvantes mais atuantes em Hollywood nas décadas de 50, 60 e 70. Muitos também lembram dele como o Alexander B. Fizhugh, na série clássica Terra de Gigantes (Land of Giants, 1968-1970).

Kurt Servischer nasceu na Áustria, em 13 de agosto de 1913. Sua família era judia, e seu pai abandonou a família quando ele era muito pequeno. Mais tarde ele adotaria o sobrenome de seu padrasto, Ferdinand Kaszar, que era dono de um restaurante. Foi trabalhando no estabelecimento do padrasto que ele conheceu o diretor Max Reinhardt.

Kasznar se inscreveu em um curso do diretor, e aos 11 anos de idade, conseguiu um papel no filme Der Zirkusköning (1924), o último trabalho do diretor Max Linder. Em 1931, o ator estreou nos palcos vienense.

Em 1936 ele mudou-se para os Estados Unidos, acompanhando a companhia de Max Reinhardt. E em 1937 estreou na Broadway, onde teve uma longa carreira, interrompida em 1941, quando ele teve que se alistar ao exército norte-americano.

Lutando na Segunda Guerra Mundial, Kasznar foi um dos primeiros homens a registrar a destruição de Hiroshima e Nagasaki após a explosão da bomba atômica que devastou as cidades.

Em 1950 ele fez muito sucesso na peça The Happy Time, e mais tarde repetiria o papel na versão cinematográfica, O Amor, Sempre o Amor (The Happy Time, 1952), que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro.

Sua estréia em Hollywood havia acontecido um ano antes, no filme O Milagre do Quadro (The Light Tourch, 1951).

Stewart Granger e Kurt Kasznar em O Milagre do Quadro

Kasznar atuou em diversos filmes, como O Amor Nasceu em Paris (Lovely to Look At, 1952), Dá-Me Um Beijo (Kiss me Kate, 1953), Todos os Irmãos Eram Valentes (All the Brothers Were Valiant, 1953), Adeus às Armas (A Farewell to Arms, 1957), 55 Dias em Pequim (55 Days at Peking, 1963) e Cassino Royale (Idem, 1967). Mas talvez seu papel mais lembrado seja o simpático Jacquot no clássico Lili (Idem, 1953).
Kurt Kasznar e Leslie Caron em Lili

Paralelamente, continuava trabalhando na Broadway, e foi indicado ao Tony de Melhor ator Coadjuvante em 1959, por seu papel em The Sound of Music, e também fazia muitos trabalhos para a televisão.

Em 1968 ele passou a fazer parte do elenco da bem sucedida série Terra de Gigantes (Land of Giants, 1968-1970), de Irwin Allen, como um dos pequenos aventureiros espaciais.



Após a série ser cancelada, ele apareceu como ator convidado em diversas séries de televisão. Seu último trabalho foi no telefilme Suddenly, Love (1978). O ator já estava doente durante as filmagens, tendo sido diagnosticado com câncer alguns meses antes.

Kurt Kasznar morreu em 06 de agosto de 1979, seis dias antes do seu 66º aniversário. Casado em duas ocasiões, ele não teve filhos.


Veja o Antes e o Depois
do elenco de Terra de Gigantes


Morre o ator Lino Corrêa

Morreu no dia 13 de agosto o ator sergipano Lino Correa, vítima de uma parada cardíaca. Nascido em Lagarto, Lino Correa era dentista, e tornou-se ator após viajar para o Rio de Janeiro em 1982, para fazer um curso de especialização em periodontista.

Nesta época, também trabalhou como modelo e ator de fotos novelas.

Sua estréia na televisão foi na mini série As Noivas de Copacabana (1992). Dentista, modelo, ator, artista plástico e escritor, Lino Correa atuou nos filmes Didi Quer Ser Criança (2003), Pílula, a Cura Gay (2013), e Um Lugar Para Estar (2016).

Miguel Falabella e Lino Correa, em As Noivas de Copacana

Na televisão, atuou na série Plano Alto (2013) e na novela A Terra Prometida (2017), ambas na TV Record. Nesta última, interpretou o líder tribal Palatiel, um dos seguidores de Josué. Lino Correa tinha 61 anos de idade.


Maria Pompeu prestigiando o lançamento de um livro de Lino Correa

Veja Também: Shazan, Xerife & Cia

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Ednei Giovenazzi completa 90 anos

Ednei Giovenazzi nasceu em Pederneiras, interior de São Paulo, em 12 de agosto de 1930. Curiosamente, ele formou-se em odontologia, e exerceu a profissão por 14 anos, antes de se tornar ator. Paralelamente a carreira de dentista, começou a estudar teatro, estreando no teatro amador em 1962. Sua estréia profissional foi na peça O Sábio, em 1963.

Giovenazzi fez seu primeiro filme, Tédio, em 1965 e dois anos depois estreou na televisão na novela O Santo Mestiço (1966), na Rede Globo. Em seguida foi para a TV Tupi, onde estrelou a novela  Yoshico, Um Poema de Amor (1967), onde interpretava um japonês, e fazia par romântico com a cantora Rosa Miake.

No mesmo ano, atuou em outras duas novelas na Tupi, O Jardineiro Espanhol e O Pequeno Lord. De volta a Globo, atuou em A Cabana do Pai Thomáz (1969), e então não parou mais de atuar. Foram 40 novelas ao longo da carreira, atuando na Globo, Tupi, Bandeirantes, Manchete e SBT.

Nas telenovelas, destacou-se em A Próxima Atração (1970), Pigmalião 70 (1970), Selva de Pedra (1972), Os Ossos do Barão (1973), Ovelha Negra (1975), Salário Mínimo (1978-1979), Que Rei Sou Eu (1989), Tropicaliente (1994) e Brida (1998). Em Felicidade (1991), interpretou o personagem Chico Treva, que usava próteses dentárias em sua caracterização, feitas pelo próprio Giovenazzi.

Ednei Giovenazzi em Felicidade

Ainda trabalhando no teatro, sua última novela foi Cheia de Charmes, em 2012.

No cinema, ainda fez Êxtase de Sádicos (1973), O Marginal (1974), Um Homem Célebre (1974), Círculo de Fogo (1990), A República dos Anjos (1991), O Espiritismo - De Kardec aos Dias de Hoje (1995) e No Coração dos Deuses (1999).




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