Coadjuvantes que Amamos: Roberto Guilherme, o eterno Sargento Pincel


Roberto Guilherme, apesar da longa carreira, sempre será reconhecido como o Sargento Pincel, que contracenava como o Soldado 49 (Renato Aragão), no programa Os Trapalhões. A careca, que virou sua marca registrada, surgiu no programa, com o ator tendo os cabelos raspados em uma esquete humorística.


Roberto Guilherme na verdade se chama Edward Guilherme Nunes da Silva (o nome Roberto foi em homenagem a Roberto Carlos), e ele nasceu em Ladário, Corumbá, em 25 de agosto de 1938.

Antes de se mudar para o Rio de Janeiro, aos oito anos de idade, ele morou na cidade de Natal, e aos onze anos de idade, começou a trabalhar em uma tamancaria. Aos quatorze anos de idade, passou a jogar futebol profissionalmente, como ponta-esquerda, no Vasco da Gama.

Mas aos 18 anos precisou prestar serviço militar, tornando-se sargento paraquedista. Mas não abandonou o futebol, jogando pela Seleção Brasileira Militar de Futebol (ao lado de Pelé). Representando o Brasil, jogou nos Estados Unidos, Inglaterra, Panamá, e Colômbia, e foi campeão sul-americano na categoria.

Ainda no exército, escreveu uma peça de teatro amador encenada no Olaria Atlético Clube. Mas um dia um ator faltou, e Guilherme acabou o substituindo. Um produtor viu a peça, e convidou Roberto Guilherme para trabalhar na TV Rio.

Em 1963 o agora ator, foi para a TV Excelsior, onde conheceu Renato Aragão. Eles contracenaram pela primeira vez no humorístico Um Dois, Feijão Com Arroz (1965), que ainda tinha no elenco Dedé Santana, Dary Reis e Átila Iório. Depois, o ator passou a fazer parte do elenco fixo de Adoráveis Trapalhões, que tinha como astros principais Didi, Ted Boy Marino, Ivon Cury e Wanderley Cardoso. Com o mesmo elenco, também atuou em Os Legionários (1965), onde interpretava um militar, que não tinha nome, mas era o embrião do Sargento Pincel.

Na Excelsior, ainda atuou no programa de aventuras 002 Contra o Crime (1965) e na novela infanto-juvenil A Ilha do Tesouro (1966).



Em 1969 Roberto Guilherme estreou no cinema, atuando em Dois Na Lona (1969), que era estrelado por Renato Aragão e Ted Boy Marino. No filme, Guilherme interpretava o adversário de Ted Boy nos ringues.

Roberto Guilherme em Dois Na Lona

Da Excelsior, Roberto Guilherme foi para a TV Record, onde viveu o Sargento Pincel pela primeira vez, no programa Quartel do Barulho (1966). Depois, passou a fazer dupla com Renato Aragão no programa Praça da Alegria, ainda na Record.

Em 1969 o ator foi para a TV Tupi, trabalhar com Costinha no programa Do Que Se Trata (1969). E ao lado de José Santa Cruz formou a dupla Jojoca e Xexéu, que fez muito sucesso no programa Telecentral do Riso. Roberto Guilherme era Xexéu, um valentão que usava da ingenuidade de Jojoca para aplicar golpes e conquistar as garotas.


Osmar Frazão, Miguel Angelo, Renato Aragão e Roberto Guilherme, na TV Tupi

A convite de Wilton Franco, Roberto Guilherme retornou a Record, para trabalhar no programa Os Insociáveis (1971-1974), que reunia no elenco Didi, Dedé, Mussum e a cantora Vanusa.


Em 1975 a trupe foi para a Tupi, e Zacarias passou a ser o quarto integrante do quarteto. Surgia Os Trapalhões. Roberto Guilherme também fazia parte do programa, com personagens de apoio. O programa ficou no ar até 1976. Na Tupi, Roberto Guilherme também fez parte do programa jornalístico Abertura, idealizado por Fernando Barbosa Sobrinho.

Em 1980, o ator chegou a fazer teste para interpretar o palhaço Bozo, no SBT, mas perdeu a vaga para Wandeko Pipoca. Em 1981, o ator foi para a Rede Globo, onde participou de programas como Viva o Gordo e Balança Mais Não Cai, mas foi no retorno de Os Trapalhões, que ficou na memória do público. Entre 1982 a 2013, atuou em diversos projetos liderados por Renato Aragão, inclusive Os Trapalhões em Portugal (1995-1997), produzido pela SIC (televisão portuguesa).


Na emissora também atuou na novelinha Caça-Talentos e no programa Zorra Total.


No cinema, ainda atuou em Salário Mínimo (1970), Cômicos e Mais Cômicos (1971), Um Caipira em Bariloche (1973), Costinha e o King Mong (1977) e Os Três Palhaços e o Menino (1983), antes de fazer o primeiro filme com Os Trapalhões, Os Trapalhões e o Mágico de Oróz (1984).

Roberto Guilherme em Salário Mínimo

Com Renato Aragão, ainda faria A Filha dos Trapalhões (1984), O Mistério de Robin Hood (1990), O Noviço Rebelde (1997), Simão, o Fantasma Trapalhão (1998), O Trapalhão e a Luz Azul (1999) e Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood (2017).

Roberto Guilherme em Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood

Na televisão, até o momento, seus últimos trabalhos foram nos programas Treme Treme e Dra. Darci (no ano de 2018), ambos do canal a cabo Multishow. Casado com Sheila desde 1966, Roberto Guilherme tem dois filhos e três netos.

Roberto Guilherme e Tom Cavalcante em Dra. Darci

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Relembrando o ator e dublador Alexandre Lippiani


O ator mineiro Alexandre Lippiani teve uma vida curta, falecendo com apenas 32 anos de idade, mas deixou sua marca no teatro, novelas, cinema e até na dublagem brasileira.

Nascido em Belo Horizonte, em 11 de setembro de 1964, Alexandre Lippiani era primo do também ator Rodolfo Bottino. Ele começou a destacar-se no teatro, já no Rio de Janeiro, na segunda metade da década de 80, e acabou convidado para ingressar na televisão, interpretando o Tavinho, na novela Sassaricando (1987).

Alexandre Lippiani, em Sassaricando

Nos palcos, destacou-se em peças infantis como Cinderela, e também em textos adultos, como Os Sete Brotinhos e Sonhos de Um Sedutor, esta última baseada em um filme de Woody Allen, e dirigida por Cecil Thiré.

Na televisão, ainda atuou em Boca do Lixo (1990), Lua Cheia de Amor (1990), Pantanal (1990), O Fantasma da Ópera (1991), Sonho Meu (1993), Explode Coração (1995) e Xica da Silva (1996-1997). E também atuou em alguns programas humorísticos.

Suzana Vieira e Alexandre Lippiani, em Lua Cheia de Amor


No cinema, atuou em um único filme, For All - O Trampolim da Vitória (1995), de Buza Ferraz e Luiz Carlos Lacerda. Também dublador, emprestou sua voz para atores como Kevin Bacon e Bradley Whittford, porém destacou-se na dublagem ao dar voz ao Clark Kent/Superman (interpretado por Dean Cain) na série Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman.

Alexandre também dublou o personagem Woody, no primeiro filme de Toy Story, mas após a sua morte repentina, o personagem ganhou a voz de Guilherme Briggs.

Trecho de Lois & Clark, dublado por Alexandre Lippiani

O ator trabalhava na TV Manchete, onde fazia o Padre Eurico na novela Xica da Silva (1996-1997), mas faleceu antes do final da novela, após sofrer um acidente de carro, em 24 de maio de 1997.

O final do seu personagem teve de ser alterado, e a novela prestou uma homenagem ao ator.




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Syn de Conde, o primeiro brasileiro em Hollywood

Syn de Conde e Alla Nazimova

Muito antes de Sônia Braga, Morena Baccarin, Rodrigo Santoro ou mesmo de Carmen Miranda, alguns artistas brasileiros trabalharam no cinema norte-americano, alguns com mais ou menos sucesso, mas mesmo assim, sua passagem por Hollywood, a terra do cinema, merece destaque.

Ainda nos tempos do cinema mudo, Sinésio Mariano de Aguiar, ou melhor, Syn de Conde, como ficou conhecido, tornou-se o primeiro brasileiro a trabalhar no cinema norte-americano. Com uma curta carreira, que durou apenas três anos, ele atuou em nove filmes, trabalhando com grandes nomes da época, como Alla Nazimova, Dorothy Gish, Geraldine Farrar e D. W. Griffith.

Syn de Conde

Nascido em Belém do Pará, em 14 de junho de 1894, Sinésio Mariano de Aguiar era filho de um rico industrial local, que havia feito fortuna na época do ciclo da borracha. Como era de praxe na época, o jovem bem nascido foi enviado para estudar na Suíça, e depois foi estudar em Paris, onde entregou-se a boemia da cidade.

Na França, resolveu ir escondido do pai para os Estados Unidos, onde vivia da mesada que recebia. Para disfarçar que abandonara os estudos, escrevia para amigos na Europa, que remetiam as suas cartas de Paris, para enganar sua família.

Enquanto o pai acreditava que o filho estudava para seguir na vida diplomática, Sinésio Mariano de Aguiar dançava maxixe em cabarés de Los Angeles, e dividia o quarto de pensão com um jovem italiano que sonhava em se tornar astro do cinema. O colega era ninguém menos que Rudolph Valentino.


Syn de Conde, dançarino de maxixe

Em 1918 o jovem bon vivant, que já estava há dois anos em Los Angeles, foi tomar chá no salão de um luxuoso hotel. Ele se encantou com uma jovem que estava no local, e pediu para o garçom levar até sua mesa um buquê de rosas.

A moça retribuiu a gentileza entregando-lhe seu cartão de visitas, com o local e hora para ele a encontrá-la escrito no verso. Na frente, com seu telefone, o nome da beldade, Alla Nazimova, uma das maiores estrelas do cinema daquela época.

Sinésio havia assinado o bilhete das flores como Syn (com Y, pois Sin, em inglês, significa pecado) e inventou o sobrenome De Conde, retirado de uma garrafa de vinho que estava em sua mesa.

Syn de Conde foi até o local indicado no bilhete, e ficou surpreso ao se deparar com um estúdio de cinema. Até então, ele não sabia quem era Alla Nazimova. A atriz, que era russa, ficou surpresa ao saber que o jovem era brasileiro, pois achava que ele era francês, devido ao nome "artístico" adotado por ele.

Na visita, ele viu Nazimova gravando algumas cenas de seu novo filme, e  em uma delas, um rapaz dançava a dança apache, muito popular na época, em especial nos cafés parisienses. Syn disse ao diretor que os passos estavam errados, e demonstrou como se dançava aquele ritmo. O ator inicialmente contratado foi demitido, e Syn de Conde ficou com o papel, estreando no cinema em Revelação (Revelation, 1918), ao lado de Alla Nazimova.

Assim, Syn de Conde tornou-se o primeiro ator brasileiro a trabalhar em Hollywood. Após sua estréia no cinema norte-americano, Jack Wilford (na verdade, José dos Santos Viana, nascido em Petrópolis) atuaria no cinema inglês, a partir de 1919. Mesmo ano em que estreou em Hollywood, outro brasileiro, nascido em Manaus, de nome Antônio Rolando.

Alla Nazimova e Syn de Conde

Jack Wilford e Antonio Rolando

O rapaz atlético, que havia jogado futebol profissionalmente, quando ainda morava no Pará, logo conseguiu outro papel na Metro (futura MGM), o mesmo estúdio onde fizera Revelação, atuando em The Brass Check (1918). E na Paramount atuou em A Defesa de Um Inocente (Out of the Shadow, 1919).

Syn de Conde e Pauline Frederick, em A Defesa de Um Inocente

Acreditando que o ator fosse francês, D. W. Griffith o convidou para interpretar o Conde de Brissac em A Garota que Ficou em Casa (The Girl Who Stayed at Home, 1919), que foi um de seus papéis mais importantes no cinema.

Syn de Conde e Carol Dempster em A Garota Que Ficou em Casa

De Conde ainda atuou nos filmes Mary Regan (1919), A Rosa do Norte (Rose of the West, 1919), A Chama do Deserto (Flame of the Desert, 1919), Audaz da Conquista (Rouge and Riches, 1920) e Moongold (1921).

Mas em 1921 um amigo de seu pai disse que viu Sinésio puxando um camelo no filme Chama do Deserto, no Cine Olympia, de Belém. O pai incrédulo correu para a sala de projeção e descobriu que o filho, que devia estar em Paris, na verdade estava em Hollywood. E ordenou que ele voltasse imediatamente para casa. Além disto, o filho rebelde havia se casado com uma norte-americana, de nome Anna Pauley.

Syn de Conde e Geraldine Farrar em Chama do Deserto

Sinésio pediu anulação do casamento, e teve que pagar uma pequena fortuna de indenização para a ex-esposa, antes de voltar para o Pará. Ele havia acabado de estrelar Moongold, que acabou se tornando seu último filme.

Syn de Conde, o Arlequim de Moongold

Ao contrario de Antonio Rolando, e Jack Wilford, que atuaram no cinema brasileiro após retornarem para casa, Syn de Conde nunca mais voltou a atuar. Ele voltou a ser o anonimo Sinésio Mariano de Aguiar, funcionário do Ministério da Agricultura, onde permaneceu por 44 anos, até se aposentar.

Mas em 1927, durante uma viagem ao Rio de Janeiro, e com saudades da fama, escalou um prédio na Avenida Rio Branco, imitando a cena de Harrold Lloyd no filme O Homem Mosca (Safety Last, 1923), ganhando novamente destaque nas principais publicações brasileiras.

A multidão o carregou no colo após o feito, mas após algumas fotos, ele desapareceu novamente.



Sinésio Mariano de Aguiar também foi professor de inglês, e casou-se novamente, mas nunca teve filhos. Em 1974, a Cinemateca do Rio de Janeiro o homenageou com uma exposição, onde exibiu fotos e correspondências do ator, dos tempos de Hollywood. E em 1984, a mesma instituição fez uma mostra com alguns de seus filmes.

Syn de Conde, o primeiro brasileiro a atuar em Hollywood, faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de maio de 1990.


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Por Onde Anda? Mr. T, o durão boa gente


Na década de 80 Mr. T, com seu penteado diferente e suas correntes de ouro, tornou-se um ícone da cultura Pop, principalmente por sua participação no filme Rocky III: O Desafio Supremo (Rocky III, 1982) e na série Esquadrão Classe A (The A Team).


Mr. T é o nome artístico de Laurence Tureaud, ator, dublador e lutador norte-americano, nascido em Chicago, em 21 de maio de 1952. Ele é o mais velho dos doze filhos de um ministro religioso.

Tureaud praticou futebol, luta livre e artes marciais, e após ser expulso do colégio, ingressou nas Forças Armadas norte-americanas, antes de iniciar a carreira de jogador de futebol americano, onde jogou pelo Green Bay Packers.


Mr. T também trabalhou com segurança de um restaurente, e pouco depois tornou-se guarda-costas de celebridades, como Muhammad Ali, Michael Jackson e Steve McQueen.

Mr. T e Michael Jackson

Após aparecer em uma matéria na revista National Geographic, já ostentando seu penteado (inspirado nos guerreiros mandinga) e uma vasta coleção de jóias de ouro, ele despertou interesse geral do público. Sua estréia no cinema ocorreu em uma pequena aparição em Os Irmãos Cara de Pau (The Blues Brothers, 1980). E em 1982 teve um papel importante no filme Penitentiary II (1982).



Mas foi como o lutador Clubber Lang, de Rocky III: O Desafio Supremo (Rocky III, 1982), que ele se consagrou. Mr. T começou a aparecer, como ele mesmo, em diversas séries de televisão, e ganhou seu próprio desenho animado. Apesar do físico avantajado, e o jeito de durão, ele caiu nas graças das crianças, e começou a usar sua popularidade para passar mensagens construtivas para os pequenos.



Gary Coleman e Mr. T em Arnold (Different Strokes)
Em 1983 ele passou a interpretar o soldado B.A. Baracus na série Esquadrão Classe A (The A Team, 1983 - 1987). A série fez um enorme sucesso, inclusive no Brasil, e B.A. era um dos personagens mais queridos, chegando a virar um cobiçado boneco de ação pelas crianças.

Esquadrão Classe A
Enquanto gravava a séria, estrelou o filme O Homem Mais Durão do Mundo (The Toughest Man in the World, 1984) e dublou a animação Alice no País do Espelho (Alice Through the Looking Glass, 1987). E também participou de diversos torneios de luta, muitos deles ao lado do também ator Hulk Hogan. Entre 1988 e 1900, teve a sua própria série de televisão, T and T, que foi cancelada devido a saúde do ator, que sofre de problemas nos linfócitos.
Em 1984 ele também gravou um disco como cantor, onde novamente, procurava orientar as crianças para momentos difíceis e passar uma mensagem educacional.



Em 1993 interpretou a mulher barbada da comédia Freaklândia: O Parque dos Horrores (Freaked, 1993). Também esteve no infantil As Aventuras de Goldy (The Magic of the Golden Bear: Goldy III, 1994) e na comédia Duro de Espiar (Spy Hard, 1996).

Mr. T em Freaklândia: O Parque dos Horrores

Na década de 90 também fez diversas participações em séries de televisão, geralmente interpretando a si mesmo. E estrelou diversas campanhas publicitárias. Cristão convertido, também apareceu como pregador em diversos programas religiosos, e chegou a brincar com isto em sua participação no desenho Os Simpsons. Ele também estrelou o filme religioso Julgamento (Judgment, 2001).



Ao mesmo tempo, emprestou sua imagem para uma campanha, dedicada às crianças, que pretendia combater a homofobia.



Mr. T em Os Simpsons

No cinema, ainda apareceu em Não É Mais Um Besteirol Americano (Not Another Teen Movie, 2001) e dublou um personagem na animação Tá Chovendo Hambúrguer (Cloudy with a Chance of Meatballs, 2009).


Em 2017, foi um dos competidores do reality show Dancing With Stars, sendo eliminado na sexta-semana.

Mr. T no Dancing With Stars

Ultimamente, Mr. T tem se dedicado a produção de vídeos independentes e participações especiais e comerciais, além de ter seu próprio canal no Youtube.







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Ken Osmond, o ator mirim que virou policial, morre aos 76 anos de idade


Morreu no dia 18 de maio o ex-ator mirim Ken Osmond, astro da série de televisão Leave It To Beaver (desconhecida no Brasil). Osmond, após deixar o cinema, tornou-se policial, e foi alvo de várias lendas urbanas, inclusive uma que dizia que ele era o astro do rock Alice Cooper.


Kenneth Charles Osmond nasceu em Los Angeles, em 07 de junho de 1943. Aos quatro anos de idade, ele começou a fazer publicidade e a atuar, por intermédio de sua mãe, que queria que ele se tornasse ator. Osmond fez aulas de teatro, dança, dicção, artes marciais e equitação.

Seu primeiro trabalho no cinema foi uma pequena ponta no filme O Veleiro da Aventura (Plymouth Adventure, 1952). Osmond continuou atuando no cinema e na televisão, sem muito destaque, até que, aos 14 anos de idade, entrou para o elenco de Leave It To Beaver (1957-1963). Na série, desconhecida no Brasil, ele interpretava o adolescente Eddie Haskell, que se fazia de bom moço perante os adultos, mas era um dissimulado encrenqueiro, um bad boy disfarçado.

Originalmente, ele só faria uma participação de um episódio, mas os produtores gostaram de seu trabalho e o promoveram a personagem fixo. O personagem fez tanto sucesso, que até hoje, nos Estados Unidos, o termo Eddie Haskell é usado para denominar pessoas bajuladoras e falsas.

Ken Osmond, em Leave it To Beaver

Com o fim da série, Osmond não conseguiu muitos trabalho no cinema. Após atuar em um pequeno papel em Tem Um Homem na Cama da Mamãe (With Six You Get Eggroll, 1968), ele afastou-se das telas.

Ken Osmond em Tem Um Homem na Cama da Mamãe

Sem trabalho em Hollywood, o rapaz ingressou no Departamento de Polícia de Los Angeles em 1970. Ele passou a usar um bigode para disfarçar o rosto e conseguir assim algum anonimato.


Apesar de afastado da vida artística, na década de 70 ele continuou em evidência, graças a algumas lendas urbanas. A primeira delas dizia que ele havia crescido e tornado-se o astro do rock Alice Cooper, tal como acontece com Josh Saviano, o Paul de Anos Incríveis, cuja lenda diz ser o cantor Marilyn Mason.

Tudo começou quando Alice Cooper deu uma entrevista para um jornal. Ao ser perguntando como foi sua adolescência, ele disse ter sido um jovem desprezível como o Eddie Haskell. Porém, o editor do jornal colocou na publicação que o cantor era o próprio Eddie Haskell. Cooper chegou a usar uma camiseta em público negando ser o personagem, para ver se acabava com o boato.

Alice Cooper

Outra lenda urbana envolvendo Osmond, dizia que ele havia crescido e se tornado o ator pornô John Holmes. Ele chegou a processar cinemas e lojas, que anunciavam filmes de Holmes como sendo estrelado por ele. O boato era tanto, que ele precisou provar em uma sindicância na polícia que não era o ator de filmes adultos.

Em 1980, Ken Osmond, agora policial, foi atingido por cinco balas enquanto perseguia um suspeito. Quatro dos projeteis ficaram presos em seu colete de segurança, e o quinto ficou preso na fivela de seu cinto.  Osmond pediu então afastamento da força policial, se aposentando após o incidente.

Em 1983 foi feito um telefilme que reuniu o elenco original de Leave it to Beaver nas telas. Ken Osmond, após muitos anos sem atuar, retornou ao papel de Eddie Haskel. O filme fez tanto sucesso, que deu origem a série Still the Beaver (1983-1989). Eric e Christian Osmond, seus filhos na vida real, também atuavam na série.

Ken Osmond e Still the Beaver

Na década de 90, o policial aposentando voltou a atuar com alguma frequência, inclusive fazendo Eddie Haskel em outras produções. Ele também fez o pai do personagem no filme Foi Sem Querer (Leave it to Beaver, 1997), que era inspirado na antiga série de televisão. Seu último trabalho como ator foi em 2016.

Casado desde 1969, e pai de dois filhos, Ken Osmond faleceu em 18 de maio de 2020, aos 76 anos de idade. Ele lutava há alguns anos contra uma doença crônica no pulmão.




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