Georgia Quental, a Dona dos Mais Belos Olhos do Cinema Brasileiro


Houve um tempo que os concursos de misses eram muito populares, e as vencedoras e concorrentes do Miss Brasil se transformavam em grandes estrelas. Quem pode esquecer por exemplo da baiana Martha Rocha, aquela das "duas polegadas há mais".

Georgia Quental, que participou do Miss Brasil em 1962, também conquistou o público, e o cinema, inclusive com carreira internacional.


Embora nascida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul (em 23 de abril de 1939), Georgia Quental mudou-se muito cedo para o Rio de Janeiro (com apenas alguns meses de idade). E foi na então capital brasileira que ela começou a trabalhar como modelo, após ver um anúncio no jornal, em 1957. A jovem se inscreveu na seleção que pedia novas manequins, para ajudar a mãe com o orçamento.

Ela então foi contratada pela famosa Casa de Modas Canadá, uma loja elegante que vestia a elite carioca da época, onde também desfilaram nomes como Ilka Soares e Adalgisa Colombo (que venceu o Miss Brasil no ano de 1958).

Georgia Quental, na Casa Canadá

Em 1959 Georgia Quental estreou na televisão, no programa de Cauby Peixoto, na TV Contintal. Ela também fez alguns trabalhos na Tupi, de Belo Horizonte, no mesmo ano.

Georgia Quental e Cauby Peixoto, na TV Continental

Em 1960 ela tentou disputar o concurso de Miss Guanabara, representando o bairro do Flamengo, mas foi desclassificada por ser modelo profissional. Uma grande injustiça, já que Adalgisa Colombo, sua colega da Casa Canadá, havia vencido o Miss Brasil em 1958, e já tinha inclusive trabalhado no cinema.

Ainda em 1960 ela estreou no Teatro, em Alegoria Carioca. E continuou trabalhando na Tupi, agora do Rio, como apresentadora, a partir de 1961.

Em 1962 ela finalmente concorreu ao Miss Brasil, representando o Rio Grande do Norte. Georgia, porém, não venceu o concurso.


Mesmo não tendo ganho a coroa, a modelo ganhou projeção internacional e ainda em 1962 fez seu primeiro trabalho no cinema, em uma pequena participação no filme italiano Copacabana Palace (1962), rodado no Brasil. No filme, ela usou o vestido e echarpe que havia usado no desfile de roupa de gala, no Miss Brasil.

Os convites para desfiles e publicidade também aumentaram muito após o concurso.

Georgia Quental, de echarpe azul, em Copacabana Palace


Georgia Quental e Antonio Clemente (o preparador físico do Fluminense, que também era modelo) em publicidade do cigarro Hollywood

O famoso diretor mexicano Emílio "El Índio" Fernandez, ficou encantado com a beleza da moça, e a convidou para atuar em um papel de destaque em O Maldito (Paloma Herida, 1963). Emílio Fernandez, além de ator e diretor, foi modelo para a estatueta do Oscar, na década de 20. (leia mais sobre isto aqui).

Emílio "El Indio" Fernandez e Georgia Quental em O Maldito

Após a bem sucedida empreitada no cinema mexicano, a modelo e agora atriz foi convidada por Nelson Pereira dos Santos para atuar no nacional Boca de Ouro (1963), recebendo boas críticas pelo seu papel.

Georgia Quental, Maria Pompeu e Sulamith Yaari em Boca de Ouro

Como apresentadora, apresentou o Agora Cassio Muniz, Espetáculos Tonelux e Moto Música, na Tupi e Fim de Tarde (1963), na TV Continental. Em 1966 ela foi para a TV Rio, onde apresentou programas como Edição Vespertina e Noites de Gala, além de ser a garota do tempo no programa TV Rio  Notícias.

Na Rede Globo, atuou no seriado 22-2000 Cidade Aberta (1965), ao lado de Jardel Filho.

Georgia Quental como Garota do Tempo, na TV RIO

Jardel Filho e Georgia Quental

Na década de 60, atuou muito também no cinema brasileiro, ainda aparecendo nos filmes Os Abas Largas (1965), Um Ramo Para Luíza (1965), O Beijo (1965), Carnaval Barra Limpa (1967) e As Sete Faces de Um Cafajeste (1968).

João Paulo Adour e Georgia Quental em As Sete Faces de Um Cafajeste

Na década de 70, também fez muitos filmes, são eles: Salário Mínimo (1970), Uma Pantera em Minha Cama (1971), A Filha de Madame Betina (1973), Oh que Delícia de Patrão (1974) e Com As Calças na Mão (1975).

Georgia Quental e Carlos Mossy em Oh Que Delícia de Patrão

No teatro,  brilhou em Boeing-Boeing (1970) e na TV Tupi fez a novela Na Idade do Lobo (1972), onde interpretou uma modelo.

Georgia Quental, João Paulo Adour, Françoise Furton, Fabíola Fracarolli, Rubens de Falco e Renata Fronzi em Boeing Boeing

Georgia Quental em A Idade do Lobo

Na TV, ainda era presença constante em programas como Flávio Cavalcanti, Silvio Santos e Chacrinha, como jurada. Além de atuar em programas humorísticos como Balança Mais Não Cai, Os Trapalhões, Praça da Alegria e Planeta dos Homens. Seu último trabalho na televisão foi uma participação especial na novela Araponga, em 1990. Como modelo, desfilou até os quarenta anos de idade.

Afastada da vida artística, Georgia Quental vive tranquila no Rio de Janeiro, sempre viajando pelo mundo, uma de suas paixões.

 Georgia Quental, atualmente




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