Relembrando o breve e talentoso Thales Pan Chacon


Belo e talentoso, Thales Pan Chacon marcou seu nome na história do teatro, cinema e televisão brasileira. Infelizmente, o jovem ator nos deixou muito cedo, com apenas 40 anos de idade.


Thales Pan Chacon nasceu em São Paulo, em 23 de novembro de 1956. Em 1978 ele abandonou o curso de Arquitetura e Urbanismo na USP, para se dedicar à carreira artística. Sonhando em ser ator do teatro musical, ele mudou-se para à Bélgica para estudar com o famoso coreógrafo Maurice Béjart. De volta ao Brasil, atuou em diversos musicais, como Chorus Line, Band Age, Gardel, Uma Lembrança, Theatro Musical Brazileiro, entre outros.

Thales Pan Chacon em Gardel, Uma Lembrança

Em 1979 estreou como ator no curta metragem Arquitetura da Mentira (1979). Contratado pela Rede Globo, estreou na minissérie Avenida Paulista (1982), e em seguida atuou em outra minissérie, Moinhos de Vento (1983).

De volta ao cinema, estrelou Elite Devassa (1984), Fonte da Saudade (1985) e Eu Sei Que Vou Te Amar (1986). Este último fez um grande sucesso internacional, e deu a Fernanda Torres o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Além disto, o o cineasta Arnaldo Jabor também foi indicado a Palma de Ouro como diretor.

Thales Pan Chacon e Fernanda Torres

Arnaldo Jabor, Fernanda Torres e sua Palma de Ouro em Cannes


Em 1987 Chacon foi contratado pela TV Manchete para protagonizar a novela Helena (1987), ao lado da atriz Luciana Braga. Em seguida retornou a Globo, onde atuou em obras como Fera Radical (1988), O Salvador da Pátria (1989), Meu Bem, Meu Mal (1990), Anos Rebeldes (1992), Sex Appeal (1993) e Olho no Olho (1993).

Sua última novela foi Os Ossos do Barão (1997), no SBT.

Thales Pan Chacon e Luciana Braga em Helena

Thales Pan Chacon, Carla Camurati e José Mayer em Fera Radical

Thales Pan Chacon e Cláudia Abreu em Anos Rebeldes


Thales Pan Chacon e Yoná Magalhães em Meu Bem, Meu Mal

No cinema, brilhou em A Mulher Fatal Encontra o Homem Ideal (1987), Luzia Homem (1987), Diálogo de Todo Dia (1991), Estação Aurora (1991) e Floresta da Tijuca (1992). Em 1995 foi dirigido pela amiga e ex esposa Carla Camurati (com quem ficou casado entre 1986 e 1992) em Carlota Joaquina - Princesa do Brazil (1995).



Em 02 de outubro de 1997 Thales Pan Chacon morreu em seu apartamento, com apenas 40 anos de idade, em complicações do vírus do HIV. Na época, ele estava filmando La Serva Padrona (1997), ópera cinematográfica, também dirigida por Camurati.




A tragédia de Dominique Dunne, morta pelo namorado, aos 22 anos de idade


Dominique Dunne ficou famosa ao interpretar Dana Freeling, a filha mais velha da família no clássico de terror Poltergeist: O Fenômeno (Poltergeist, 1982). Poucos meses após o lançamento do filme, Dominique foi assassinada pelo namorado, interrompendo uma carreira promissora no cinema.


Dominique Ellen Dunne nasceu Santa Monica, Califórnia, em 23 de novembro de 1959. Ela era filha do escritor, produtor e ator Dominick Dunne, e irmã do ator Griffin Dunne. Sua madrinha era Maria Cooper-Janis (filha dos atores Gary Cooper e Veronica "Rocky" Cooper).

Dunne começou a carreira no teatro, e atuou inclusive em uma versão de West Side Story. Em 1979 estreou na televisão, atuando no telefilme Diary of a Teenage Hitchhiker (1979), e fez vários trabalhos na televisão nos anos seguintes.

Dominique Dunne em Diary of a Teenage Hitchhiker

Dominique Dunne em Casal 20

Em 1982 o produtor Steven Spielberg escalou Dominique Dunne para atuar em Poltergeist: O Fenômeno (Poltergeist, 1982). O filme sofreu vários incidentes durante as filmagens, bem como aconteceu nas sequências seguintes, e a morte repentina de diversos atores da trama, como a menina Heather O'Rourke, Julian Beck, Will Sampson e Dominique Dunne, deram ao filme a alcunha de "amaldiçoado".

Oliver Robin, Craig T. Nelson, JoBeth Williams e Dominique Dunne em Poltergeist

Ainda em 1982, ela também atuou no filme Os Cavaleiros da Sombra (The Shadow Riders, 1982), com Tom Selleck e Sam Elliott.

O filme foi lançando no final de outubro de 1982, poucos dias antes da morte da atriz. Em 1981 ela havia conhecido John Thomas Sweeney, um subchefe em um restaurante chique, durante uma festa. Com poucas semanas de namoro, ela deixou a confortável casa de seus pais para ir morar com ele, em um pequeno apartamento.

Mas logo o relacionamento se tornou abusivo. Sweeney era muito ciumento e possessivo, e as agressões eram frequentes. Em agosto de 1982, após apanhar e ter parte do cabelo arrancado pelo namorado, Dominique voltou para a casa da mãe, mas voltou a morar com Sweeney após alguns dias depois da agressão. Em 26 de setembro ele voltou a agredi-la, estrangulando a jovem atriz, que saiu de casa definitivamente, e terminou o relacionamento.

Dominique havia sido convidada para participar de um episódio da série Hill Street Blues, no qual fazia uma menina que sofria com agressões dos pais. Ao chegar no estúdio, com o rosto machucado pelas agressões, os diretores dispensaram a maquiagem, e a atriz apareceu nas telas com os ferimentos reais causados por Sweeney.

Dominique Dunne e os hematomas reais na série Hill Street Blues

Em 30 de outubro de 1982 a atriz, que estava escalada para a série V (1983), sobre invasores alienígenas, e ensaiava suas cenas em sua nova casa, junto com o colega David Parker. John Sweeney apareceu em sua casa e Dominique Dunne conversou com ele através da porta trancada por alguns minutos, e concordou em falar com ele na varanda, enquanto Parker continuava dentro da residência.

Após alguns minutos, Parker ouviu gritos e barulhos estranhos, e abriu a porta para ver o que estava acontecendo, quando viu Sweeney estrangulando a atriz, já desacordada. David Parker chamou a polícia, e a atriz foi levada ao hospital, onde foi colocada na UTI.

Dominique já chegou ao hospital em coma, e nunca mais acordou. Ela já não tinha mais atividades cerebrais, e em 04 de novembro, seus pais concordaram em desligar seus aparelhos. A atriz tinha apenas 22 anos de idade. Seus órgãos foram doados, a pedido da família.

A atriz Blair Tefkin ficou com seu papel em V, mas uma cena com Dominique, em meio a multidão vendo a nave dos "visitantes" chegando em Los Angeles foi mantida na série, que foi dedicada a memória da atriz.

John Thomas Sweeney foi preso e levado a julgamento. Ele foi condenado a seis anos de prisão, mas foi solto três anos depois, por bom comportamento. Depois, voltou a ter uma vida normal, inclusive trabalhando como chefe em restaurantes importantes.

John Thomas Sweeney

Na década de 1990, ao descobrir que Sweeney estava noivo da filha do médico do pai da atriz, seu irmão, o ator Griffin Dunne, ligou para a moça, e contou tudo o que havia acontecido com Dominique. A noiva, indignada, moveu um processo contra a família Dunne, acusando-os de perseguição, e conseguindo uma ordem de restrição judicial contra eles.

O ator Griffin Dunne



Atriz Kay Morley morre aos 100 anos de idade


A atriz Kay Morley morreu no dia 17 de novembro, aos 100 anos de idade. Kay faleceu em sua residência, em Palm Springs, enquanto dormia.


Elaine DeVinna nasceu em 17 de abril de 1920, e começou a carreira no cinema como uma das Goldwyn Girls originais, que eram dançarinas contratadas por Samuel Goldwyn para dançarem como coristas nos filmes.

Como Goldwyn Girl, Kay Morley apareceu em Sonhando de Olhos Abertos (Up in Arms, 1944), E o Espetáculo Continua (Show Bussines, 1944) e A Princesa e o Pirata (The Princess and the Pirate, 1944).

Em 1944 também, Kay atuou em Youth Aflame (1944), único filme que protagonizou.


Kay Morley atuou em comédias leves como É Um Prazer (It's a Pleasure, 1945) e Campus Honeymoon (1948). Neste último, contracenou com o ator Richard Crane, com quem se casou. O casal permaneceu junto até a morte de Crane, em 1969.

Ao longo dos dez anos de sua carreira, a atriz atuou em diversos westerns, a maioria de baixo orçamento. Kay Morley fez parte do elenco de filmes como Betty Co-Ed (1946), Lutando Como Um Bravo (Code of the Saddle, 1947), Six-Gun Serenade (1947) e Outlaw Brand (1948). A partir da década de 1950, começou a atuar exclusivamente na televisão, mas aposentou-se da carreira artística em 1954.

Após deixar Hollywood, montou uma loja de roupas, e se aposentou na década de 1990. 

Johnny Mack Brown, Riley Hill e Kay Morleu em Lutando Como Um Bravo





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Por Onde Anda? Bo Derek, a Mulher Nota 10


Mary Cathleen Collins nasceu em Long Beach, em 20 de novembro de 1956. Sua mãe era maquiadora e cabeleireira de Ann-Margret, e seu padrasto foi o dublê Boby Bass.

Bo Derek tinha 16 anos de idade quando conheceu o ator John Derek, em 1973. Ela abandonou a escola, e iniciou o relacionamento com o ator, que era 30 anos mais velhos, e casado com a atriz Linda Evans. Para não ser acusado pelas leis de estupro da Califórnia por Bo ser menor de idade, o casal mudou-se para à Alemanha, onde as leis envolvendo menores eram mais brandas.

Bo e John Derek

Em 1973 John Derek começou a dirigir Mulher, Divina Mulher (Fantasies), tendo a nova namorada como estrela. Era uma produção de baixo orçamento, rodada em 10 dias na Grécia, com um elenco de atores alemães e gregos quase desconhecidos. O filme pretendia ser o veículo de promoção de Bo Derek, mas só iria ser lançado, após vários cortes, em 1981.

Bo Derek em Mulher, Divina Mulher

Em 10 de junho de 1976 Bo e John se casaram. Ela estava com 19 anos e ele com 49. Eles voltaram para os Estados Unidos, onde a atriz recebeu a "transformação Hollywood", deixando os cabelos mais claros e adotando o nome artístico de Bo Derek.

Em 1977 Bo conseguiu um papel e apoio em Orca: A Baleia Assassina (Orca, 1977), como uma das vítimas da personagem título.

Bo Derek em  Orca: A Baleia Assassina

Dois anos depois de sua estreia modesta em Hollywood, ela derrotou nomes como Melanie Griffith e Heather Thomas, e conseguiu o papel na comédia Mulher Nota 10 (10, 1979), de Blake Edwards. Bo interpretava uma mulher sensual que meche com a cabeça de Dudley Moore, e a cena em que ela aparece em trajes de banhos tornou-se clássica, e elevou a atriz ao posto de símbolo sexual.

Dudley Moore e Bo Derek

O filme fez muito sucesso, e garantiu a atriz um papel na comédia Amantes em Família (A Change of Season, 1980), ao lado dos veteranos Shirley MacLaine e Anthony Hopkins. Bo Derek recebeu criticas negativas, mas fez um enorme sucesso estampando as páginas da revista Playboy em 1980 (por duas vezes). Ela posaria novamente em 1981, 1984 e 1994.

Em 1981 a MGM ofereceu a John Derek a direção de Tarzan, O Filho da Selva (Tarzan the Ape Man, 1981), o primeiro filme de grande orçamento que Bo Derek estrelou. Derek interpretava Jane Parker, e seu marido fez com que ela aparecesse mais que o próprio Tarzan. As muitas cenas sensuais da atriz e o papel maior que o do homens da selvas fez com que os herdeiros de Edgar Rice Borroughs processassem o estúdio. O filme foi uma das maiores bilheterias de 1981, mas Bo Derek acabou dividindo o Framboesa de Ouro de Pior Atriz com Faye Dunaway, por Mamãezinha Querida (Mommie Dearest).

Bo Derek e Milles O'Keeffe em Tarzan, O Filho da Selva

Bo Derek só retornaria ao cinema em Bolero: Uma Aventura em Êxtase (Bolero, 1984), novamente dirigida pelo marido. O filme novamente explorava sua beleza e sensualidade, e foi classificado como proibido para menores de 18 anos, o que causou um grande prejuízo financeiro. A crítica também não recebeu bem a obra, e Bo ganhou seu segundo Framboesa de Ouro.

A atriz ficaria afastada das telas por cinco anos, retornando em um novo filme dirigido por John Derek, Os Fantasmas Não Transam (Ghost Can't Do It, 1989). Novamente a crítica não gostou, e Bo Derek ganhou o terceiro Framboesa de Ouro. Donald Trump, futuro presidente dos Estados Unidos, e que contracenava com Bo na trama (em sua estreia cinematográfica), também recebeu o mesmo prêmio por sua atuação.

Donald Trump e Bo Derek em Os Fantasmas Não Transam

Com uma carreira promissora que nunca decolou de fato, Bo Derek começou a ver os convites diminuírem. Ela fez alguns telefilmes, e foi para à Europa em busca de emprego. Na Itália fez Sognando la California (1992) e na França atuou em Uma Mulher de Negócios (Amour et Chocolat, 1992).

De volta aos Estados Unidos, atuou em Uma Mulher Desejada (Woman of Desire, 1994), que novamente pouco exigiu da atriz uma grande atuação dramática. No ano seguinte Bo Derek atuou na comédia Mong e Lóide (Tommy Boy, 1995), estrelada por Chris Farley e David Spade.

Bo Derek e Rob Lowe em Mong e Lóide

Bo Derek só voltaria a atuar em 1998, após a morte de John Derek. Ela havia dedicado seus últimos anos a cuidar da saúde do marido. Mas seu retorno às telas foi modesto, com algumas participações na televisão. 

A atriz retornaria ao cinema apenas na década de 2000, em filmes pouco expressivos como Crime em Evidência (Life in the Balance, 2001), Segredo de Uma Fortuna (Sunstrorm, 2001) e Sequestro em Malibu (Malibu's Most Wanted, 2003). Em 2006, atuou em 40 episódios da novela Fashion House.

Morgan Fairchild e Bo Derek em Fashion House

Desde então, fez participações em séries como Chuck e CSI: Miami, e atuou nas comédias Sharknado 2: O Não! (Sharkando 3: Oh Hell No, 2015) e O Último Sharknado: Já Estava Na Hora (The Last Sharknado: It's About Time, 2018). Seu último trabalho no cinema, até o momento, foi em JL Family Ranch: The Wedding Gift (2020), feito para o canal a cabo Hallmark.

Bo Derek em CSI: Miami

Jon Voight e Bo Derek em  JL Family Ranch: The Wedding Gift

Desde 2002 a atriz vive em um rancho com John Corbertt, o astro de Casamento Grego (My Big Fat Greek Wedding, 2002). Bo Derek também dedica muito do seu tempo a causa da proteção animal.


Bo Derek e John Corbertt

Bo Derek atualmente


Bo Derek, antes e depois

Veja também: As Mais Belas Atrizes dos Anos 80, Antes e Depois



Morre o ator Roberto Lopes


Morreu no dia 19 de novembro o ator Roberto Lopes. Ele sofria de enfisema pulmonar e estava em coma após ter sofrido um AVC.

Milton Gonçalves e Roberto Lopes

Filho do ator Edmundo Lopes, Roberto estreou na televisão na novela infantil Tilim (1970), na TV Record. Seu segundo trabalho seria na Tupi, alguns anos mais tarde, quando atuou em Um Sol Maior (1977).

O ator fez diversas peças de teatro, e novelas em diversas emissoras de televisão. Na Globo, emplacou em O Amor é Nosso (1981), Sassaricando (1987), Abolição (1988), dentre tantos outros mais recentes como Uga Uga (2000), O Clone (2002) e Senhora do Destino (2004), onde interpretou o delegado Paredes.

O ator também atuou na Manchete, em Corpo Santo (1987) e Mandacaru (1997) e no SBT, onde fez Vende-se Um Véu de Noiva (2009). Seu último trabalho na televisão foi em Terra Prometida (2016), na TV Record.


No cinema, participou de dois filmes, Estranhas Relações (1983) e O Desejo da Mulher Amanda (1985).


Roberto Frota e Roberto Lopes




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Por Onde Anda? Denise Dumont, a brasileira que filmou com Woody Allen


Nas décadas de 1970 e 80 a atriz Denise Dumont era presença constante nas telas do cinema e televisão brasileira. Muito bonita, ela também estampou diversas capas de revistas, e protagonizou as famosas foto-novelas, muito populares na época.


Denise Dumont e Mário Cardoso em uma foto-novela

Denise Dummont Bittencourt Teixeira nasceu em Fortaleza, Ceará, em 20 de março de 1955. Denise é filha da atriz e pianista Margout Bittencourt (1929-2007), que estrelou alguns filmes brasileiros na década de 1950 e do compositor Humberto Teixeira (1915-1979), principal parceiro de Luiz Gonzaga. A parceria de Humberto e Gonzaga rendeu grandes clássicos da música brasileira, inclusive  a famosa canção Asa Branca.

Margout Bittencourt

Humberto Teixeira e a pequena Denise Dumont

Denise Dumont tinha 16 anos de idade quando conheceu o diretor Daniel Filho, que a convidou para atuar na novela O Semideus (1973). Mas ela não se saiu bem em seu primeiro trabalho como atriz, e após constantes atritos com o diretor, pediu para deixar o elenco da novela.

Glória Menezes e Denise Dumont em O Semideus

Insatisfeita com seu desempenho, mas ainda sonhando em ser atriz, foi morar com a avó em Nova York, onde estudou atuação. De volta ao Brasil em 1978, conseguiu uma segunda chance na novela Ciranda, Cirandinha (1978). Desta vez ela fez sucesso, e emplacou diversos trabalhos na sequência, atuando em Gina (1978), Marron Glacé (1979), Marina (1980), Baila Comigo (1981) e Voltei Para Você (1983-1984). Em 1982 também estrelou a minissérie Quem Ama Não Mata (1982), todas produções de Rede Globo.

Lauro Corona e Denise Dumont em Marina

João Carlos Barroso e Denise Dumont em Marron Glacê

Denise Dumont e Daniel Dantas em Quem Ama Não Mata

Denise Dumont e o cantor Cazuza, com quem namorou

No cinema, estreou em Terror e Êxtase (1980), e também fez muitos trabalhos no começo da década de 1980. Denise foi a mocinha de Os Vagabundos Trapalhões (1980), e ainda participou de Eros, O Deus do Amor (1981), Filhos e Amantes (1981), Rio Babilônia (1982), Bar Esperança (1983) e Amenic - Entre o Discurso e a Prática (1985).

Roberto Bonfim e Denise Dumont em Terror e Êxtase

Denise Dumont em Os Vagabundos Trapalhões

Denise Dumont e André de Biasi em Filhos e Amantes

Denise Dumont em Rio Babilônia

Em 1985 Denise Dumont atuou em O Beijo da Mulher Aranha (Kiss of the Spider Woman, 1985), uma produção internacional dirigida por Hector Babenco, com um elenco de astros como William Hurt (que ganhou um Oscar por este filme), Raul Julia e a nossa Sonia Braga.

O Beijo da Mulher Aranha fez muito sucesso, e foi indicado para diversos Oscars, incluindo a categoria Melhor Filme.

Denise Dumont e Miguel Falabella em O Beijo da Mulher Aranha

Denise foi para os Estados Unidos, para o lançamento em Nova York, e aproveitou para passar uns meses com mãe, que morava no país após se aposentar. O que era pra ser uma curta temporada, acabou virando permanente.

Lá ela conheceu o produtor americano Matthew Chapman, e com ele se casou. Nos Estados Unidos, atuou em um episódio da série The Equalizer (1986) e no ano seguinte foi convidada por Woody Allen para atuar no filme A Era do Rádio (Radio Days, 1987). O diretor procurava uma atriz brasileira que soubesse cantar e dançar, e Denise só soube depois que iria interpretar Carmen Miranda no filme.


Desde então ficou morando no exterior, mas nunca deixou de vir passar temporadas no Brasil. Em 1987 atuou na série Corpo Santo (1988), na TV Manchete, e fez os filmes Tudo em uma Noite Só (1987), No Coração da Noite (1988) e Jorge, Um Brasileiro (1988).

Depois afastou-se da carreira para cuidar dos filhos (ela tem um filho com o ator Claudio Marzo e uma filha com o produtor Chapman). Em 1995 fez uma participação especial no seriado Confissões de Adolescentes, dirigido por Daniel Filho. Com o diretor também participou da série Mulher, em 1998, e As Cariocas, em 2010.

Em 1998 também atuou no filme norte-americano Heartwood (1998), ao lado do veterano Jason Robards e da novata Hilary Swank. Depois, só retornaria ao cinema no recente Tim Maia (2014). Denise também esta confirmada no elenco de El Olor del Olvido, de Bruno Barreto, que ainda está em produção.

Em 2009 ela produziu o documentário O Homem Que Engarrafava Nuvens (2009), sobre a carreira de seu pai.





Denise Dumont atualmente

Kathleen Turner, Denise Dumont e Sonia Braga

Denise Dumont e Adriano Reyes





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