Relembrando o ator Marcelo Ibrahim, o "Rambo Brasileiro"


Em 02 de julho de 1986 morria repentinamente o jovem ator Marcelo Ibrahim, com apenas 24 anos de idade. Com uma breve carreira, Marcelo brilhava na televisão como o playboy Gastão Neves, na novela Selva de Pedra.

Adepto da musculação, ele era conhecido como o "Rambo Brasileiro", devido ao seu porte físico parecido com o do ator Sylvester Stallone, que na época fazia muito sucesso nos cinemas com o personagem Rambo.


O carioca Marcelo Ibrahim nasceu em 15 de julho de 1961, na cidade do Rio de Janeiro. Fã do personagem Tarzan, ele começou a malhar aos 12 anos de idade, para se parecer com o ídolo de infância. Anos mais tarde, já fisiculturista, tornou-se campeão de Aikidô.

Ele estreou como ator no teatro, estrelando a peça Rocky Stallone (1985), que se aproveitava da semelhança física de Marcelo com o astro norte-americano.

Marcelo Ibrahim em Rocky Stallone

No ano seguinte atuou em Cozinhando Maçãs (1986), contracenando com a atriz Débora Duarte, com quem teve um relacionamento.

Marcelo Ibrahim e Débora Duarte

Em 1985 ele fez sua primeira novela, Um Sonho a Mais. Em seguida, faria Selva de Pedra (1986), um grande sucesso da teledramaturgia brasileira.

Ainda em 1986 ele atuou no filme Os Trapalhões e o Rei do Futebol (1986), filme que além do quarteto de humoristas contava com o jogador Pelé no elenco.

Marcelo Ibrahim em Os Trapalhões e o Rei do Futebol

O ator ainda tinha cenas para gravar da novela Selva de Pedra, que estava em exibição, quando faleceu em 02 de julho de 1986. Rumores disseram que ele havia sido mais uma vítima do HIV, mas a autópsia revelou que isto não era verdade.

Marcelo Ibrahim, apesar da pouca idade (24 anos), faleceu vítima de uma grave pneumonia. Um dia após sua morte, foi ao ar um episódio da série Armação Ilimitada, chamado "Jambo Para Matar", onde o ator interpretava claramente um personagem inspirado em Rambo.

Quando ele faleceu, estava ensaiando o espetáculo Segura o Afonso Pra Mim.

Marcelo Ibrahim e Suzana Queiroz

Veja Marcelo Ibrahim no clipe Nada Mais, de Gal Costa

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Fred Gwynne, além do Herman Mostro


Com 1,96 de altura, Fred Gwynne talvez seja mais lembrado por interpretar Herman Monstro, o patriarca da série de televisão Os Monstros (The Munsters, 1963-1966). Mas sua carreira consta com mais de 60 crédito ao longo de quarenta anos.


Frederick Walker Gwynne nasceu em Nova York, em 10 de julho de 1926. Seu pai era um proeminente corretor imobiliário, e Fred cresceu em meio a sociedade Nova Iorquina.

Durante a Segunda Guerra Mundial ele serviu na Marinha dos Estados Unidos, como radialista em um submarino. Após deixar o exército, foi para a Universidade, e trabalhou por um tempo como cartunista. Durante toda sua carreira de ator, ele fez autógrafos acompanhados de ilustrações suas.

Ele também ilustrou diversos livros infantis.



Em 1951 ele começou a estudar teatro, e mudou-se para Nova York, em busca de emprego. Ele estreou na Broadway no ano seguinte, atuando com Helen Hayes. No mesmo ano, fez seu primeiro trabalho na televisão.

Sua estréia no cinema foi no filme Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954), estrelado por Marlon Brando.

Fred Gwynne em Sindicato de Ladrões

O comediante Phil Silvers o viu no filme, e o convidou para trabalhar em seu programa de televisão, o The Phil Silvers Show. Nos anos seguintes, o ator trabalharia em diversos programas na TV, como convidado.

Foi somente em 1961 que ele passou a estrelar a série Car 54, Where Are You? (1961-1963). Al Lewis, o futuro Vovô Monstro, era seu colega de elenco.

Al Lewis e Fred Gwynne em Car 54, Where Are You?

A série só durou duas temporadas, e ele passou a atuar em telefilmes, até ser chamado para interpretar o desengonçado Frankenstein na série Os Monstros (The Munsters, 1963-1966). Apesar de ser muito alto, ele usava sapatos de plataforma e uma maquiagem pesada, para parecer ainda maior.


Ao lado do elenco original, ele também estrelou o filme Monstros, Não Amolem! (Munster, Go Home!, 1966), baseado na série de TV. O filme era colorido, ao contrário da série original, que era em preto e branco. Em Monstros, Não Amolem! Herman aparecia com uma maquiagem verde, diferente da violeta usada para fazer a série de televisão, que tinha um melhor efeito na câmera.

Monstros, Não Amolem!

Fred Gwynne sendo maquiado para o programa de TV

Nos anos seguinte após o cancelamento da série, ele trabalhou basicamente na televisão. Gwynne só retornaria ao cinema no filme La Luna (1979), de Bernardo Bertolucci. No ano seguinte atuou e O Grande Sonho de Simon (Simon, 1980).

Fred Gwynne e Matthew Barry em La Luna

Em 1981 ele reencontrou seus colegas de elenco no filme A Vingança dos Monstros (The Munsters' Revenge, 1981). Butch Patrick e Pat Priest não participaram da produção, pois estavam muitos velhos para o papel. Em 1984 ele fez teste para fazer o Arthur na série Punky, a Levada da Breca, mas saiu do teste frustrado, após ser chamado de Herman Monstro pelo diretor de elenco.

Na década de 80 Gwynne atuou em diversos filmes, como Cotton Club (Idem, 1984), O Garoto que Podia Voar (The Boy Who Could Fly, 1986), O Segredo do Meu Sucesso (The Secret of My Success, 1987), Atração Fatal (Fatal Attraction, 1987) e Ironweed (1987). Mas nesta época seja mais lembrado como o vizinho de Cemitério Maldito (Pet Sematary, 1989), um clássico dos filmes de terror.

Fred Gwynne em Cemitério Maldito

Em 1991 ele atuou em Neblina e Sombras (Shadows and Fog, 1991), dirigido por Woody Allen. E no ano seguinte faria seu último papel no cinema, como o juiz da comédia Meu Primo Vinny (My Cousin Vinny, 1992).

Marisa Tomei, Fred Gwynne e Joe Pesci em Meu Primo Vinny

Fred Gwynne foi casado duas vezes, e teve cinco filhos, mas o caçula morreu afogado, com pouco mais de um ano de idade. O ator morreu em 02 de julho de 1993, vítima de um câncer de pâncreas.




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A bela e breve Margaux Hemingway


A modelo e atriz Margaux Hemingway foi uma das profissionais da moda mais bem pagas do começo da década de 80. Seu contrato com os cosméticos Fabergè, foi um dos primeiros a ultrapassar Um Milhão de Dólares. Neta do escritor Ernest Hemigway, e irmã mais velha de Mariel Hemingway, ela também foi atriz. Mas uma vida conturbada prejudicou sua carreira profissional, bem como a pessoal. Margaux Hemingway tinha apenas 42 anos de idade quando faleceu.


Filha de Jack Hemingway, filho mais velho do autor de O Velho e o Mar, Margot Louise Hemingway nasceu em no Oregon, em 16 de fevereiro de 1954. Ela teve uma infância tranquila, criada em uma fazenda no interior.

Aos 19 anos, sem ter completado o ensino médio, ela foi descoberta por um agente de talentos, que se encantou com a beleza da jovem, que media 1,82 de altura. Ele a levou para Nova York, onde ela logo despontou como modelo, posando para capas de revistas como Elle, Harper's Bazar e Cosmopolitan.

Em 1976 ela estreou no cinema no drama A Violentada (Lipstick, 1976), onde interpretou uma mulher estuprada pelo professor de sua irmã mais nova. Mariel Hemingway, sua irmã, contracenava com ela, e foi indicada ao Globo de Ouro de atriz revelação por este trabalho.

Margaux e Mariel Hemingway em A Violentada

Assim como a irmã mais nova, Margaux recebeu boas críticas pelo papel. Ela retornou ao cinema em O Peixe Assassino (Killer Fish, 1979), ao lado de Lee Majors e das atrizes Karen Black e Marisa Berenson. O filme, hoje, é considerado cult.

Lee Majors e Margaux Hemingway

Mas apesar de bem aceita em seus primeiros papéis no cinema, uma grave dislexia a impedia de decorar os textos, e ela precisou fazer tratamento constante, o que fez diminuir seus convites para atuar. E ao contrário da irmã, elevada a estrela graças ao filme Manhattan (1979), de Woody Allen, a atriz Margaux Hemingway acabou nunca atingindo o primeiro time nas telas.

Além disto, a atriz nunca soube lidar com a fama repentina, ainda na juventude. Sofrendo de depressão, bulimia e epilepsia, ela se entregou ao vício em álcool, e mais tarde, passou a consumir drogas. O vício teria começado no interior da badalada casa noturna Studio 54, em Nova York.

Margaux Hemingway, Carry Grant e Farrah Fawcett no Studio 54

Em 1982 ela fez o principal papel feminino em Eles Me Chamam de Bruce? (They Call Me Bruce, 1982). E estrelou mais tarde Uma Ponde Chamada Esperança (Over the Brooklyn Bridge, 1984).


Mas na segunda metade da década de 80 sua carreira entrou em decadência. O vício acabou também com sua bem sucedida carreira na indústria da moda. Ela chegou a pedir falência pessoal, e em 1988 se internou na clínica Betty Ford, especializada em dependentes químicos. A atriz engordou 25 quilos, e sua depressão aumentou ainda mais após sofrer um grave acidente de esqui, na Áustria, onde quebrou quatro vértebras.

Margaux precisou aceitar trabalhos em filmes menores, muitos deles lançado diretamente em vídeo. Ela estrelou O Santuário do Medo (Inner Sanctum, 1991), e sua sequência, lançada em 1994. Também atuou em filmes como Dinheiro Sujo (Frame-Up II: The Cover Up, 1992) e Imagem fatal (Double Obsession, 1992). Ela fez seu último filme em 1996.


Em 01 de junho o corpo de Margaux Hemingway foi encontrado em seu apartamento, já em estado de decomposição. Ela tinha 42 anos de idade.

Ela havia cometido suicídio tomando barbitúricos. Sua morte foi revelada um dia antes do aniversário de 35 anos da morte de seu avô, Ernert Hemigway, que também cometeu suicídio.



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Morre o ator Carl Reiner, aos 98 anos de idade



O ator Carl Reiner morreu aos 98 anos de idade, de causas naturais, na noite de segunda-feira (29). De acordo com o TMZ, ele estava com a família em casa em Beverly Hills, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
O ator, produtor e escritor ficou famoso como Saul Bloom na franquia Onze Homens e um Segredo (2001), Doze Homens e Outro Segredo (2004) e Treze Homens e um Novo Segredo (2007). Reiner ganhou 9 Emmys em 70 anos de carreira.
Na década de 1960, Reiner se destacou ao escrever o programa de TV The Dick Van Dyke Show. Seu trabalho mais recente foi como dublador de Carl Reineroceros em Toy Story 4, no ano passado.
Entre outros filmes de Reiner estão O Panaca (1979) com Steve MartinOs russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (1966) e Curso de Verão (1987).

Reiner nasceu em 20 de março de 1922 em Bronx, em Nova York. Ele foi casado com Estelle Reiner de 1943 até 2008, quando ela morreu. O ator deixa três filhos: o diretor Rob Reiner, além de Lucas e Annie Reiner.



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Morreu Russinho do Pandeiro, último músico de Carmen Miranda


Morreu no dia 22 de junho, aos 92 anos de idade, o músico Russinho do Pandeiro, último integrante do Bando da Lua, conjunto musical que acompanhou a cantora e atriz Carmen Miranda por muitos anos.


Russinho do Pandeiro (não confundir com Russo do Pandeiro) nasceu no Rio de Janeiro, e chamava-se José Ferreira Soares. Ele começou a carreira no famoso Programa do Casé, nos primórdios do rádio brasileiro, e posteriormente tornou-se percursionista do Cassino da Urca.

Os cabelos loiros lhe renderam o apelido de Russinho.


Russinho do Pandeiro, o primeiro a direita, no Anjos do Inferno


Profissionalmente, foi integrante do conjunto Namorados da Lua e em 1946 ingressou no Anjos do Inferno, substituindo o músico Hélio Verri. Com o Anjos do Inferno, foi para o México, trabalhar nos filmes de Ninón Sevilla, acompanhando a artista. Com ela fez os filmes Pecadora (1947) e Aventurera (1950).



Carmen Miranda mandou buscar Russinho no México, para integrar a última formação do Bando da Lua, junto com Aloysio de Oliveira, Harry e Lulu. Na verdade, nesta época o conjunto chamava-se The Carioca Boys.

Russinho acompanhou Carmen em diversos programas de televisão e shows, e com ela atuou em Romance Carioca (Nancy Goes to Rio, 1950), o penúltimo filme da artista.




Russinho tinha adoração por Carmen, que era quase uma segunda mãe para ele. Ele chegou a desferir um soco em seu marido, David Sebastian, para defendê-la, durante uma briga do casal.




Russinho do Pandeiro morava há quase 70 anos em uma cidade litorânea no México. O artista morreu enquanto dormia, aos 92 anos de idade





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O ator e dublador Pietro Mário, o Capitão Furacão que animou a garotada


O ator e dublador Pietro Mário tem uma longa carreira no cinema e televisão, e despontou para o público no programa infantil Capitão Furacão, que fez a alegria das crianças na década de 60.





Pietro Mário Fransceso Bogianchini nasceu na Itália, em 29 de junho de 1939. Ainda jovem, mudou-se para o Brasil, e começou a trabalhar no teatro.

Na televisão, estreou na TV Rio e em 1965 foi um dos primeiros contratados pela recém inaugurada Rede Globo, após passar nos testes para apresentar o programa infantil Capitão Furacão, que ele comandou por cinco anos.

Na atração, Pietro contava histórias e apresentava desenhos, e apesar de ter apenas 26 anos de idade na época, ficou no imaginário das crianças como um velho lobo do mar, caracterizado por uma forte maquiagem para envelhecê-lo. A atriz e cantora Elisângela, ainda adolescente era uma de suas grumetes.

Elisângela e Pietro Mário em Capitão Furacão




Cansado de representar o mesmo personagem por cinco anos, o ator deixou a Globo rumo a TV Continental, onde também apresentou um programa por lá. Embora eternizado como Capitão Furacão, o ator fez diversos outros trabalhos.

No cinema, estreou em Engraçadinha Depois dos Trinta (1966), e atou nos filmes A Noite do Meu Bem (1968), Os Machões (1972), Memórias Póstumas de Brás Cubas (1986), Copacabana (2001), Irmãos de Fé (2004), Meteoro (2005), Chico Xavier (2010), O Duelo (2015) e Maresia (2016). Além disto, atuou em diversos curta-metragens, incluindo o biográfico Pietro (2013).


Pietro também fez diversas novelas, como O Espigão (1974), Sinhazinha Flô (1977), Olhai Os Lírios do Campo (1980) e Eu Prometo (1983). Esteve também nas recentes Novo Mundo (2017), atualmente sendo reprisada, e Deus Salve o Rei (2018). Seu último trabalho na televisão foi na série O Mecanismo (2018).


Pietro Mário em Novo Mundo

Também dublador, Pietro Mário era um dos mais prolíferos profissionais da voz, tendo dublado personagens como  O Capitão Caverna, Dom Pixote (substituindo Older Cazarré), Oscar (A Era do Gelo), Zé Buscapé, Bosley (As Panteras), Rafiki (O Rei Leão), Sultão (Aladdin), Tony Soprano (James Gandolfini, Família Soprano), Yoda (Star Wars), Tio Patinhas, e diversos personagens em Os Simpsons, além de muitos outros personagens.



No final de maio de 2020, o ator esteve internado devido a complicações do Coronavírus. Mas está se recuperando da doença.


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Morre a apresentadora Clarice Amaral, pioneira da TV Brasileira


Faleceu no sábado, Dia 27 de junho a apresentadora Clarice Amaral, pioneira da televisão brasileira. Por muitos anos Clarice apresentou o Grande Ginkana Kibon, ao lado de Vicente Leporace, na TV Record.

Clarice Amaral e Vicente Leporace no Grande Ginkana Kibon

Clarice José do Amaral nasceu em Minas Gerais, em 12 de outubro de 1935. Ela começou a carteira como garota propaganda, e tornou-se apresentadora na TV Record, onde apresentou programas como Big Show Peixe, Carrossel e O Coelinho da Fortuna, mas foi no comando de Grande Ginkana Kibon (1955-1969) que se consagrou diante do publico.


No final da decada de 60 ela trabalhou na TV Cultura e Excelsior, antes de assinar contrato, em 1970, com a TV Gazeta de São Paulo, onde apresentou por muitos anos o programa Clarice Amaral em Desfile.

Clarice Amaral e Ione Borges, na TV Gazeta

Em 1981 ela deixou a televisão, dedicando sua carreia no rádio. Mas após sofrer um assalto traumático em 1986, a artista deixou a carreira, passando a residir anonimamente em Cunha, no interior de São Paulo.

A causa de sua morte não foi revelada e o passamento da atriz foi divulgado pelo pesquisador Elmo Francfort (autor do livro sobre a história da TV Gazeta). Clarice Amaral tinha 84 anos de idade.


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