Por Onde Anda? A antiga estrela mirim Duda Little


Na década de 1990 Duda Little era uma estrela na televisão brasileira. Maria Eduarda Esteves e Alves, nascida no Rio de Janeiro, em 31 de dezembro de 1979, começou a carreira aos seis anos de idade, fazendo publicidade.

Aos oito, começou a trabalhar como repórter mirim do programa Xou da Xuxa, na Rede Globo. Ela também passou a ser presença constante no programa Os Trapalhões, e ambos os programas levaram Duda Little ao cinema.


Duda Little em Os Trapalhões

Duda estreou no cinema ao lado de Xuxa, no filme Super Xuxa Contra o Baixo Astral (1988). Seu filme seguinte foi Lua de Cristal (1990), outro grande sucesso cinematográfico da apresentadora. Ela ainda atuaria em Xuxa e os Trapalhões em O Mistério de Robin Hood (1990) e Os Trapalhões e a Árvore da Juventude (1991).

Duda Little e Xuxa em Lua de Cristal


Entre 1992 e 1996 a jovem, agora adolescente, foi para a TV Manchete, onde apresentou o programa infantil Dudalegria. Com o fim do programa, ainda fez um especial de natal na TV Globo, e sumiu da mídia.

Com o fim da fama, ela terminou os estudos, e formou-se em jornalismo. Duda chegou a trabalhar como atendente de telemarketing, até que conseguiu um emprego no departamento de jornalismo da TV Record. E usando o nome de Duda Esteves, tornou-se repórter do programa de Ana Maria Braga, o Mais Você, em seu retorno a Rede Globo.

Duda Esteves, ex Duda Little

Em 2015 ela se casou, e teve Ana Maria como madrinha. Atualmente ela é editora do programa Mais Você, e tem uma filinha, Ana Laura.





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Morre o ator e diretor francês Robert Hossein, vítima da Covid-19


Morreu no dia 31 de dezembro o ator e diretor francês Robert Hossein, mais lembrado como Jeofrrey de Peyrac, o marido de Michèle Mercier na saga dos filmes Angélica, iniciada com Angélica e o Rei (Angélique et le Roy, 1966). Hossein tinha 93 anos e morreu devido a complicações do Coronavírus (Covid-19).


Filho do compositor André Hossein, o ator faleceu um dia após completar 93 anos de idade. Ele estreou no cinema em 1955, e atuou em mais de 100 filmes, sendo que o ultimo foi rodado em 2020. No cinema, também é lembrado por filmes como Vício e Virtude (Le Vice el la Vertu, 1963), Os Ladrões (Le Casse, 1971), Prêtes Interdits (1973), Retratos da Vida (Le Uns et les Autres, 1981) e Instituto de Beleza de Vênus (Vénus Beauté, 1999). Os fãs de westerns também lembram de Hossein como um pistoleiro em Cemitério Sem Cruzes (Une Corde un Colt..., 1969), filme que ele também foi roteirista e diretor.


Robert Hossein estreou na direção com Os Malvados Vão Para o Inferno (Le Salauds Vont en Enfer, 1955), e dirigiu 24 filmes até 2013. Como diretor, seu filme mais famoso é a versão de Os Miseráveis (Les Miserables, 1982), estrelada por Lino Ventura.



Relembrando Jack Lord, de Havaí 5.0


O ator Jack Lord é mais lembrado por interpretar o Detetive Steve McGarrett na série de televisão Havaí 5.0 (Hawaii Five-O, 1968-1980), e também por viver o primeiro agente Felix Leiter em O Satânico Dr. No (Dr. No, 1962), o primeiro filme de James Bond oficial feito para os cinemas.


John Joseph Patrick Ryan nasceu em Nova York em 30 de dezembro de 1920. Após servir na Segunda Guerra Mundial, começou a fazer filmes de treinamento para os novos marinheiros (ele também servia na marinha), e tomou gosto pela atuação.

Após dar baixa no exército, ingressou na tradicional escola Actor's Studio, onde foi colega de Marlon Brando, Marilyn Monroe e Paul Newman.

Jack Lord e Marilyn Monroe, em frente ao Actor's Studio

Lord conseguiu seus primeiros trabalhos como ator profissional na Broadway, onde conheceu sua segunda esposa, Marie de Narde, com quem se casou em 1948. Marie também era atriz, mas abandonou a carreira para apoiar os planos do marido de atuar. O casal permaneceu junto até 1998, quando Lord faleceu.

Ele havia sido casado anteriormente, entre 1944 e 1947. Deste relacionamento nasceu seu único filho, que morreu quando tinha apenas 12 anos de idade.

Em 1949 o ator estreou no cinema atuando em Projet X (1949), uma produção de baixo orçamento. Em seguida fez Cry Murder (1950) e Marca Fatal (The Tattoed Stranger, 1950). Todos estes filmes pouco fizeram pela sua carreira, e o ator recorreu a televisão, onde encontraria mais trabalhos ao longo de toda sua carreira.

Seu primeiro papel mais expressivo em um filme foi em Seu Último Comando (The Court-Martial of Billy Mitchell, 1955), estrelado por Gary Cooper.

Gary Cooper e Jack Lord

Nos anos seguintes, apareceu em diversas séries de televisão, como Bonanza, em papéis de apenas um episódio, e fez poucos filmes, como O Rei Vagabundo (The Vagabond King, 1956), Contrabando no Cairo (Tip on a Dead Jockey, 1957), O Pequeno Rincão de Deus (God's Little Acre, 1958) e O Homem do Oeste (Man of the West, 1958).

Jack Lord em Bonanza

Em 1962 o ator foi escalado para viver o agente Feliz Leiter em O Satânico Dr. No (Dr. No, 1962). Originalmente ele repetiria o papel nos próximos filmes de James Bond, mas os produtores acharam que isso tiraria os holofotes de Sean Connery, e outros atores interpretaram o personagem ao longo dos anos. Apesar disto, O Satânico Dr. No talvez seja o filme mais importante na carreira de Jack Lord, que ainda atuaria em O Bandido Negro (The Ride to Hagman's Tree, 1967) e O Salário do Crime (The Counterfeit Killer, 1968).

Sean Connery e Jack Lord em O Satânico Dr. No

Jack Lord chegou a ser cotado para ser o Capitão Kirk na série Jornada nas Estrelas (Star Trek), mas exigiu ser co-produtor da série, e ficar com uma porcentagem de posse sobre o seriado, e sua proposta foi rejeitada pelos produtores, que acabaram escolhendo William Shatner.

Em 1968 vários atores recusaram o papel em Havaí 5.0 (Hawaii Five-O, 1968-1980), incluindo Gregory Peck, e Jack Lord acabou sendo chamado para a série, conquistando finalmente a fama mundial. O programa durou muitos anos, e Lord acabou assumindo também a produção quando morreu Leonard Freeman, o criador da série.


Com o fim da série atuou somente em um filme, feito para a televisão, Posto M: Havaí (M Station: Hawaii, 1980), depois abandonou a carreira, e passou a dedicar-se a pintura. Seus quadros chegaram a ser expostos no Metropolitan Museum of Art de Nova York.


Em 21 de janeiro de 1998, Jack Lord faleceu em sua casa em Honolulu, Havaí. Ele teve uma insuficiência cardíaca, e também lutava contra o Mal de Alzheimer há alguns anos. O artista, que havia sido um filantropo por toda a vida, destinou 40 milhões de dólares de seu patrimônio, em testamento, para ser doado a instituições de caridade no Havaí, local que escolheu para morar desde que começou a fazer a série em 1968.




Dawn Wells, a Mary Ann de A Ilha dos Birutas (Gilligan's Island) morre vítima da Covid-19


Morreu no dia 30 de dezembro a atriz Dawn Wells, que interpretou Mary Ann Summers na série de TV A Ilha dos Birutas (Gilligans Island, 1964-1967). A atriz tinha 82 anos e morreu em devido a complicações da Covid-19.


Dawn Elberta Wells nasceu em Reno, Nevada, no dia 18 de outubro de 1938, e em 1960 participou do Miss América, concurso que lhe abriu as portas para a carreira de atriz, iniciada no ano seguinte.

Após atuar em diversas séries de televisão, como convidada, estreou no cinema em um pequeno papel no filme Weekend em Palm Springs (Palm Springs Weekend, 1963). Ganhou um papel maior no seu filme seguinte, Torverlino de Paixões (The New Interns, 1964).

Mas ficou mesmo famosa ao trabalhar na série A Ilha dos Birutas (Gilligans Island, 1964-1967), que marcou sua carreira. Wells derrotou a atriz Raquel Welch para conseguir o papel de Mary Ann.


A série fez muito sucesso, e projetou o nome de Dawn Wells para o público. No Brasil, a Ilha dos Birutas estreou na década de 1960, na TV Excelsior.

Com o fim da série Dawn Wells atuou muito como convidada no cinema, muitas vezes repetindo o papel de Mary Ann. No cinema, atuou pouco, aparecendo em filmes como A Volta dos Bravos (Winterhawk, 1975) e Assassino Invisível (The Town That Dreaded Sundown, 1976). Como Mary Ann, apareceu no filme Um Cupido Entre Nós (Lover's Knot, 1995). 

A atriz também emprestou a voz para Mary Ann na animação A Ilha de Gilligan (Gilligan's Planet), em 1982). Dawn Wells ainda atuava, trabalhando principalmente como dubladora.


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Otelo Zeloni, o comediante que morreu enquanto protagonizava uma novela

Otelo Zeloni ficou famoso no Brasil como o patriarca da Família Trapo (1967-197), um dos seriados brasileiros mais bem sucedidos na história da nossa televisão. Mas Zeloni já era um veterano do humor quando o programa foi ao ar, na TV Record.


A Família Trapo

Otelo Zeloni nasceu na Itália, em Roma, em 26 de novembro de 1921. Ao 21 anos foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial, pelo exercito italiano, onde virou piloto aviador. Reza a lenda que ele sobreviveu a dois acidentes aéreos, e fugiu do front na garupa de uma moto, em 1943.

Após desertar, Zeloni migrou para a Argentina, e ao fim da Guerra encontrou alguns colegas italianos, agora trabalhando como pilotos de voos comerciais internacionais. Ele encomendava os maiores sucessos do cinema da Itália para os colegas, e distribuía para os cinemas locais. O negócio fez tanto sucesso que ele começou a vir vender os filmes também no Brasil, e acabou ficando no país.

No Brasil, seus contatos como distribuidor cinematográfico levaram Zeloni para o rádio, onde começou a trabalhar como rádio-ator. Posteriormente migrou para o teatro de revista, atuando como comediante em grandes companhias teatrais. Seu jeito bonachão e o forte sotaque italiano eram sua marca registrada.


Em 1950 estreou no cinema no filme Suzana e o Presidente (1950), e foi um dos maiores coadjuvantes do cinema brasileiro na década de 1950, atuando nos filmes É Proibido Beijar (1954), A Doutora é Muito Viva (1956), Com Água na Boca (1956), De Pernas Pro Ar (1957), A Baronesa Transivada (1957) e Cala Boca Etelvina (1958).

Mário Sérgio e Otelo Zeloni em É Proibido Beijar

Mário Sérgio, Tonia Carrero e Otelo Zeloni em É Proibido Beijar

Catalano, Dercy Gonçalves, Zaquia Jorge e Otelo Zeloni em A Baronesa Transviada

Em 1955 estreou na televisão atuando na série Quem Bate? (1955), o programa humorístico da TV Record era uma paródia do norte-americano Combate, estrelado por Vic Morrow, que fazia muito sucesso por aqui.

Otelo Zeloni e Durval de Souza (de Hitler) em Quem Bate?

Em 1957, também na televisão, Zeloni protagonizou outra série, Pequeno Mundo de D. Camilo (1957), onde interpretava um padre. A série fez um enorme sucesso, e fez do ator um astro do primeiro time.

Otelo Zeloni em Pequeno Mundo de Dom Camilo

O sucesso da série deu melhores papéis no cinema para o ator, que atuou na produção luso-brasileira O Cantor e a Bailarina (1960), Marido de Mulher Boa (1960), Por Um Céu de Liberdade (1961) e Três Colegas de Batina (1962). Em 1965 fez um raro papel sério no clássico São Paulo, Sociedade Anônima (1965).

Em 1963 também fez um enorme sucesso no teatro, ao estrelar a peça Os Ossos do Barão.

Zé Trindade e Otelo Zeloni em Marido de Mulher Boa

Walmor Chagas e Otelo Zeloni em São Paulo, Sociedade Anônima 


Em 1967 consagrou-se como Pepino, o patriarca de Família Trapo, na Record. Também fazia parte da linha de shows da emissora, participando de atrações como O Show do Dia 7 e outros programas de auditório.

Otelo Zeloni e Raul Solnado na TV Record

Com Renata Fronzi e Jô Soares, protagonizou Papai Trapalhão no cinema (1968). Eles também fazia parte do elenco de Família Trapo. E com Ronald Golias, outro colega da série, fez Golias Contra o Homem das Bolinhas (1969).


No cinema ainda brilhou em 2000 Anos de Confusão (1969), Beto Rockfeller (1970), A Arte de Amar Bem (1970), Roberto Carlos 300 Quilômetros por Hora (1971), Lua-de-Mel e Amendoim (1971), Como Ganhar na Loteria Sem Perder a Esportiva (1971).

Roberto Carlos, Otelo Zeloni e Eramos Carlos em Roberto Carlos 300 Quilômetros por Hora

Consuelo Leandro e Otelo Zeloni

Em 1972 retornou a Tupi, onde protagonizou Dom Camilo e os Cabeludos (1972), ao lado de Terezinha Sodré. A série retomava seu personagem famoso, criado em 1957. No mesmo ano, na emissora, apresentou o programa Forno e Fogão, tornando-se o primeiro apresentador masculino de um programa de culinária na televisão brasileira. Além de cozinhar, Zeloni entrevistava convidados, que recebiam o "garfo de ouro"


Otelo Zeloni e Terezinha Sodré


Em 1973 Otelo Zeloni fez sua primeira (e única novela), O Conde Zebra (1973), também na TV Tupi. Ele era o protagonista da novela cômica, que fazia bastante sucesso. Mas durante as gravações, descobriu um tumor no cérebro e se afastou da trama. Em 29 de dezembro de 1973 o ator perdeu a luta contra a doença, e a novela saiu do ar, inacabada. 

O Conde Zebra foi uma das poucas telenovelas brasileiras encerradas sem exibir um final.


Otelo Zeloni e Ruthinéia de Moraes, em O Conde Zebra

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Estilista francês Pierre Cardin Morre aos 98 anos de idade


Morreu no dia 29 de dezembro o estilista frances Pierre Cardin, a morte foi confirmada pela família à Agência France Presse, mas causa não foi divulgada. Vanguardista, estilista foi um dos responsáveis pela retomada da alta costura na França pós-guerra.

Cardin nasceu em 2 de julho de 1922 em Veneza, na Itália, com o nome de Pietro. Seus pais, agricultores italianos, migraram para a França para fugir do fascismo.

Começou a trabalhar com moda e costura aos 14 anos, como alfaiate na cidade de Saint-Etienne, na França.


Em 1944, ingressou na casa Paquin, em Paris, da renomada estilista Jeanne Paquin. Ali, foi responsável pela criação dos figurinos do filme A Bela e a Fera (1946).

Além da longa carreira na alta costura, foi responsável pelos figurinos de filmes como Costureiro de Senhoras (1956), Gente Muito Importante (1963), A Baía dos Anos (1963), Viva Maria! (1965), Amor Através dos Séculos (1967), Eu Sou o Amor (1967), História Imortal (1967), Ana Karenina (1975) e muitos outros.

Na maior parte de seus trabalhos cinematográficos vestiu a atriz Jeanne Moreau, sua amiga e musa. Pierre inclusive fez os figurinos da atriz para Joanna Francesa (1973), produção brasileira dirigida por Cacá Diegues, que tinha a estrela francesa como protagonista. Ele inclusive atuou no filme, sua única aparição cinematográfica em frente as telas. Pierre Cardin também foi produtor do filme.

Pierre Cardin e Jeanne Moreau

Pierre Cardin em Joanna Francesa

Que Fim Levou? Charmian Carr, de A Noviça Rebelde


Charmian Carr ficou famosa como Liesl, filha mais do Capitão Von Trapp velha no clássico musical A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1964). Mas apesar do enorme sucesso do filme, não deu continuidade na carreira artística, ao contrário das crianças que interpretaram seus irmãos no filme.

E embora tivesse 22 anos na época das filmagens, interpretava uma adolescente de 16 anos de idade.



Charmian Anne Farnon nasceu em Chicaco, Illinois, em 28 de dezembro de 1942. Filha da atriz de Vaudeville Rita Oehman e do músico Brian Farnon, Charmian também era irmã das atrizes Shannon Faron e Darleen Carr.

Sua mãe havia sido uma estrela dos palcos, e fez alguns poucos filmes na década de 1930, mas já estava afastada dos palcos na década de 1960, quando Robert Wise iniciou a produção de A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1964), mas uma amiga indicou que haveria uma audição para o papel de Liesl, e recomendou que a atriz levasse sua filha.

Rita Oehman

Charmian nunca havia atuado, mas aceitou fazer o teste. Na época, ela estava na escola, e trabalhava como assistente de um médico, e anos mais tarde declarou em uma entrevista que para sua mãe, ver a filha no cinema era mais importante que vê-la com um diploma.

Muitas jovens atrizes fizeram o teste para o cobiçado papel, incluindo Sharon Tate, Patty Duke, Teri Garr e Mia Farrow.

Mia Farrow fazendo teste para A Noviça Rebelde

A jovem atriz ficou com o papel, e o diretor Robert Wise a rebatizou como Charmian Carr, por considerar o sobrenome Farnon muito longo. Sua irmã mais nova, Darleen Carr (nascida em 1950), também conseguiu um emprego no filme, dublando Duane Chase (o menino mais novo) em seus números musicais. Darleen também dublou a irmã nas notas mais altas de suas canções.


Darleen Carr, que foi atriz mirim, fez longa carreira no cinema como dubladora, nos anos seguintes. Mas também atuou em filmes e séries, em frente às câmeras.



O filme fez um enorme sucesso, e Charmian viajou o mundo divulgando A Noviça Rebelde. Em uma dessas viagens, conheceu Jay Brent, com quem se casaria em 1967.

Mas ela não deu continuidade a sua carreira de atriz. Charmian ainda atuou em Evening Primrose (1966), feito para a televisão. Ela contracenava com Anthony Perkins nesta produção.

Charmian Carr e Anthony Perkins

Depois decidiu que não queria mais atuar, preferindo viver como dona de casa e se dedicar a criação de suas duas filhas. Anos mais tarde, quando se divorciou, em 1991, tornou-se decoradora, e tinha entre seus clientes o cantor Michael Jackson, que era grande fã de A Noviça Rebelde.

Charmian Carr e Michael Jackson

Charmian escreveu duas biografias, onde contava os bastidores do clássico em que atuou. Nelas contou que torceu o tornozelo enquanto gravava seu número musical no gazebo, e que se apaixonou por Christopher Plummer, que interpretava seu pai, durante as filmagens.

Em 2007 fez uma rara aparição como atriz na série Loose Women, após muitos anos sem atuar. E embora não tenha mais atuado, ela considerava os atores mirins com quem contracenou como uma segunda família, e teve contato com todos eles durante a vida inteira.

Antes e depois do elenco de A Noviça Rebelde

Sofrendo há anos de demência, Charmian Carr morreu em 17 de dezembro de 2016, com 73 anos de idade. Na época, ela tinha dois netos.

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