Morre o ator Billy Drago, aos 73 anos


Com seu sorriso maligno e assustador, Billy Drago ficou conhecido por seus papéis de vilões em diversos filmes de ação. Ele é lembrado também pelo papel do capanga de Al Capone no filme Os Intocáveis (The Untouchables, 1987), de Brian de Palma.

Billy Drago em Os Intocáveis

Nascido William Eugene Burrows em Hugoton, Kansas, em 30 de novembro de 1945. Billy Drago se interessou pela atuação, e adotou o nome de solteira de sua mãe "Drago" como um nome artístico. No começo da carreira, trabalhou como dublê e depois foi para a Universidade do Kansas. Depois de se formar, ele trabalhou como apresentador de rádio antes de se juntar a uma equipe de atores que o levou a Nova York. Ele começou sua carreira de ator no final dos anos 1970.

Drago estreou no cinema em O Guerreiro do Vento (Windwalker, 1980), e atuou em mais de 100 filmes, muitos deles de baixo orçamento (alguns ainda inéditos). Drago atou também no clássico O Cavaleiro Solitário (Pale Rider, 1985), com Clint Eastwood, mas talvez seja mais lembrado pelos três filmes que fez ao lado do ator Chuck Norris, Invasão U.S.A. (Invasion U.S.A., 1985), O Herói e o Terror (Hero and the Terror, 1988) e Comando Delta 2: Conexão Colômbia (Delta Force 2: The Colombian Connection, 1990), onde interpretou o traficante interpretou traficante Ramon Cota. Com Norris, ele também fez uma participação na série Chuck Norris: O Homem da Lei (Walker, Texas Ranger).




Billy Drago e Chuck Norris, em Comando Delta 2

Entre 1999 e 2004 Drago interpretou o demônio Barbas na série Charmed.

Billy Drago em Charmed

Drago foi casado por um tempo com a atriz Silvana Gallardo, e é pai do ator Darren Burrows. O ator sofria de câncer, e faleceu no dia 24 de junho, aos 73 anos de idade.

 

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Max Wright, ator de Alf, o Eteimoso, morre aos 75 anos



Segundo informações do site TMZ, o ator Max Wright, conhecido pelo papel de Willie Tanner na série ALF, o ETeimoso (ALF), morreu aos 75 anos. Familiares disseram ao site que o artista morreu em sua casa, na Califórnia, após anos lutando contra um câncer no sistema linfático.

Wright começou sua carreira ainda nos anos 70, em filmes como O Abraço da Morte (Last Embrace, 1979) e O Show Deve Continuar (All That Jazz, Last Embrace, 1979) e Reds (Idem, 1981). Entre 1983 e 1984 esteve na série Buffalo Bill e fez o papel de Willie Tanner em ALF entre 1986 e 1990. Seu trabalho mais recente foi o filme para a TV Back to Norm, lançado em 2005.

 Max Wright e Mandy Patinkin em O Abraço da Morte

Alf acompanha uma família tradicional convivendo com um alienígena cheio de manias que caiu em sua garagem. No Brasil, o programa foi transmitido nos canais pagos Nickelodeon e TCM e em rede aberta no SBT,  Rede Globo e Bandeirantes.





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Morre a atriz Isabel Sarli, musa do cinema argentino



Morreu no dia 25 de junho a atriz argentina Isabel Sarli, musa do cinema erótico argentino da década de 60 e 70. Apelidada de "La Coca", Isabel foi uma musa de fama internacional, fazendo sucesso em países como Brasil, Etados Unidos e até no Japão.


Hilda Isabel Gorrindo Sarli nasceu em 09 de julho de 1935. Aos 20 anos de idade Isabel foi eleita Miss Argentina, em 1955, e no ano seguinte se casou com o cineasta Armando Bo, com quem faria a maioria de seus filmes. Sua estréia foi em El trueno entre las hojas (1957), que fez muito sucesso e a transformou em uma estrela instântanea.




Seus filmes tinham um forte apelo erótico e exploraram a beleza da atriz, e levaram Isabel a filmar no México, Paraguai e Venezuela. Por sempre aparecer tomando banho em seus filmes, os críticos brincavam que ela era "a atriz mais limpa do cinema". 

 Isabel Sarli e Armando Bo

Em ...E o Demônio Criou os Homens (...Y el demonio creó a los hombres, 1960), Isabel protagonizou uma resposta ao sucesso ...E Deus Criou a Mulher (Et Dieu… créa la femme, 1956), um dos maiores sucessos de Brigitte Bardot. Em 1961 Isabel e Armando Bo estiveram no Brasil, onde filmaram Favela (1961), que tinha no elenco os brasileiros Ruth de Souza e Jece Valadão.




Entre seus maiores sucessos estão Sedução Tropical (Lujuria tropical, 1963), Tentação Nua (La tentación desnuda, 1966), Carne (1968) e Fuego (1968). Exibido em mais de 80 salas de cinemas norte americanas, Fuego arrecadou mais de um milhão de dólares, só nos Estados Unidos.



Isabel trabalhou em mais de 30 filmes, mas deixou o cinema após a morte de Armando Bo, em 1981. Em 1996 protagonizou La dama regresa (1996), e no ano seguinte, foi homenageada no Festival de Cinema de Gramado

Após atuar em La dama regresa, voltou a atuar eventalmente, sendo que Mis días con Gloria (2010) foi seu último filme.

Diretores internacionais, como John Walters e Alex de la Iglesias já declaram publicamente serem fãs dos filmes da atriz.


Isabel estava internada na UTI desde maio, e faleceu em devido a complicações de uma pneumonia. Sua morte foi confirmada ao jornal argentino El Clarin pela sua filha. Isabel Sarli tinha 83 anos de idade.

Leia também: A Atriz Eva Perón

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Relembrando o comediante Rogério Cardoso


Nascido em Mococa, interior de São Paulo, em 07 de março de 1937, Rogério Cardoso estreou no rádio aos 15 anos de idade, em 1952, como contra-regra. Mas logo passou a atuar em frente ao microfone, onde foi locutor, animador, rádio ator e até cantor de tangos.



Aos 18 anos ele mudou-se para Ribeirão Preto, para cursar odontologia, mas abandonou o curso no segundo ano, para ingressar na rádio local. Em 1958 Rogério Cardoso também ingressou no teatro, e chegou a atuar em mais de 40 peças ao longo da carreira.

Em 1959 tentou a carreira em São Paulo, porém, sem sucesso, retornou a Ribeirão Preto, onde prestou concurso para o Ministério da Educação e passou a dar aulas de português. E para complementar a renda, passou a vender chocolates.

Ao mesmo tempo, continuava trabalhando no rádio, geralmente interpretando papéis de idosos ou padres. Rogerio trabalhava no programa de terror Fronteira do Desconhecido, e certa vez um grupo de fãs foi até a rádio conhecer o elenco. Para surpresa do grupo, Rogério era muito mais novo do que eles imaginavam, e chamou a atenção da fã Darcy, com quem ele viria a se casar.

Foi somente em 1963 que ele ingressou na televisão, estreando na TV Excelsior, onde reencontrou Moacyr Franco, antigo colega da rádio de Ribeirão.

Rogério Cardoso e Armando Bogus, na TV Excelsior

Na Excelsior, Rogério atuou na novela Mãe (1964), ao lado de Lolita Rodrigues e Tarcísio Meira, as destacou-se nos programas humorísticos, como A Cidade Se Diverte, Times Square e principalmente o Moacyr Franco Show.

Mas a fama só chegou quando Rogério Cardoso protagonizou um comercial do carro Variant, em 1969. A publicidade fez muito sucesso, e tornou seu nome conhecido em todo o Brasil.



O sucesso do comercial valeu ao ator um convite para ir para a TV Record, onde participou de programas como Cara ou Coroa e A Praça da Alegria, com Manoel de Nóbrega, onde interpretava um mendigo intrometido.

Rogério Cardoso e Manoel de Nóbrega, na Praça da Alegria

A carreira de compositor

Pouca gente sabe, mas Rogério Cardoso também foi compositor de alguns sucessos, entre eles da canção Pequeno Mundo, versão brasileira de Its a Small World, sucesso dos parques de Walt Disney, que foi gravada por aqui por diversos artistas, incluindo Moacyr Franco, o maior interprete de suas canções.

Artistas como Luciene Franco, Roberto Amaral, Duo Guarujá, Guto Franco e Silvio Santos também gravaram composições suas.


Em 1979 Rogério foi para a TV Globo, onde trabalhou no programa Os Trapalhões. Depois, fez uma breve passagem pelo SBT, atuando no humorístico Reapertura (1981) e retornou a Globo, onde participou de produções como Viva o Gordo, Chico Anysio Show e Estados Unidos de Chico City. Também atuou na minissérie Hilda Furacão (1998) e novelas A Gata Comeu (1985), Mico Preto (1990) e Explode Coração (1995), fazendo muito sucesso no papel de Salgadinho.

Rogério Cardoso e Regina Dourado em Explode Coração

Rogério Cardoso e Eva Todor em Hilda Furacão

Mas um dos seus maiores sucessos na emissora foi como o personagem Rolando Lero (do famoso bordão "Captei Vossa Mensagem Amado Guru!") na Escolinha do Professor Raimundo, comandada por Chico Anysio.

Rogério Cardoso como Rolando Lero

E apesar de uma longa carreira no teatro e televisão, o ator só faria sua estreia no cinema na década de 90, em Il Barbiere di Rio (1996), um filme italiano, rodado no Brasil. Seu maior sucesso no cinema foi como o Padre João em O Auto da Compadecida (2000). Também atuou nos filmes Boleiros - Era Uma Vez o Futebol (1998), Amor & Cia (1998), Bossa Nova (2000), O Circo das Qualidades Humanas (2000), Samba Canção (2003) e Cristina Quer Casar (2003).


Lima Duarte e Rogério Cardoso em O Auto da Compadecida

Em 1999, ao lado de Nair Bello, Rógerio Cardoso começou a interpretar o personagem Epitáfio, o marido de Dona Santinha, no programa Zorra Total e em 2001, começou a interpretar o Seu Floriano (Seu Flor), no seriado A Grande Família, remake de um antigo sucesso da década de 70. Foi seu último trabalho como ator.

Em 24 de julho de 2003, o ator sofreu um infator fulminante em sua residência, no Rio de Janeiro. Rogério cardoso faleceu aos 66 anos de idade.

Rogério Cardoso e o elenco de A Grande Família


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Morre a cantora Ivonétte Miranda, pioneira do rádio brasileiro


Ivonétte Miranda, uma das mais antigas cantoras do rádio brasileiro, faleceu no dia 14 de junho de 2019. Nascida em Recife, Pernambuco, em 02 de outubro de 1923, ela começou a cantar no rádio em 1936, aos 13 anos de idade. Nos programas de calouros, Ivonétte foi descoberta pelo cantor e compositor Fernando Barreto, e logo foi contratada para o casting da Rádio Club de Recife, onde passou a cantar nos programas Quatro Vidas, dirigido por José Renato e Hora Azul das Senhoritas, comandado pelo maestro Nelson Ferreira. Na capital pernambucana, era chamada de "a namoradinha do microfone".

No mesmo ano, o cantor Sílvio Caldas, ao ouvir Ivonétte cantando no rádio exigiu que ela, e somente ela, cantasse com ele em seu show no Teatro Santa Isabel. "Menina, vá para o Rio de Janeiro, pois você já é uma grande estrela", lhe disse o cantor.


Mas foi Geraldo Casé quem a levou para o Rio de Janeiro, após passar por Recife, em 1940. Aos 17 anos de idade, Ivonétte enfim se mudou para o Rio de Janeiro, onde foi morar com a avó. No Rio de Janeiro, ela foi contratada pela Rádio Tupi, onde apresentou seu próprio programa, cujo regional era formado por Fafá Lemos, Laurindo Almeida e Garoto.


Logo a cantora de foxes, valsas e canções, marchas, sambas e samba-canções arrancava elogios de nomes como Francisco Alves, Augustin Lara e Dorival Caymmi. Sua estada, que deveria durar três meses, acabou durando vários anos. Nos microfones cariocas, ganhou de César de Alencar o apelido de "O Pecado Moreno".

O cineasta norte-americano Orson Welles, quando esteve no Brasil, se encantou com sua voz, e fez questão de levar na bagagem um disco de Ivonétte, com a canção Sempre Você, de Newton Teixeira e Cristovão de Alencar.


Durante a Segunda Guerra Mundial, Ivonétte trabalhou no espetáculo de revista Fora do Eixo (1942), que falava sobre o conflito mundial. Inspirada nas artistas de Hollywood, Ivonétte teve a idéia de vender bônus de guerra, para apoiar as tropas brasileiras na Itália. Ela também fez parte do Show da Virada (1943), onde artistas da Tupi e do Cassino da Urca se apresentaram para entreter os soldados brasileiros e norte-americanos no nordeste brasileiro.

 Ivonétte Miranda e os artistas do Show da Virada


Linda Batista, o acrobata Vic e Ivonétte Miranda

Ainda na Rádio Tupi, conheceu o produtor Theóphilo de Barros Filho, com quem se casou. Sob direção do marido, atuou no filme Mãe (1948), feito na Cinédia. Com o nome de Ivone Martins, Ivonétte aparecia cantando um número musical, escrito por Theóphilo.

Ivonétte Miranda em Mãe, da Cinédia

Em 1946 ela foi contratada pela Rádio Nacional, e depois passou pela Mayrink Veiga. E em 1949 retornou a Rádio Club de Pernambuco, onde permaneceu pouco tempo, já que Theófilo foi contratado por Assis Chateubriand para trabalhar na TV Tupi de São Paulo, inaugurada em setembro de 1950.

Aos poucos, Ivonétte foi deixando a carreira, para dedicar-se a família e aos filhos, Denise e Roberto. Mas ela nunca deixou a vei artística, tornando-se poetisa publicada.



Ivonétte Miranda foi uma das pioneiras fundadoras da Pró-TV, associação dos veteranos do rádio e televisão que foi presidida pela atriz Vida Alves.


Billie Bennett, a atriz que comandou o bordel da MGM


Embora tenha feito mais de 70 filmes entre 1911 e 1930, o nome de Billie Bennett foi esquecido pela história do cinema. E provavelmente seu nome foi apagado para esconder uma das histórias mais obscuras de Hollywood, que muitos desejaram que nunca se tornasse pública.

Embora nunca tenha sido uma estrela, Bennet foi uma coadjuvante requisitada durante o período do cinema mudo, estreando como atriz nas comédias curtas da Keystone, em 1911. Nascida Emily B. Haynie, em 23 de outubro de 1874, Bennet chegou a contracenar com Charles Chaplin em alguns filmes e teve seu melhor papel como a criada de confiança de Lady Marian (papel de Ennid Bennet, que não tem paretesco com a atriz) no grande sucesso Robin Hood (1922), protagonizado por Douglas Fairbanks.

Billie Bennett, a primeira a esqueda, ao lado de Mabel Normand,
em Mabel's Busy Days (1914)

Com a chegada do cinema sonoro, Billie Bennett não conseguiu fazer a transição para os filmes falados, como muitos outros artistas. Aos 53 anos de idade, desempregada, ela foi contratada por Eddie Mannix, um executivo da MGM, para liderar um bordel mantido pelo estúdio.

Alguns historiadores afirmam que Billie havia sido prostituta na década de 20, vestida como sósia da atriz Mae West, e teria sido nesta época que ela conheceu Mannix.

Mannix era uma espécie de faz tudo do estúdio, responsável por alguns atos mais obscuros praticados na Metro-Goldwyn-Mayer, como por exemplo levar suas atrizes para clínicas de abortos, ou subornar a imprensa e a polícia para esconder os escândalos de suas estrelas.

Em 1932 Mannix e E. J. Fleming foram incumbidos por Louis B. Mayer, o presidente da MGM, de organizarem um bordel particular na saída do estúdio, longe dos olhos de fofoqueiras como Hedda Hopper e Louella Parsons. Oficialmente, o prédio era parte do departamento de figurino do estúdio

Lá, jovens que sonhavam em se tornar atriz, eram enganadas com falsas promessas de estrelato, e acabavam empregadas em uma rede de prostituição. Elas tinham seus cabelos pintados e eram submetidas a cirurgias plásticas para ficarem parecidas com grandes estrelas do estúdio, como Barbara Stanwyck, Alice Faye, Joan Crawford, Myrna Loy, Claudette Colbert, Janet Gaynor, Irene Dunne, Luise Rainer, Ginger Rogers, Paulette Goddard, Vivien Leigh, Marlene Dietrich, Jean Harlow e Carole Lombard.

O roteirista Garson Kanin relembrou em suas memórias que atrizes consideradas de personalidades mais fortes, como Katharine Hepburn ou Greta Garbo nunca tiveram sósias na casa de prostituição do estúdio. Ele também relatou que a imitadora de Carole Lombard ficou sem utilidade, após a morte da atriz em um desastre de avião em 1942.

O bordel da MGM, chamado de Mae's (devido a carreira de Bennet como "imitadora" de Mae West), não era o único em Hollywood com prostitutas parecidas com atrizes famosas da época. O filme Los Angeles - Cidade Proibida (L.A. Confidential, 1997), que deu o Oscar a Kim Bassinger, retrata essas garotas que eram transformadas em sósias de estrelas pelas redes de prostituição.

Cartaz de Los Angeles - Cidade Proibida

O bordel da MGM não era aberto ao público, e tinha como finalidade principal agradar distribuidores cinematográficos, grandes empresários que financiavam os filmes, bem como jornalistas da imprensa especializada. Porém, ele também era usado para testar a masculinidade dos atores.

Mayer era homofóbico declarado, e obrigava seus novos contratados a frequentarem o local para provarem que não eram gays. Os encontros sexuais dos astros eram detalhadamente relatados por Billie Bennett para Mayer.

James Stewart, que não era gay, mas sempre foi discreto em suas relações, e foi casado por mais de 40 anos, relatou em suas memórias que foi obrigado por Mayer a frequentar o local duas vezes por semana, até se firmar como astro. Cary Grant, após os rumores de seu romance com Randolph Scott, foi outro ator obrigado a frequentar o bordel. O mesmo aconteceu com Montgmorey Clift.

William Haines, que foi um grande astro, e era casado com James "Jimmie" Shields, enfrentou Mayer e não quis esconder sua homossexualidade, e teve sua carreira cinematográfica destruída. (leia mais sobre esta história aqui). Neil Hamilton, que havia sido um grande galã, mas era católico praticante e casado desde antes da fama, foi outro a recusar os serviços oferecidos pelas garotas da Madame Bennet, e teve sua carreira arruinada, só conseguindo voltar ao estrelato como o Comissário Gordon, na série Batman, da década de 60.


Randolph Scott e Cary Grant

Existem poucos registros do local, que era mantido em segredo mesmo nas rodas de fofocas de Hollywood. O pouco que se sabe sobre ele esta nos registros biográficos de alguns de seus frequentadores. Mickey Rooney, em suas memórias, contou que perdeu a virgindade aos 12 anos de idade, na casa gerenciada por Bennet. O mesmo aconteceu com outro astro mirim, Jackie Cooper e Arthur Marx, filho de Groucho Marx (que dizem ser o maior frequentador do local). Entre os artistas que afirmaram frequentar o local estão Clark Gable, Errol Flynn, o roteirista Irving Brecher e o diretor George Cukor.

É possível que algumas atrizes, posteriormente famosas, também tenham iniciado sua carreira lá, embora isto tenha sido abafado de suas biografias, cuidadosamente construída pelos publicitários dos estúdios (E. J. Fleming era um deles). O escritor Anthony Summers, autor de uma polêmica biografia de Marilyn Monroe, afirma que ela foi descoberta em um "bordel lotado", e há rumores que Joan Crawford, quando ainda usava o nome de Lucille Fay Le Sur, tenha sido prostituta e tenha atuado em stag films, como eram chamados os filmes pornôs clandestinos da época.

A lenda sobre o filme de Joan é famosa, e ela teria atuado em pelo menos três filmes entre 1918 e 1923. Quando Joan foi contratada pela MGM, L. B. Mayer teria gasto uma fortuna comprado todos os rolos para destruir os filmes existentes, para preservar o nome da estrela. História contada muitas vezes por Douglas Fairbanks Jr., um dos maridos de Joan.

Fragmentos de ao menos um dos filmes de Joan, The Couch Test (1923), teria sobrevivido ao tempo. Nele, Joan supostamente aparecia tendo relações com o novato Juan Ramón Gil Samaniego, mais tarde famoso como nome de Ramon Novarro. Há uma foto deste filme, com uma atriz que supostamente seria Joan, com os seios nus, no livro Hollywood Babylon II.

The Couch Test, na tradução para o português, significa "teste do sofá", prática muito comum nos meios cinematográficos. 

Toni Lanier, que foi uma estrela dos espetáculos do Ziegfeld Follies, teria sido uma das contratadas da casa, que também era frequentada por gangsters como Bugsy Siegel. Conhecida nos palcos pelo apelido "As Pernas", Lanier foi contratada pela MGM por uma fortuna para atuar em Ziegfeld, o Criador de Estrelas (The Great Ziegfeld, 1936), mas nunca mais fez outro filme. Em 1935 ela se envolveu com Mannix, com quem se casou em 1951. 

 Toni Lanier (Mannix)

Em 1959 o ator George Reeves, que havia interpretado o Superman na televisão, foi encontrado morto em sua casa. A polícia concluiu que foi suicídio, mas há rumores que o ator foi assassinado. Ele e Toni, agora Mannix, eram amantes, e o caso não era segredo em Hollywood. Algumas teorias afirmam que o produtor teria se livrado do amante inoportuno, ou mesmo que Toni Mannix tenha matado Reeves após ter sido abandonada por ele.

Com a morte de Billie Bennett em 19 de maio de 1951, aos 76 anos de idade, e com o declínio do poder dos grandes estúdios na década de 50 (com o advento da televisão), o bordel da MGM desapareceu, sem deixar grandes registros para a posteridade.

Em 2018, Scotty Bowers, um antigo marinheiro norte-americano escreveu um livro onde contou sua vida como gigolô em Hollywood. Aos 98 anos, Bowers relatou inúmeras celebridades para quem prestou serviços, entre homens e mulheres, e chegou a afirmar que o Bordel da MGM também prestava serviços de rapazes, com mais discrição, para alguns executivos do estúdio.

Scotty Bowers



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Morre o crítico de cinema Rubens Edwald Filho, aos 74 anos de idade


O jornalista e crítico de cinema Rubens Edwald filho faleceu no dia de 19 de junho, aos 74 anos de idade.

Nascido na cidade de Santos, Rubens se formou pela Universidade Católica de Santos (UniSantos) e começou a despontar como crítico de cinema a partir da década de 70, tendo colaborado com diversos veículos de comunicação impressos e televisivos.

Autor de uma vasta bibliografia, tornou-se uma das maiores referências cinematográficas brasileiras. Desde 1985 também é comentarista da entrega anual do Oscar.

Pouca gente sabe, mas o jornalista também é dramaturgo e trabalhou ocasionalmente como ator. Além de ter escrito o roteiro de filmes como A Árvore dos Sexos (1977) e Elas São do Baralho (1977), ele também é autor de novelas. Junto com Silvio de Abreu, escreveu o roteiro de Éramos Seis (1977), novela exibida pela TV Tupi. Em 1994, quando a obra ganhou um remake no SBT, Rubens ganhou um Troféu Imprensa e um prêmio da APCA (Associação Paulista de Criticos de Arte) pela readaptação da obra. 

Ele também é o autor da novela Gina (1978), exibida pela Rede Globo em 1978, e de Drácula, Uma História de Amor (1980), última novela da TV Tupi. Com o fechamento da emissora, em 21 de julho de 1980, a novela saiu do ar, após ter apenas quatro capítulos exibidos. Três dias depois do fim da emissora, a novela foi levada ao ar pela TV Bandeirantes, agora reescrita com o nome Um Homem Muito Especial (1980), com praticamente o mesmo elenco.


Como ator, Rubens estreou no filme A Herança (1970), e participou de obras como Independência Ou Morte (1972) e o polêmico Amor Estranho Amor (1982), com a apresentadora Xuxa, em começo de carreira.

 Rubens Edwald Filho (ao lado de Tarcisio Meira), em Amor, Estranho Amor

Rubens Edwald Filho estava internado desde o dia 28 , quando sobreu um desmaio. Ele foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Samaritano, onde passou por um tratamento cardiólogico e das fraturas decorrentes da queda.


Rubens Ewald Filho é internado em estado grave em São Paulo
Jornal Tribuna 2ª Edição

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