O filme que inspirou o meme do demônio


Já viu na internet o meme onde um homem vestido de diabo tenta convencer uma menininha a fazer coisas erradas? Pois é, a fotografia foi retirada de um antigo (e estranho) filme natalino mexicano, chamado Santa Claus (1959).


Dirigido por René Cardona, um prolífico ator e cineasta mexicano que dirigiu centenas de filmes, geralmente obras de baixo orçamento que deram origem a uma série de filmes "b" do país, inclusive diversos filmes do lutador Santo, o Enmascado del Plata.

O filme mostra Papai Noel tentando entregar os presentes para as crianças na véspera de natal, enquanto o diabo tenta destruir a noite especial.

O diabo é interpretado pelo ator José Luis Aguirre "Trotsky", que atuou em diversos filmes mexicanos, inclusive Tin-Tan na Casa do Terror (La Casa del Terror, 1960), que tinha no elenco o ator norte-americano Lon Chaney Jr. e o comediante Germán Valdes  (também conhecido como Tin Tan). Chaney era filho do astro do cinema mudo Lon Chaney e Tin Tan é irmão do comediante Ramón Valdes, o Seu Madruga do seriado Chaves.

Já a menina popularizada no meme é a pequena Lupita Quezadas, que desapareceu da vida artística após atuar em mais um filme. Na história, ela interpreta uma menina pobre que sonha em ganhar uma boneca de natal.


O produtor norte-americano K. Godon Murray comprou os direitos de exibição do filme, dublando-o e o reeditando, mas fez apenas poucas exibições nos Estados Unidos, com o nome Santa Claus vs. The Devil.

O filme ganhou o prêmio de Melhor Filme Internacional Para a Família, no San Francisco International Film Festival de 1959. Apesar disto, hoje ele é considerado um dos piores filmes de natal de todos os tempos.

Veja o trailer de Santa Claus (1959)

Leia também: O galã Bradford Dillman

Curta nossa página no Facebook
Se inscreva no nosso canal do Youtube

Por onde anda? Don Murray, de Nunca Fui Santa (1956)


O ator Don Murray ficou famoso ao estrelar Nunca Fui Santa (Bus Stop, 1956), ao lado da atriz Marilyn Monroe. Este foi seu filme de estréia.



Donald Patrick Murray nasceu em 31 de julho de 1929, em Hollywood, Califórnia. Filho de um coreógrafo da Broadway e de uma ex artista do Ziegfeld Follies, Murray foi um atleta na escola, jogando futebol americano, basquete e praticando corrida.

Após formar-se no ensino médio, ingressou na Academia Americana de Artes Dramáticas. Em 1950 ele estreou na televisão norte-americana, atuando em uma peça do programa Studio One (1950). Em 1951 ele estreou na Broadway, interpretando Jack Hunter em na The Rose Tattoo em 1951. 

Marueen Sapleton e Don Murray em The Rose Tattoo

Ir para pesquisa
Após atuar em muitos programas e séries de televisão, o ator interrompeu sua carreira para alistar-se na Guerra da Correia. Mas Murray não lutou nas batalhas, sendo escalado para trabalhos alternativos, ajudando órfão e vítimas de guerra. Ao retornar da Europa, ele estrelou a versão teatral de The Skin of Our Teeth (1954), ao lado da atriz Mary Martin. O diretor Joshua Logan o viu em cena, e o convidou para estrelar Nunca Fui Santa (Bus Stop, 1956), sua estreia no cinema.


Murray interpretava Beauregard "Bo" Decker, um inocente cowboy apaixonado pela cantora Cherie (papel de Monroe). Por este papel, ele foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, e ao Bafta de Melhor Ator Revelação. O filme também lhe valeu um casamento com sua colega de elenco, Hope Lange, com quem ficou casado até 1961. Eles tiveram dois filhos, Christopher e Patricia Murray, ambos também atores.

Com Hope Lange

Em seguida ele estrelou Despedida de Solteiro (The Bachelor Party, 1957) e depois foi escalado para Cárcere Sem Grades (A Hatful of Rain, 1957). O diretor Fred Zinnemann queria que ele interpretasse o personagem cômico, irmão do protagonista, mas Murray insistiu em ficar com o papel principal de Johnny Pope, um veterano da Guerra da Coréia viciado em Morfina. O filme é considerado um dos seus melhores papéis, e um dos primeiros a mostrar os efeitos do abuso de drogas sobre viciados e sua família.

Com Eva Marie Saint em Cárcere Sem Grades

Em Tempestade Sobre Washington (Advise & Consent 1962), filme dirigido por Otto Preminger, interpretou um senador chantageado. Com Steve McQueen e Lee Remick co-estrelou O Gênio do Mal (Baby the Rain Must Fall, 1965).

Don Murray, Steve McQueen e Lee Remick em O Gênio do Mal

Ele ainda destacou-se em filmes como Caçada Humana (From Hell to Texas, 1958), De Mãos Dadas com o Diabo (Shake Hands With the Devil, 1959), Fama a Qualquer Preço (These Thousand Hilla, 1959), A Senda do Ódio (Onde Foot in Hell, 1960), Almas Redimidas (The Hoodlum Priest, 1961) e O Túnel 28 (Escape from East Berlin, 1962).

 A partir do final da década de 60 passou a atuar mais na televisão. Ele estrelou a série Os Violentos (The Outcasts, 1968-1969). Também atuou na série Os Novos Centuriões (Police Story, 1973-1975) e How the West Was Won (1976-1977).

Neste período atuou pouco no cinema, destacando-se como o governador Breck em A Conquista do Planeta dos Macacos (Conquest of the Planet of the Apes, 1972) e estrelou Herói Mortal (Deadly Hero, 1975). Também aventurou-se na direção, dirigindo A Cruz e a Navalha (The Cross and the Switchblade, 1970), estrelado por Pat Boone e Erik Strada; e Damien's Island (1976).

Com Roddy McDowall e Hari Rhodes em A Conquista do Planeta dos Macacos

Em 1979 ingressou na novela Knots Landing, permanecendo até 1982. Murray decidiu deixar a trama após não chegar em um acordo de uma negociação salarial. Sua personagem então caiu em um penhasco, gerando muita revolta entre os fãs. 

Na década de 80 continuou priorizando a televisão, mas apareceu em filmes como Viagem Radioativa (Radioactive Dreams, 1985) e Peggy Sue, Seu Passado a Espera (Peggy Sue Got a Married, 1986).

Barbara Harris, Kathleen Turner e Don Murray em Peggy Sue, Seu Passado a Espera

Don Murray continuou atuando, com pouco destaque, nos anos seguintes. Em 2001 retornou a direção em Elvis is Alive (2001), onde também atuou. Por muito tempo, foi seu último trabalho artístico, até retornar as telas atuando na série Twin Peaks (2017), onde interpretou Bushnell Mullins.

Em Twin Peaks


Leia também: O galã Bradford Dillman

Curta nossa página no Facebook
Se inscreva no nosso canal do Youtube

Os bastidores de Dr. Jivago (Doctor Zhivago, 1965)



Baseado no romance de Boris Pasternack, o filme Dr Jivago (Doctor Zhivago, 1965) é considerado um dos maiores clássicos do cinema. Indicado a dez Oscars, o filme levou pra casa cinco estatuetas, incluindo os prêmios de melhor roteiro e melhor canção. Inicialmente as filmagens ocorreriam na União Soviética (onde se passa a história), mas a equipe nunca conseguiu as permissões para filmar no país.



Alguns fatos curiosos sobre o filme


  • Apesar de se passar na Rússia, o filme foi filmado na Espanha, no período da ditadura do general Francisco Franco. Durante as filmagens da cena da revolução, a polícia apareceu no local achando ser uma revolta verdadeira, moradores locais ouviram os cantos dos figurantes e acreditaram que franco havia sido derrubado.

  • O filme foi proibido na Rússia até 1994.

  • Somando a inflação e reajustes, é considerado o oitavo filme mais caro da história.

  • O filme foi um fracasso de crítica, e de bilheteria nas primeiras semanas. As salas de exibição estavam quase vazias nas três primeiras semanas, e só tornou-se um sucesso após a música do filme, escrita por Maurice Jarre, começar a fazer sucesso.

  • Tema de Lara original seria uma música russa, mas David Lean não conseguiu comprar os direitos autorais, e teve que encomendar a Jarre uma canção. Ele não gostava do compositor por achar que ele fazia músicas românticas demais.





  • Peter O’Tole foi a primeira escolha para Yuri Zhivago. Mas ele se recusou a trabalhar com Lean novamente após Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, 1962). Michael Caine, Burt Lancaster, Dirk Bogarde, Sean Connery e Max Von Sydow também foram considerados antes de oferecerem o papel a Omar Sharif.

  • O egípcio Omar Sharif era considerado oriental demais para o personagem, então passava por longas sessões de maquiagem para ficar mais ocidental. O ator também teve os cabelos raspados e usava uma peruca nas filmagens.


  • Sharif havia pedido para atuar no filme, almejando o pequeno papel de Pavel Atipov, que acabou interpretado por Tom Courtenay (e que lhe valeu uma indicação ao Oscar). O roteirista Robert Bolt queria Albert Finney para o papel, mas Lean o rejeitou porque o ator havia recusado um papel em Lawrence da Arábia.

  • Tarek Sharif, filho de Omar, interpretou o jovem Yuri no filme. Encabulado, o menino não conseguia gravar a cena do funeral sob a direção de Lean, então foi o próprio Omar quem dirigiu a cena do filho. Apesar de ainda atuar em Avalanche (Idem, 1969), o menino não deu continuidade na carreira de ator.

Tarek Sharif em Dr. Zhivago e em 2012 no funeral do pai

  • Alec Guinnes e David Lean brigavam constantemente durante as filmagens.

  • David Lean havia convidado Marlon Brando para o papel de Viktor Komarovsky, mas o ator nunca respondeu. Ele já havia feito isto com o convite para atuar em Lawrence da Arábia e voltou a fazer em A Filha de Ryan. James Mason começou a rodar o filme na pele de Viktor, mas abandonou o projeto e o papel acabou ficando com Rod Steiger.

  • A atriz húngara, Lili Muráti, ficou gravemente ferida na cena em que ela corre ao lado do trem e agarra a mão de Zhivago para ser arrastada a bordo. Ela caiu nos trilhos e quase foi atropelada pelo trem, correndo o risco de perder as pernas. Seu tropeço pode ser visto no filme.

Lili Muráti

  • Sarah Miles foi considerada para o papel de Lara, mas o roteirista Robert Bolt considerou a atriz muito feia para o papel. Dois anos mais tarde Bolt e Sarah se casariam na vida real.

  • Carlo Ponti, o produtor do filme queria sua esposa Sophia Loren no papel de Lara, mas a atriz foi considerada muito alta para a personagem. Yvette Mimieux também foi recusada nos testes.

  • Foi oferecido a Jane Fonda o papel de Lara, mas ela se recusou a filmar por nove meses (que viraram onze meses com os atrasos), na Espanha de Franco. Julie Christie enfim foi a escolhida.

  • Audrey Hepburn havia sido chamada para o papel de Tonya, mas perdeu o papel após David Lean ficar encantado com a jovem Geraldine Chaplin na capa de uma revista.

Geraldine Chaplin e Julie Christie

  • A atriz Ingrid Pitt aparece no filme em cinco papéis diferentes, todos como figuração.

  • O filme foi rodado em um inverno extremamente ameno, sem neve e com altas temperaturas. Para criar os cenários de frio as folhas das plantas foram pintadas de branco e cobertas com pó de mármore e gesso. Os atores sofriam com as pesadas roupas de frio, e uma enorme equipe de maquiadores estava sempre ao lado para retocar o suor a cada poucos minutos de gravação.

  • Para a cena do lago congelado foi preciso cobrir o lago com uma placa de metal e cobri-la com gelo falso. Já o palácio de neve foi coberto com cera de parafina.





Curta nossa página no Facebook
Se inscreva no nosso canal do Youtube

Geraldine Chaplin, uma senhora atriz


Conheça mais sobre a filha de Charles Chaplin, que despontou no cinema no clássico Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965).



Geraldine Leigh Chaplin nasceu em Santa Monica, Califórnia (EUA), em 31 de julho de 1944. Filha do lendário ator Charles Chaplin e de sua quarta esposa Oona O'Neill (filha do dramaturgo Eugene O'Neill), Geraldine iniciou-se na vida artística como modelo e bailarina.

Geraldine com o pai, Charles Chaplin

O diretor David Lean ficou impressionado com ela e a convidou para viver Tonya em Doutor Jivago (Doctor Zhivago, 1965), a esposa de Jivago (Omar Shariff). Por este papel, ela foi indicada ao Globo de Ouro de atriz revelação.

Material promocional de Dr. Jivago

Porém, Geraldine não era uma completa estreante nas telas. Ela já havia feito uma pequena participação em Luzes de Ribalta (Limelight, 1952), ao lado de seu famoso pai. Na época, ela tinha apenas 8 anos de idade.

Mas foi só a partir de Dr. Jivago que sua carreira deslanchou.

Geraldine Chaplin em sua estréia no cinema, em Luzes da Ribalta

Após atuar em alguns filmes norte-americanos, como Casino Royale (Idem, 1967), Gerações em Conflitos (Stranger in the House, 1967) e A Condessa de Hong Kong (A Contess from Hong Kong, 1967) ela passou a atuar em produções europeias. Ainda em 1967 atuou em Peppermint Frappé (1967) de Carlos Saura. O filme não foi muito bem sucedido, mas Geraldine e Saura se apaixonaram e viveram juntos por 12 anos, embora nunca tenham se casados.

A parceria com Saura rendeu diversos filmes, todos feitos na Espanha, dos quais destacamos Ana e os Lobos (Ana y Los Lobos, 1973), Cria Cuervos (1976) e Mamãe Faz Cem Anos (Mamá Cumple Cien Años, 1979).

Geraldine e José María Prada em Ana e os Lobos

Na Europa, a atriz filmou com diretores importantes como Jacques Rivette, Claude Lelouch, Alain Resnais e Jane Birkin.

Em produções norte-americanas, destacou-se em O Senhor das Ilhas (The Hawaiians, 1970), com Charlton Heston; Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers, 1973); Nashville (Idem, 1975); Oeste Selvagem (Buffalo Bill and the Indians, ou Sitting Bull's History Lesson, 1976) e A Maldição do Espelho (The Mirror Crack'd, 1980).

Geraldine Chaplin e Elizabeth Taylor em A Maldição do Espelho

Ela interpretou a avó Hannah em Chaplin (Idem, 1992), cinebiografia sobre a vida de seu pai (com Robert Downey Jr. como Chaplin). Na década de 1990, foi dirigida por Martin Scorcese em A Época da Inocência (The Age of Innocence, 1993) e por Franco Zefirelli em Jane Eyre - Encontro com o Amor (Jane Eyre, 1996). Também interpretou Madre Teresa de Calcutá em Madre Teresa - em Nome dos Pobres de Deus (Mother Teresa: In the Name of God's Poor, 1997). Com Pedro Almodóvar trabalhou em Fale com Ela (Hable con Ella, 2002).

Com Robert Downey Jr. em Chaplin

Em 2014, ela esteve no Brasil lançando o filme Dólares de Areia (Dólares de Arena, 2014), exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Geraldine em São Paulo em 2014

Com mais de 150 trabalhos no currículo, ela contínua em plena atividade. Geraldine está no elenco de Jurassic World: O Reino Está Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom, 2018).

Na pré estreia de Jurassic World: O Reino Está Ameaçado 

Atualmente ela é casada com o diretor de cinema chileno Patricio Castilla, com quem se casou em 2006. A atriz tem residência em Miami, Madri e na Suíça.


Se inscreva no nosso canal do Youtube

A experiência cinematográfica da cantora Cass Elliot


Também conhecida como Mama Cass, a mais famosa integrante do conjunto The Mamas & The Papas também se aventurou nas telas.



Cass Elliot foi uma revolução no cenário musical na década de 1960. Além de ter um vozeirão excepcional, ela fugia completamente dos padrões de beleza da época - e ainda atuais. Em tempos de modelos super magras como Twiggy, ela era uma cantora gorducha, com um talento fora de série.

Cass nasceu Ellen Naomi Cohen, em 19 de setembro de 1941, na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. Em 1962 ela disputou um papel no musical "I Can Get it if You Wholesale", mas perdeu para outra promissora cantora: Barbra Streissand.

Em 1963, a cantora ingressou em um trio vocal folk chamado "The Big 3", com Tim Rose e Jim Hendricks.

Tim Rosse, Cass e Jim Hendricks

Cass casou-se com Hendricks, mas o casamento foi pura fachada.

Ele a pediu em casamento apenas para não precisar servir na Guerra do Vietnã, já que homens casados não precisavam ir para o front e Hendricks a usou para tal fim. Tempos depois o casamento foi anulado, sem nunca ter sido consumado.

Dois anos depois ela foi convidada para ingressar em um novo conjunto, formado por Danny Doherty, John Phillips e sua esposa Michelle Gillian. Apesar de terem gostado de sua voz, Phillips não a queria por ser "gorda demais", e visualmente não atrativa para o público. Danny Doherty bateu o pé, e Cass entrou para o conjunto The Mamas & The Papas. Foi um tremendo sucesso.

Confira California Dreamin, com The Mamas & The Papas

Mas as brigas constantes dos integrantes fez com que o grupo acabasse pouco tempo depois. Cass, agora chamada de Mama Cass, devido ao sucesso do grupo, continuou em uma bem sucedida carreira solo. Sua gravação de “Dream a Little Dream of Me” se tornou um hit mundial.

Em 29 de julho de 1974, a atriz foi encontrada morta em um quarto de hotel em Londres, na Inglaterra Um boato maldoso, que perdura até hoje, diz que ela morreu engasgada com um sanduíche de presunto. Mas isto não passa de uma mentira, um dos muitos bullyings que a cantora sofreu por seu excesso de peso.

Cass Eliot morreu de um ataque cardíaco após o rompimento de uma artéria entupida. Como declarou seu amigo e antigo colega Danny Doherty: "Cass morreu literalmente de um coração partido". Ela tinha apenas 32 anos. Curiosamente, ela morreu no mesmo quarto de hotel onde Keith Moon, baterista da banda The Who, morreria de overdose em 1978.

Cass Elliot no Cinema

Como é comum no cinema, artistas bem-sucedidos em diversas áreas acabam sendo convidados para participarem de filmes e programas de televisão, e com Cass Elliot não foi diferente. Além de se apresentar em inúmeros programas como cantora, ela apareceu como atriz em algumas ocasiões.

Na TV, geralmente atuou fazendo papéis cômicos em programas como The Andy Williams Show’ (1969), The Smothers Brothers Comedy Hour (1969), The Don Knotts Show (1970), The Red Skelton Show (1971), Young Dr. Kildare (1972) e Laugh-In (1972). Ela também apareceu no desenho animado Scooby Doo, em 1973.



No cinema, estreou no infantil A Flauta Encantada (Pufnstuf, 1970), onde interpretou a bruxa Hazel nesta fábula musical. Ela faria apenas mais um filme, Saga of Sonora (1973), antes de ter sua carreira interrompida tão precocemente.

Confira Cass Elliot no filme A Flauta Encantada

Ela faria apenas mais um filme, Saga of Sonora (1973), antes de ter sua carreira interrompida tão precocemente.

Em Saga of Sonora

Aos 86 anos, Ilka Soares posa para campanha de moda



Ilka Soares, a grande estrela do cinema e televisão brasileira é a mais nova modelo da grife carioca The Paradise, do estilista Thomaz Azulay. A atriz completou 86 anos em junho de 2018.


Azulay é filho do estilista Simão Azulay e de Lydia Soares, filha de Ilka com o cineasta Anselmo Duarte. Era um desejo antigo de Thomaz ver a avó retomando a carreira de modelo, iniciada no final da década no final de 40.
Ilka como modelo, na década de 50

Ilka Soares foi modelo e manequim da luxosa Casa Canadá do Rio de Janeiro e desfilou para grandes costureiros como Denner e Clodovil. Ela estreou no cinema protagonizando Iracema (1949), nos Estúdios Vera Cruz.
Ilka em Iracema (1949)
Como atriz foi protagonista de filmes importantes como Katucha (1950) e Modelo 19 (1950). Seu último trabalho no cinema foi em Vendo ou Alugo, de 2013.
Na televisão apresentou programas importantes, como Noite de Gala (1956), na TV Rio. Sua estréia como atriz na TV foi no Grande Teatro Tupi, e ela também atuou em diversas novelas, como Bandeira 2 (1971), Anjo Mau (1976), Locomotivas (1977), Champagne (1983) e Mandala (1987).



"Fugimos de qualquer estereótipo de idade, gênero, físico e o que mais existir", afirmou Thomaz, "nossa marca é para quem se identifica com o nosso universo – algumas clientes têm a minha idade, outras (muitas!) têm a idade da minha mãe ou da minha avó. Mulheres mais velhas são interessantes, seguras e não se importam com modismos, elas querem se sentir bem e bonitas nas roupas que vestem."

The Boswell Sisters - As pioneiras do "rock and Roll" no cinema






As irmãs Boswell (Boswell Sisters) foram as pioneiras em trios vocais femininos nos Estados Unidos, e foram a inspiração para o começo da carreira das Andrews Sisters, que posteriormente ficariam muito mais famosas.

Martha (1905-1958), Connee (1907-1976) e Helvetia "Vet" Boswell (1911-1988) começaram a estudar canto e ter aulas de violão, violino, banjo e piano ainda crianças, em Nova Orleans. Na década de vinte começaram a se apresentar em casas noturnas e espetáculos de vaudeville, e em 1925 tornaram-se as recordistas de venda de discos nos Estados Unidos.

O trio fazia parte da lista dos artistas mais populares da década de trinta, tendo 20 musicas no topo das paradas de sucesso entre 1930 e 1936 e eram convidadas frequentes do programa de rádio de Bing Crosby na CBS.

Como era comum nos primeiros anos do cinema falado, artistas do rádio eram contratados para aparecer em números musicais no cinema, e com as irmãs Boswell não foi diferente. Elas estrearam no filme em Ondas Sonoras (The Big Broadcast, 1932), estrelado pelo amigo Crosby.

As irmãs Boswell e Bing Crosby

No cinema, apareceram em muitos curtas-metragem musicais, os chamados soundies (espécie de avôs dos vídeo clips), e em mais dois longas: Moulin Rouge (Idem, 1932) e Folias Transatlânticas (Transatlantic Merry-Go-Round, 1934).

O trio em Moulin Rouge

Foi em Folias Transatlânticas que elas apareceram cantando uma de suas gravações mais famosas, chamada "Rock and Roll". A música em nada lembra o ritmo que conhecemos hoje, mas foi a primeira vez que o termo foi usado em uma canção. Era uma referência ao descrever o movimento de um navio no mar.

As irmãs Boswell em Folias Transatlânticas

Este foi o último trabalho das irmãs juntas no cinema. O trio seria desfeito em 1936, após Martha e Vet se casarem e deixarem a carreira. Connee continuou cantando e apareceu ainda em diversos outros filmes. Ela sempre aparecia cantando sentada, pois sofria de paralisia, consequência de uma poliomelite que teve na infância. Apesar de não esconder sua deficiência física, nunca permitiram que ela se apresentasse em sua cadeira de rodas. Na Segunda Guerra Mundial foi contratada para cantar para os soldados americanos no front, mas queria se apresentar na cadeira de rodas, o que foi considerado ofensivo e ela então teve seu contrato rescindido.

Connee em um filme, em carreira solo

Connee em um raro registro em sua cadeira, já na década de 50

Seu último trabalho foi na série de TV Pete Kelly's Blues (1959), onde interpretou a cantora Savannah Brown.


O ROCK NO CINEMA

Apesar do canção das Boswell Sisters chamar-se "rock and roll" ela não pertence ao gênero musical do rock. A primeira vez que este termo foi usado no cinema foi em uma frase no filme Asleep in the Feet (1932), uma comédia curta de Hal Roach. No filme Casa Maluca (The Big Store, 1941), a atriz Virginia O'Brien canta um boogie woogie cujo o refrão diz  "rock, rock, rock it, baby...".

É difícil dizer quem é "o pai" do rock, e seria necessário muito mais tempo para escrever sobre a evolução do rock no cinema, que "estourou" a partir da década de cinquenta com o filme Ao Balanço das Horas (Rock Around the Clock, 1956), estrelado por Bill Halley e seus cometas. Ou os filmes de Elvis Presley, que viriam na sequência. 


Como a maioria das expressões culturais, o rock' and roll é uma mistura de várias influências e teve vários pioneiros envolvidos para tornar-se o ritmo que conhecemos hoje. Mas não podemos deixar de destacar a importância da cantora Sister Rosetth Tharpe (1915-1973), uma cantora gospel casada com um pastor do Arkansas. Se não podemos dizer quem é "o pai do rock", não seria leviano dizer que Rosetta é a "mãe" do gênero. Ela apareceu em alguns filmes na década de quarenta.

Sister Rosetta Tharpe em 1955


Se inscreva no nosso canal no Youtube

Postagem em destaque

A viagem de Clark Gable ao Brasil