Rosa Grauman, uma desconhecida na Calçada da Fama de Hollywood





Quem tem a oportunidade de visitar a Calçada da Fama em Los Angeles, em frente ao lendário Teatro Chinês, vai poder ver as mãos de astros como Joan Crawford, Fred Astaire, Marilyn Monroe e até da nossa Carmen Miranda.

Mas um cinéfilo mais atento, que dedicar um bom tempo para conferir as homenagens aos astros, vai encontrar um nome um tanto desconhecido dos fãs da sétima arte, o de Rosa Grauman, que também esta eternizada na famosa atração turística de Hollywood.

Mas quem seria Rosa Grauman? E porque ela foi homenageada entre alguns dos maiores nomes da história do cinema?

Rosa Grauman (1853-1936) é a mãe de Sid Grauman, que havia sido ator nos tempos do Vaudeville, e era um grande distribuidor cinematográfico. Foi Sid quem construiu o Teatro Chines e o Teatro Egípcio, alguns dos cinemas mais luxuosos do mundo na década de 1920, e hoje grandes pontos turísticos de Hollywood.


 Rosa Grauman

O Teatro Chinês



Em 1927 Sid Grauman reuniu Mary Pickford, Douglas Fairbanks e Pola Negri e os convidou para eternizar suas mãos em frente ao seu teatro, iniciando uma famosa tradição em Hollywood, criando assim a Calçada da Fama.


Sid Grauman, Mary Pickford e Douglas Fairnanks assinando as primeiras placas da Calçada da Fama



Além de homenagear diversos artistas ao longo dos anos (ele mesmo também imprimiu suas mãos), ele resolveu separar um espaço especial para prestigiar sua mãe, com quem sempre teve uma relação afetuosa.

Rosa Grauman até havia sido atriz, mas nunca fez cinema, atuando em caravanas pelos Estados Unidos durante a Corrida do Ouro no século XIX.

Sid Grauman também foi um dos fundadores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, e recebeu um Oscar especial em 1949, um ano antes de falecer.


Sid Grauman e Rosa Grauman


Jean Hersholt entregando o Oscar Especial para Sid Grauman




Veja também: Tributo a Rita Moreno

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Othon Bastos Completa 89 Anos de Idade



Um dos mais versateis atores brasileiros, Othon Bastos é dono de extensa e premiada carreira. Com mais de 300 trabalhos acumulados em mais de sete décadas, Othon Bastos é um dos mais completos atores do Brasil, brilhando no cinema, teatro e televisão.




Othon José de Almeida Bastos nasceu em Tucano, na Bahia, em 23 de maio de 1933. Mas muito jovem mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira nos palcos, em 1950. Othon foi aluno de Paschoal Carlos Magno, e começou no teatro como assistente de cenografia, iluminação e sonoplastia, antes de fazer sua primeira peça como ator, Otelo, em 1950.

Mas ele ganhou destaque como ator em 1954, quando interpretou Ezequiel Ponto Fino, na peça Lampião.




Dois anos depois, estreou na televisão, atuando no Teatrinho Troll, na TV Tupi do Rio de Janeiro, participando de inúmeros programas.


Aldo de Maio, Othon Bastos e Claudio Cavalcanti em Teatrinho Troll


Em 1962 estreou no cinema, atuando no premiado O Pagador de Promessas, que deu a Anselmo Duarte a Palma de Ouro em Cannes. O filme também foi a primeira produção brasileira a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Othon Bastos interpretava um jornalista que entrevista Zé do Burro, personagem de Leonardo Villar. No mesmo ano, atuou ainda em Tocaia nos Asfalto (1962), de Roberto Pires, e Sol Sobre a Lama (1962), de Alex Vianny.


Leonardo Villar e Othon Bastos em O Pagador de Promessas


Desde então, tornou-se um dos mais atuantes artistas do cinema brasileiro, atuando em mais de 80 filmes. Ele foi o Bentinho na versão cinematográfica de Capitu (1968), e brilhou como o icônico cangaceiro Corisco em Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha. Com o diretor, também fez O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969).





Anabella e Othon Bastos em Capitu


Othon Bastos e Mauricio do Valle em O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro



No cinema, brilhou em Os Deuses e os Mortos (1970), de Ruy Guerra, e ao lado de Isabel Ribeiro fez São Bernardo (1972), de Leon Hirzman, que rendeu prêmios importantes, que se somam a sua grande coleção de premiações.



Othon Bastos e Isabel Ribeiro em São Bernardo



Othon Bastos e alguns de seus prêmios cinematográficos


Sua extensa filmografia inclui os mais variados papéis, incluindo personagens reais como o Padre Antônio Vieira em Sermões, A História de Antônio Vieira (1990), o Visconde de Feitosa em Mauá, O Imperador do Rei (1999), e presidente Tancredo Neves em O Paciente, o Caso de Tancredo Neves (2018).





Othon também atuou no aclamado Central do Brasil (1998), e em O Que é Isso Companheiro (1997), duas produções nacionais indicadas ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Dos cinco filmes nacionais a concorrerem na categoria, o ator estava no elenco de três deles. (Veja também: O Primeiro Brasileiro Indicado ao Oscar).


Othon Bastos e Fernanda Montenegro em Central do Brasil



Também esteve no infantil O Menino Maluquinho - O Filme (1995), e o espírita Nosso Lar (2010). e esteve ótimo em Bicho de Sete Cabeças (2000), ao lado do internacional Rodrigo Santoro, com quem também fez Abril Despedaçado (2001) e Heleno (2011).


Rodrigo Santoro e Othon Bastos em Bicho de Sete Cabeças


Othon Bastos e Renato Prieto em Nosso Lar


Também consagrado no teatro, Othon Bastos atuou em diversas produções, sendo premiado por muitas delas.


Othon Bastos e Martha Overbeck em Ponto de Partida (1976)


Recordista também de trabalhos na televisão, o ator estreou nas telenovelas em uma participação no sucesso Beto Rockfeller (1968), na Tupi. Depois, no ano seguinte, teve um papel maior em Super Plá (1969) e brilho na emissora,  em novelas como Aritana (1979) e Roda de Fogo (1979), além de participar de outras produções do canal.


Othon Bastos e Hélio Souto em Super Pá


Othon Bastos e Eva Wilma em Roda de Fogo



Em 1981 foi um dos protagonistas da novela Os Imigrantes, um dos maiores sucessos da história recente da teledramaturgia nacional.  Produzida pela TV Bandeirantes, a novela foi uma das poucas produções fora da Rede Globo a fazer um enorme sucesso na década de 1980.



Altair Lima, Othon Bastos e Rubens de Falco em Os Imigrantes



Desde então, atuou em quase todas as emissoras, passando pela Manchete, Globo, Cultura, SBT e Record. São tantos os trabalhos do ator na TV, que ficaria impossível citar todos. Mas como esquecer seu trabalho na famosa Roque Santeiro (1985)? O coronel Tóti de Pacto de Sangue (1989)? Ou O Lulu dos Santos da minissérie Tereza Batista (1992)? 



Yoná Magalhães e Othon Bastos em Roque Santeiro


Othon Bastos em Pacto de Sangue


Othon Bastos em Tereza Batista


Mas um de seus papéis mais marcantes nas telenovelas foi como o patriarca Júlio no grande sucesso do remake de Éramos Seis (1994), produzida pelo SBT. O ator também fez uma participação especial na versão de 2019, feita pela Rede Globo, interpretando um padre.




Othon Bastos em Éramos Seis (2019)


São quase 100 papéis entre novelas, minisséries e especiais feitos na TV (e isto sem contar com os trabalhos em teleteatros), Othon Bastos continua atuando com bastante frequência no elenco das novelas da Rede Globo, e esteve magistral como o mordomo Silviano em Império (2014).

Recentemente, esteve em A Força do Querer (2017) e na série Carcereiros (2017-2018).


Betty Faria e Othon Bastos em A Força do Querer (2017)


Othon Bastos em Império (2014)



Casado desde 1960 com a atriz Martha Overbeck, Othon Bastos é um dos mais completos e talentosos artistas brasileiros.


Othon Bastos e Martha Overbeck


Othon Bastos atualmente


O jovem Othon Bastos


Veja também: A História do Ator Carlos Alberto




Por Onde Anda? O Ator Carlos Evelyn



Mais lembrado como o falso mudinho da novela O Cravo e a Rosa (2000), Carlos Evelyn vem de uma família tradicional de artistas. Ele é irmão da atriz Deborah Evelyn, e sobrinho da atriz Renata Sorrah.


Carla Daniel, Carlos Evelyn e Virgínia Cavedish em O Cravo e a Rosa



Carlos Sochaczewski Evelyn nasceu em São Paulo, em 23 de maio de 1970.  Antes de decidir ser ator, Carlos Evelyn cursou períodos de jornalismo e psicologia, mas acabou formando-se na Escola de Artes Dramáticas da USP, em 1991.



Carlos Evelyn no teatro


Em 1996, após a morte de seu pai, ele foi para Nova York  estudar no Actor's Studio, e dividiu apartamento com a atriz Graziela Moretto.

Sua estreia na televisão foi na novela Andando nas Nuvens (1999). Depois, atuou em Uga Uga (2000) e fez muito sucesso com a novela O Cravo e a Rosa (2000). Carlos Evelyn ainda atuou em Desejos de Mulher (2002), Celebridade (2003), Páginas da Vida (2006) e Ó Pai, Ó (2008).



No cinema, atuou em A Grade (1997), e foi protagonista de Hans Staden (1999).


Carlos Evelyn em Hans Staden


Carlos Evelyn em Hans Staden

Atualmente, Carlos Evelyn é diretor financeiro de uma empresa privada, e tem uma vida discreta, mantendo inclusive suas redes sociais fechadas. 




Carlos Evelyn atualmente




A breve Lucy Gordon, de Homem Aranha 3, morta aos 28 anos de idade



Lucy Gordon foi uma modelo famosa que fez uma boa transição para a carreira de atriz.  Nascida em Oxford, em 22 de maio de 1980, ela mudou-se para Paris para estudar, e acabou sendo descoberta por um olheiro de uma agência de modelos.

Como modelo, foi capa das revistas Glamour e Elle, e foi a modelo da marca de cosméticos CoverGirl.



Ela estreou no cinema no filme Perfume (Idem, 2001), que tinha no elenco as brasileiras Sônia Braga e Morena Baccarin. Depois, fez Escrito nas Estrelas (Serendipity, 2001) e As Quatro Plumas (The Four Feathers, 2002), com Heath Ledger.


Lucy Gordon em As Quatro Plumas


Ela também atuou em Bonecas Russas (Les Poupées Russes, 2005), Serial (Idem, 2007), e interpretou a repórter Jennifer Dungan em Homem Aranha 3 (Spider-Man 3, 2007).


Lucy Gordon em Homem Aranha 3


Mas a sua grande chance no cinema veio quando Joann Sfar a escalou para interpretar a cantora e atriz Jane Birkin em Gainsbourg, O Homem Que Amava As Mulheres (Gainsbourg (Via Héroïque), 2010). Eric Elmosnino vivia Gainsbourg, e Laetita Casta era Brigitte Bardot.




Lucy Gordon em Gainsourg, O Homem Que Amava As Mulheres


Infelizmente, o filme foi lançado após a sua morte, e dedicado a sua memória.

Lucy Gordon morreu em 20 de maio de 2009, dois dias antes de seu aniversário de 29 anos de idade. Ela se enforcou em seu apartamento em Paris. Ela deixou uma nota de despedida, e estava muito deprimida após o suicídio de uma amiga de infância, embora os vizinhos tenham relatado que na noite anterior a sua morte, ouviram a atriz discutindo com o namorado.






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