Tommy Kirk, de O Meu Melhor Companheiro e A Cidadela dos Robinson, morre aos 79 anos de idade



Tommy Kirk, antigo astro mirim dos estúdios Disney morreu no dia 28 de setembro, aos 79 anos de idade. O vizinho de Kirk o encontrou morto em seu apartamento, mas a polícia acredita que o ator tenha morrido de causas naturais.

Tommy Kirk é mais lembrado como o Travis Coates no clássico infantil O Meu Melhor Companheiro (Old Yeller, 1957). Ele também interpretou o filho de John Mills em A Cidadela dos Robinson (Swiss Family Robinson, 1960).


Tommty Kirk em O Meu Melhor Companheiro


Tommy Kirk em A Cidadela dos Robinson


Kirk tinha 13 anos quando o ator Will Rogers Jr. o viu em uma peça de teatro, e o levou para a televisão, em 1955. Em 1957 ele ingressou no elenco de O Clube do Mickey (The Mickey Mouse Club) e chamou a atenção do produtor Walt Disney.




Disney então o escalou para viver o irmão mais velho no tocante filme O Meu Melhor Companheiro (Old Yeller, 1957), que mostrava a vida de dois irmãos e seu cachorro amarelo. O sucesso da produção fez de Kirk uma estrela imediata, com uma promissora carreira na Disney.





Kirk então atuou em Felpudo, o Cão Feiticeiro (The Shaggy Dog, 1959), A Cidadela dos Robinson (Swiss Family Robinson, 1960), O Fantástico Super-Homem (The Absent Minded Professor, 1961), Uma Aventura na Terra dos Brinquedos (Babes in Toyland, 1961), O Incrível Homem do Espaço (Moon Pilot, 1962), Bon Voyage, Enfim Paris! (Bon Voyage, 1962), O Fabuloso Criador de Encrencas (Son of Flubber, 1963) e Na Trilha dos Apaches (Savage Sam, 1963).


Tommy Kirk (com a letra M na blusa) em  O Fabuloso Criador de Encrencas


Tommy havia feito uma boa transição para a carreira adulta, e continuava atuando na Disney fazendo papéis de rapazes confiáveis, o bom moço da casa ao lado. Aos 21 anos de idade ele foi protagonista de As Desventuras de Merlin Jones (The Misadventures of Merlin Jones, 1964), ao lado de Annette Funicello, sua antiga colega de Clube do Mickey.




Nesta época Tommy Kirk começou a namorar um rapaz que conheceu na piscina de um hotel. Os pais do rapaz, não gostando de ver o filho em um relacionamento gay, procuraram Walt Disney e denunciaram que seu astro era homossexual.

Disney então demitiu Tommy Kirk pessoalmente.


Kirk então passou a fazer filmes menores, imitações dos sucessos da "Turma da Praia", estrelados por Annette Funicello e Frankie Avalon. Ele apareceu em Ele, Ela e o Pijama (Pajama Party, 1964), Fantasma de Biquíni (The Ghost in the Invisble Bikini, 1966), O Mundo dos Biquínis (It's a Bikini World, 1967). Ele também esteve em A Cidade dos Gigantes (Village of Giants, 1965) e Rivais no Volante (Track of Thunder, 1967).


Tommy Kirk em Ele, Ela e o Pijama


Alguns anos mais tarde, em entrevista, ele declarou que estes foram os piores filmes em que atuou. Sem emprego em Hollywood, Kirk abandonou o cinema, embora tenha feito pequenos papéis na televisão eventualmente.

Ele trabalhou de motorista e garçom, antes de se firmar como limpador de carpetes. Eventualmente, algum diretor de uma produção menor o escalava para alguma participação especial, como em Altas Confusões (Attack of the 60 Foot Centerfolds, 1995).






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Brigitte Bardot completa 87 anos


Simone de Beauvoir descreveu Brigitte Bardot como "uma locomotiva da história das mulheres", e sem dúvida a estrela Brigitte, ou simplesmente BB, foi uma locomotiva efervescente na história do cinema e do próprio século XX.

Considerada à frente do seu tempo, apesar de nunca ter ganho prêmios cinematográficos importantes, a francesa causava rebuliço, e foi uma das poucas atrizes não americanas de sua época que recebiam atenção da imprensa mundial.


Nascida em Paris, em 28 de setembro de 1934, Brigitte Bardot nasceu em uma família abastada francesa. Seus pais a criaram com padrões comportamentais rígidos, querendo fazer da filha uma dama recatada da sociedade.

Durante a Segunda Guerra Mundial, quando Paris foi ocupada pelos nazistas, Bardot foi mantida praticamente sem sair de casa. Foi nesta época que a menina aproveitou o tempo para estudar dança e canto, e sua mãe viu o potencial artístico. Sua irmã Mijanou, também se tornaria atriz.


Em 1949 ela começou a trabalhar como modelo e em 1950 foi capa da revista Elle francesa. A edição chamou a atenção do jovem cineasta Roger Vadim, que mostrou a fotografa para o cineasta Marc Allégret, que estava atrás de uma nova atriz. Brigitte então fez teste para o filme Les Lauriers Sont Coupés, e foi aprovada, porém o filme nunca foi realizado.

Apesar do filme nunca ser feito, ela começou a namorar com Vadim. Após dois anos da frustrada experiência cinematográfica, ela estreou no cinema em Le Trou Normand (1952) e na mesma época, contrariando os país, casou-se com Vadim. Na época ela tinha 17 anos.

Brigitte Bardot e Bourvill em Le Trou Normand

Em seu segundo filme, Manina (Manina, la fille Sans Voiles, 1952), a atriz aparecia de biquíni. Seu pai recorreu a justiça para impedir a exibição da obra, mas não obteve sucesso. No ano seguinte, apesar de sua carreira ainda não ter grande destaque, foi a grande atração do Festival de Cannes, em 1953.

Kirk Douglas e a esposa Anne Buydens, fazendo tranças em BB em Cannes, 1953

Apesar de ter atuado no filme Helena de Tróia (Helen of Troy, 1956), uma produção norte americana, realizada pela Warner, rodada na Inglaterra, entre 1952 e 1956 Brigitte atuou em quase 20 filmes, mas nenhum deles fez grande sucesso.

Brigitte Bardot e Rossana Podestá em Helena de Tróia

Vadim estava descontente com o pouco sucesso obtido pela atriz, e acreditando em seu potencial, a escalou para o papel principal de sua nova produção, E Deus Criou A Mulher (Et Dieu... créa la Femme, 1956). O filme mostrava uma adolescente rompendo os padrões de uma cidade conservadora do interior e causou um escândalo mundial. Ao mesmo tempo, estourou nas bilheterias e projetou o nome de BB para o mundo, mesmo tendo sido mutilado e mesmo proibido pela censura de diversos países.

Brigitte Bardot em E Deus Criou a Mulher

Na época da moralista Hollywood da década de 50, onde o maior símbolo sexual, Marilyn Monroe, só havia aparecido de maiô algumas vezes nas telas, Brigitte Bardot era um furacão ousado demais.

A atriz também recusou os convites para filmar na América. Permanecer na França beneficiou sua imagem. Charles De Gaulle chegou a declarar que Brigitte Bardot era a exportação francesa mais importante do país.

Em 1957 Brigitte e Vadim se separaram, e dois anos depois ela se casou com o ator Jacques Charrier, com quem estrelou Babette Vai à Guerra (Babette S'en va-t-en querre, 1959). Charrier é pai de seu único filho, Nicolas-Jaques Charrier.

Jacques Charrier e Brigitte Bardot em Babette Vai à Guerra

O casamento com Charrier foi alvo constante dos paparazzi. Ao mesmo tempo que era alvo das revistas de fofocas, Brigitte queria investir em filmes mais substanciais, o que causou um conflito em sua carreira, pois ao mesmo tempo que recebia elogios da crítica francesa, para o resto do mundo ela era apenas uma celebridade sensual.

Em 1960 ela atuou em A Verdade (La Vérité, 1960), de Henri-George Clouzot, que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Na época, a imprensa especulou que ela e o diretor estavam tendo um caso, e que isto teria causado o suicídio de sua esposa, a brasileira Vera Clouzot. Isto foi apenas uma fofoca para vender jornais, e Vera, na verdade, morreu de problemas cardíacos. (já contamos está história aqui).

Sob a tutela de Louis Malle, atuou em Vida Privada (Vie Privée, 1962), ao lado de Marcello Mastroianni. Era uma obra quase biográfica, mostrando uma estrela de cinema sem vida pessoal, graças a perseguição constante da imprensa.

Marcello Mastroianni e Brigitte Bardot e Vida Privada

Pouco depois de rodar este trabalho, ela deixou Paris, indo refugiar-se em uma mansão em Saint Tropez. Onde Bardot, uma das mulheres mais fotografadas do mundo, começou a adotar um estilo de vida mais recluso. Em 1963 a atriz estrelou O Desprezo (Le Mépris, 1963), o aclamado filme de Jean-Luc Godard.


Separada de Charrier desde 1962, Bardot começou a namorar o produtor Bob Zagury, e com ele veio de férias ao Brasil em 1964. Cansada do assédio da imprensa carioca, a atriz e o namorado se refugiaram em Búzios, então uma vila de pescadores. Sem maquiagem e despenteada, a atriz encontrou a liberdade desejada na pacata e isolada praia, onde chegou a morar por quatro meses. Foi Brigitte Bardot quem fez de Búzios uma atração turística internacional.

Bob Zagury e Brigitte Bardot em Búzios

Em sua biografia, a atriz descreveu que o tempo em que viveu na região foi uma das épocas mais felizes de sua vida. Atualmente, a cidade tem uma estátua, de gosto meio duvidoso, da atriz, uma das atrações indispensáveis para quem visita a cidade.

A estrela do cinema, e também cantora pop de sucesso, continuava recusando trabalhar nos Estados Unidos. E se Brigitte Bardot não ia a Hollywood, Hollywood foi até Brigitte Bardot. Em 1965 a Fox produziu o filme Minha Querida Brigitte (Dear Brigitte, 1965), estrelado por James Stewart. Brigitte fazia uma pequena participação, rodada em três dias, e só aceitou participar se seu nome não constasse nos créditos ou em qualquer tipo de material promocional. No filme, ela interpretava a si mesma, e chegou a contracenar com o jovem Bill Mumy, o Will Robinson de Perdidos no Espaço (Lost in Space).

Mas apesar de seus esforços, mundialmente o rosto de Bardot foi usado em diversos materiais promocionais.

Brigitte Bardot e Bill Mumy em Minha Querida Brigitte

Novamente dirigira por Louis Malle, atuou em Viva Maria! (Idem, 1965), ao lado de outra lendária estrela francesa, Jeanne Moreau. O filme lhe valeu uma indicação ao Prêmio Bafta, do cinema inglês, uma das poucas nomeações ao longo de sua carreira.

Em 1967, após retornar ao Festival de Cannes (onde não aparecia há alguns anos), sua presença causou uma histeria coletiva de fotógrafos e jornalista, que a perseguiam e gritavam seu nome por onde ela passava. Em sua biografia, escreveu que este foi um dos piores momentos de sua vida, fazendo-a se sentir um animal perseguido por caçadores.

Novamente sob direção de Malle, contracenou com Alain Delon no filme Histórias Extraordinárias (Histoires Extraordinaires, 1968). No mesmo ano contracenou com Sean Connery em Shakalo (Idem, 1968) e com Claudia Cardinale estrelou As Petroleiras (Les Pétroleuses, 1971).

Brigitte Bardot e Sean Connery em Shakalo

Em 1973 voltou a escandalizar o mundo ao interpretar cenas homossexuais com Jane Birkin em Se Don Juan Fosse Mulher (Don Juan ou Si Don Juan était une femme..., 1973), dirigido por seu ex marido Roger Vadim.

Jane Birkin e Brigitte Bardot em Se Don Juan Fosse Mulher

Ainda em 1973 ela atou em seu último filme L'histoire très bonne et très joyeuse de Colinot Trousse-Chemise (1973). No auge da carreira, e prestes a completar 40 anos, Brigitte Bardot abandonou o cinema, alegando ser uma forma de sair elegantemente, afim de evitar a decadência diante das telas. A atriz queria poder envelhecer sem a cobrança em ser eternamente jovem e bonita, e nunca fez plásticas ou pintou o cabelo.

Desde então, tem recusado terminantemente centenas de convites para voltar a atuar, além de proibir filmes sobre sua vida. A atriz também se recusa a comparecer em premiações que pretendam homenageá-la. Em 1985 foi agraciada com a Legião de Honra Francesa, o prêmio mais importante do governo francês, mas recusou-se a receber o prêmio.

Desde então, a atriz usa sua fama pessoal para defender a causa da proteção animal, inclusive tornando-se vegetariana. Ela possui a Fondation Brigitte-Bardot, que tem Dalai Lama como membro honorário. Sua fundação já denunciou a matança de focas no Canadá, lutou contra a caça as baleias e o uso de animais em experiências em laboratórios, além de condenar o uso de peles e brigas de cães.


Apesar de seu importante trabalho na causa da proteção animal, a atriz tem encarado diversos processos por suas posições sociais e políticas. Ela já se manisfestou publicamente contra a imigração árabe e fez insultos a cultura islâmica e também faz constantes ataques contra os homossexuais. A popularidade conquistada pela atriz no ativismo pró-animais acabou perdendo espaço, e hoje ela é uma personalidade antipatizada por muitos franceses.

Atualmente Bardot é casada com Bernard D'Ormale, um conselheiro político de Jean-Marie Le Pen, ex-presidente da frente Nacional Francesa, principal partido da extrema direita da França.


Recentemente a atriz se reuniu com outra Brigitte, a primeira dama Brigitte Macrón, para discutir políticas de proteção animal. Bardot surpreendeu o público por necessitar de muletas para caminhar.


A trajetória Christopher Reeve, um verdadeiro "Super Homem"



Quando Christopher Reeve foi apresentado ao veterano ator John Wayne, em abril de 1979, o velho cowboy de Hollywood virou-se para o colega Cary Grant e disse: "este é nosso novo homem, ele está assumindo o controle!". Dois meses depois, em 11 de junho de 1979, Wayne falecia, enquanto Reeve despontava para o estrelato em Hollywood.




Christopher D'Oliver Reeve nasceu em Nova York, em 25 de setembro de 1952. Filho de uma família tradicional, ele era descendente das primeiras famílias que imigraram para os Estados Unidos, vindos da aristocracia francesa. Seu avô paterno também foi juiz da Suprema Corte Americana, enquanto seu pai era um renomado professor, jornalista e escritor.

Reeve destacava academicamente e era um aluno de honra na escola. Atlético, jogava futebol americano beisebol, tênis e hóquei. Mas o jovem promissor não tinha um a boa relação com o pai, em sua biografia, publicada em 1998, ele escreveu que o "amor de meu pai por seus filhos sempre parecia ligado ao desempenho deles". Os dois só reataram o relacionamento em 1995, após o ator sofrer o acidente que o deixou tetraplégico.

Christopher Reeve também desenvolveu a paixão por atuar em 1962, aos 9 anos de idade, quando foi escalado para uma peça amadora, uma das muitas que fez quando estudante. A partir dos 11 anos de idade, ele começou a estudar teatro em uma importante escola em Massachusetts.

Por imposição de seu pai, Reeve foi para a Universidade Princeton, mas após terminar a faculdade, ele se mudou para Nova York, para retomar sua carreira no teatro. Em Nova York, ele matriculou-se na lendária escola de interpretação Juillard, onde virou colega de classe do jovem ator Robin Williams. Eles se tonaram grandes amigos (para o resto da vida) e dividiam um quarto em Nova York.

Os amigos prometeram um ao outro que o primeiro que fizesse sucesso, ajudaria na carreira do outro. 


Robin Williams e Christopher Reeve

Em 1975 Reeve conseguiu um papel na novela Love of Life, e enquanto gravava para a televisão, ele fez teste para a peça A Matter of Gravity, na Broadway. A estrela da peça era a atriz Katharine Hepburn, que após ver a audição do jovem ator o escalou para viver o seu neto no espetáculo.


Christopher Reeve e Katharine Hepburn

Por causa das gravações da novela e os ensaios da peça, Reeve quase não se alimentava, comendo apenas barras de chocolates e tomando muito café. Na noite da estreia da peça, sofrendo de exaustão e desnutrição, ele desmaiou no palco. Hepburn virou para a plateia e disse "esse menino é um idiota, ele não se alimenta direito", justificando seu desmaio.

Katharine Hepburn tornou-se uma grande incentivadora da carreira de Reeve, vendo nele  figura do filho que nunca teve. As colunas de fofocas insinuavam que eles tinham um caso, mesmo a atriz estando cm 77 anos e o rapaz 22. Mas nem só notas maldosas sobre o ator eram publicadas na imprensa, pois a crítica rendeu diversos elogios ao seu desempenho nos palcos.

Em 1978 ele conseguiu seu primeiro papel no cinema, atuando em S.O.S - Submarino Nuclear (Gray Lady Down, 1978), estrelado por Charlton Heston. O papel de Reeve era muito pequeno, e não creditado.


Christopher Reeve em S.O.S - Submarino Nuclear

Com apenas um pequeno papel no cinema, ele foi convidado para ir a Londres fazer teste para uma nova super produção que se iniciava, Superman: O Filme (Superman, 1978). Richard Donner, o diretor do filme, adorou o ator e escolheu o quase desconhecido como protagonista.

Para muitos, o ator foi o melhor interprete do Homem de Ferro, principalmente pelas atuações diferentes ao interpretar Superman e seu halter-ego , o tímido e desajeitado Clark Kent, cujos trejeitos foram inspirados no jovem Cary Grant.

Por este trabalho ele ganhou o prêmio Bafta de ator mais promissor do ano.





Seu filme seguinte é hoje considerado um clássico: Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, 1980). Embora na época de seu lançamento tenha sido um fracasso comercial.

Reeve contracenava com a atriz Jane Seymour, de quem se tornou um grande amigo e a atriz batizou seu filho de Christopher em sua homenagem.


Jane Seymour e Christopher Reeve em Em Algum Lugar do Passado


Em 1980 ele ainda apareceu nos cinemas em Superman II: A Aventura Continua (Superman II, 1980), que havia sido filmado ao mesmo tempo que o primeiro filme. Reeve ainda vestiu o uniforme em Superman III (Idem, 1984) e Superman IV: Em Busca da Paz (Superman IV: The Quest for Peace, 1987).

Havia um projeto de fazer um quinto filme, mas após o fracasso nas bilheterias de Superman IV o mesmo foi cancelado.


Christopher Reeve como Superman


Ainda em 1980 ele aumentou sua popularidade junto ao público ao aparecer no programa The Muppets Show, embora tenha se recusado a se vestir de Superman no programa.





Mas no auge da fama, ele se cansou de Hollywood e mudou-se com a família para o interior, e passou a dedicar-se ao teatro. Nos palcos, ele brilhou em Nascido em 4 de Julho, o mesmo papel feito posteriormente por Tom Cruise nas telas. Na peça, ele interpretava um veterano do Vietnã que fica preso a uma cadeira de rodas.


Em 1982 ele voltou ao cinema atuando em dois filmes, Armadilha Mortal (Deathtrap, 1982) e Monsehor (Monsignor, 1982). Mas por ter recusado explorar a sua fama na época de Superman, o estrelato começou a se distanciar do ator, e seus filmes seguintes não tiveram tanta repercussão.

Embora Um Triângulo Diferente (The Bostonians, 1984), que ele fez ao lado de Vanessa Redgrave tenha sido considerado pela crítica uma verdadeira obra de arte.


Christopher Reeve e Vanessa Redgrave em Um Triângulo Diferente


No cinema, ainda atuou em O Aviador (The Aviator, 1985), Anna Karenina (Idem, 1985), Malandros de Rua (Street Smart, 1987) e Troca de Maridos (Switching Channels, 1988). Por este último, foi indicado ao Framboesa de Ouro de pior ator.



Burt Reynolds, Christopher Reeve e Kathleen Turner em Troca de Maridos




A partir de então, o ator começou a atuar mais na televisão aparecendo em filmes feitos direto para TV, como Fugindo do Inferno 2: A História Verdadeira (The Great Escape II: The Untold Story, 1988) e Guerra de Paixões (The Rose and the Jackal, 1990).

Em 1990 ele perdeu uma grande chance de estrelar outro grande sucesso, quando recusou o papel principal em Uma Linda Mulher (Pretty Woman, 1990), que acabou sendo feito por Richard Gere.


O ator fez muitos trabalhos menores na televisão, mas também atuou no cinema, atuando em Impróprio Para Menores (Noises Off..., 1992), Vestígios do Dia (The Remains of the Day, 1993), Apenas Bons Amigos (Speechless, 1994) e o terror A Cidade dos Amaldiçoados (Village of the Damned, 1994).


Na década de 1990 Christopher Reeve também passou a se dedicar a uma paixão, andar de cavalos, participando inclusive de algumas competições de salto e montaria.


Christopher Reeve em Vestígios do Dia


Christopher em A Cidade dos Amaldiçoados


Em 1995 ele protagonizou Sem Suspeita (Above Suspicion, 1995), feito pela HBO, no qual também atuava sua esposa, a atriz Dana Morosini, com quem ele havia se casado em 1992.

Em Sem Suspeita, Christopher Reeve interpretava um policial que ficava paralisado, e seis dias depois da estreia deste nos cinemas, o ator sofreu o grave acidente de cavalos, que o deixou paralisado na vida real.


Christopher Reeve e Dana Morosini

Dana Morosini, agora Dana Reeve, não mediu esforços para cuidar do marido, garantindo a ele uma melhor qualidade de vida. Sua carreira de atriz ficou para depois.



Reeve passou vários meses no hospital, e passou por várias cirurgias. Ele chegou a pensar em suicídio quando soube que ficaria tetraplégico e só voltou a sorrir quando o amigo Robins Williams entrou em seu quarto, vestido como o médico do filme Patch Addams, fazendo palhaçadas.


Seu tratamento de saúde custou uma fortuna, e Robins Willians o ajudou a pagar as contas do hospital, que consumiram todo o patrimônio de Reeve. Williams não só ajudou o amigo financeiramente, como garantiu os custos de educação de Will Reeve, o filho ator. 


Robin Williams também bancou o sustento de Will após a morte de sua mãe, em 2006. O ator inclusive deixou parte de sua fortuna para ele em seu testamento.


Will Reeve, Dana Reeve, Christopher Reeve e Robin Williams


Ao deixar o hospital, Reeve passou a fazer palestras sobre a sua condição física, e fundou e tornou-se um grande ativista, fazendo campanha para arrecadar fundos para pesquisas na área da paralisia, bem como ajudar a custear o tratamento de famílias mais necessitadas.

Ele retomou sua carreira aos poucos, e começou dublando o documentário Whithout Pity: A Film About Abillities (1996), que ganhou um prêmio Emmy. No ano seguinte, dirigiu o filme Armadilha Selvagem (In the Gloaming, 1997), estrelado por Glenn Close.


Em 1998 ele voltou a atuar, em um filme que ele também produziu. Christopher Reeve estrelou o remake de Janela Indiscreta (Rear Window, 1998), fazendo o papel do vizinho paralisado vivido por James Stewart no clássico de Alfred Hitchcok. Por este papel o ator foi indicado ao Globo de Ouro e ganhou o Screen Actors Guild Award.



Chistopher Reeve e Darryl Hannah em Janela Indiscreta


Em 1998 o ator publicou sua biografia, Still Me, que ficou várias semanas na lista dos livros mais vendidos. No mesmo ano, ganhou um prêmio Grammy por um disco que gravou declamando. 


Em 200 ele apareceu no programa infantil Vila Sésamo e em fevereiro de 2003fez seu último trabalho como ator, quando atuou na série Smalville, como o Dr. Virgil Swann, um cientista que tem informações importantes para o jovem Clark Kent. Tom Welling, que estrelava a série, fez campanhas para ajudar a promover a Christopher Reeve Paralysis Foundation.



Christopher Reeve em Vila Sésamo


Christopher Reeve em Smalville


Em abril de 2004 ele dirigiu A História de Brooke Ellison (The Brooke Ellison Story, 2004). O filme, feito para a televisão, que foi lançado 15 dias após a sua morte, em faleceu em 10 de outubro de 2004.

Christopher Reeve morreu com apenas 52 anos de idade. Na época, ele também estava dirigindo a animação O Pequeno Herói (Everyone's Hero, 2006). O filme só foi lançado em 2006, após ser finalizado por outro diretor. Estas duas últimas produções contavam com a atriz Dana Morosini Reeve no elenco.

a animação O Pequeno Herói (Everyone's Hero, 2006), que também era dirigida pelo seu marido. O filme só foi lançado em 2006, após ser finalizado por outro diretor.



Dana Reeve também não viu o filme pronto, porque ela faleceu meses antes, com apenas 44 anos de idade. Dez meses após a morte de seu marido Christopher Reeve, a atriz descobriu um câncer de pulmão. A atriz tinha uma vida saudável, e nunca havia sido fumante.



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Roger Michell, diretor de Um Lugar Chamado Notting Hill, morre aos 65 anos



O diretor Roger Michell, conhecido pelo filme Um lugar chamado Notting Hill, morreu aos 65 anos, disse nesta quinta-feira (23) a rede de TV BBC. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Roger Michell nasceu na África do Sul, mas foi criado na Inglaterra e era naturalizado britânico. Um lugar chamado Notting Hill, com Julia Roberts e Hugh Grant, de 1999, é o trabalho mais conhecido de sua carreira. A comédia romântica é um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema inglês de todos os tempos. 

Mas ele teve vários outros trabalhos de direção conhecidos e premiados, como Minha prima Raquel (2017), Venus (2006) e Amor obsessivo (2004). Ele ganhou o Bafta de TV duas vezes: em 2015 pela série de TV The Lost Honour of Christopher Jefferies, e em 1995 pelo filme Persuasão. Foi seu trabalho em Persuasão, adaptação de Jane Austen, que despertou a atenção de Richard Curtis, roteirista e produtor que o convidou para dirigir Um lugar chamado Notting Hill.






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