Alan Alda completa 85 anos de idade


Alan Alda ficou famoso ao interpretar o médico Capitão Benjamin Franklin "Hawyekeye" Pierce na série de televisão M*A*S*H (1972-1983), papel que lhe rendeu muitos prêmios, e fama internacinal.


Alan Alda é o nome artístico de Alphonso Joseph D'Abruzzo, nascido em Manhattan, Nova York, em 28 de janeiro de 1936. Seu pai, o ator Robert Alda era descendente de italianos, e se chamada Alfonso Guiseppe Giovanni Roberto D'Abruzzo, e quando tornou-se ator, criou o nome artístico de Robert Alda, Alda era uma junção das iniciais Al (de Alfonso) e Da (de D'Abruzzo). Sua mãe, Joan Browne, concorreu era uma modelo que foi eleita Miss Nova York.

Com seis meses de idade, Alan Alda fez sua estreia no teatro, em uma peça estrelada por seu pai.


O pequeno Alan Alda


Robert e Alan Alda

Mas Alan Alda não continuou atuando na infância, principalmente porque contraiu poliomielite, e foi uma criança bastante doente. Mas ele se recuperou, e formou-se bacharel em inglês na Universidade, em 1956. Seu meio irmão, o ator Anthony Alda nasceu no ano de sua formatura.

Anthony Alda morreu de cirrose em 2009, aos 52 anos de idade. Anthony foi ator mirim na década de 1960, mas ficou famoso atuando em novelas norte-americanas, nos anos de 1990. Ele chegou a fazer uma participação em  M*A*S*H, em 1980.

Anthony Alda

Alan Alda trabalhava na rádio da faculdade, e após a formatura, fez sua estreia como ator, trabalhando em um programa ao lado do pai, feito para a televisão holandesa. Pouco tempo depois, foi convocado para se alistar no exército.

Em 1957, ao dar baixa, ele se casou com a sua namorada Arlene, com quem teve três filhas. O casal está junto até hoje.

Alan Alda em família

Ele retomou a carreira no teatro, e tornou-se um ator respeitado nos palcos, chegando a ser indicado a um prêmio Tony em 1966. Eventualmente, fazia alguma participação em séries de televisão.

Sua estreia no cinema foi em Gone Are the days! (1963), que era adaptação de uma peça da Broadway. O filme era estrelado por Ossie Davis e sua esposa Ruby Dee. Ele só retornaria ao cinema cinco anos depois, em Paper Lion (1968). Depois fez O Extraordinário Marinheiro (The Extraordinary Seaman, 1969) e começou a ganhar notoriedade nas telas após estrelar É Difícil Ser Feliz (Jenny, 1970), ao lado de Marlo Thomas.

Alan Alda e Marlo Thomas

Em seguida atuou em Guerra de Contrabandistas (The Moonshine War, 1970), Balada Para Satã (The Mephisto Waltz, 1971) e A Ilha Sinistra (To Kill a Clown, 1972).

Em 1972 Alan Alda foi chamado as pressas para gravar um piloto de televisão. Donald Sutherland havia sido contratado para estrelar M*A*S*H, mas abandonou o projeto seis horas antes das gravações começarem, e Alda teve poucas horas para decorar o roteiro. A série foi aprovada, e o ator contratado, mas ele não imaginava o sucesso que ela faria.

Morando em Nova Jersey, ele falou para a esposa que não valia a pena se mudar para Los Angeles para gravar, pois acreditava que ela não teria longa duração. Durante 11 anos, ele viajou semanalmente para filmar.


Seu personagem caiu no gosto do público, e logo ele se tornou o protagonista. Alda chegou a dirigir e produzir muitos episódios, e escalou o pai e o irmão para uma participação especial na série.

Robert e Alan Alda em M*A*S*H

Por M*A*S*H foi indicado a 21 prêmios Emmy, e ganhou 5 deles. Também ganhou 4 Globo de Ouro, sendo indicado 8 vezes. Alan Alda foi o único integrante do elenco a aparecer em todos os 256 episódios da série.


Mesmo ocupado com o trabalho na televisão, Alan Alda estrelou Tudo Bem no Ano Que Vem (Same Time, Next year, 1978), que rendeu uma indicação ao Oscar a Ellen Burstyn. Ainda fez A Vida Íntima de um Político (The Seduction of Joe Tynan, 1979) e estrelou e dirigiu As Quatro Estações do Ano (The Four Season, 1981), no qual contracenou com a lenda da televisão Carol Burnett, sua amiga de infância.

Allan Alda e Ellen Burstyn

Alan Alda e Carol Burnett

M*A*S*H abriu as portas para o ator falar sobre temas políticos, e ele se tornou um grande defensor dos direitos das mulheres e do feminismo. Ao lado da ex primeira dama Betty Ford, presidiu a campanha pela Emenda Constitucional pelos direitos iguais para as mulheres. 

Alda só retornou ao cinema em 1986, quando dirigiu e estrelou Doce Liberdade (Sweet Liberty, 1986), que também tinha roteiro seu. Ele fez questão de chamar para o elenco a veterana do cinema mudo Lillian Gish, na época com 93 anos de idade. Este foi o penúltimo filme de Gish, que se despediria das telas no ano seguinte no tocante As Baleias de Agosto (The Whales of August, 1987).

Alan Alda e Lillian Gish

Alda também seria o diretor e roteirista de seu filme seguinte, a comédia Até que a Vida Nos Separe (A New Life, 1988). Ele ainda atuaria e dirigiria O Casamento de Betsy (Betsy's Wedding, 1990).

Fã do ator desde M*A*S*H, Woody Allen o convidou para atuar em Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, 1989). Com o diretor, ele ainda atuaria em Um Misterioso Assassinato em Manhattan (Manhattan Murder Mystery, 1993) e Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You, 1996).


Em 1995 ele interpretou o presidente dos Estados Unidos em Operação Canadá (Canadian Bacon, 1995), único filme de ficção dirigido pelo documentarista Michael Moore. Ele fez outros filmes de cunho político, como Crime na Casa Branca (Murder at 1600, 1997) e O Quarto Poder (Mad City, 1997), e começaram a surgir boatos que ele seria candidato ao senado, mas Alda sempre se recusou a entrar na política.

Mais leve, atuou na comédia romântica A Razão do Meu Afeto (The Object of My Affection, 1998), e participou de cinco episódios da série Plantão Médico (ER), em 1999. Por este trabalho foi indicado ao Emmy como melhor ator convidado em série dramática.

Alan Alda em Plantão Médico

Depois de atuar em Do Que As Mulheres Gostam (What Women Want, 2000), ele fez pouco cinema nos anos seguintes, trabalhando mais na televisão, onde participou de séries importantes. Mas poucos trabalhos não significam papéis sem importância.

Em 2004 ele interpretou um senador conservador em O Aviador (The Aviator, 2004), de Martin Scorsese. O filme lhe valeu sua primeira, e até agora única, indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.

Alan Alda em O Aviador

Em 2004 ele disputou com Sidney Poitier o papel de presidente dos Estados Unidos na série West Wing: Nos Bastidores do Poder (West Wing, 2004-2006), mas Martin Sheen acabou sendo escalado. Alan Alda, entretanto, interpretou o senador Arnold Vinick na série.

Martin Sheen e Alan Alda em West Wing

O ator ainda teve papéis regulares nas séries Aquela Doença Com C (The Big C), Lista Negra (The Blacklist) e Horace and Pete. Diagnosticado com Mal de Parkinson desde 2015, o ator continuou trabalhando, e falou sobre a doença no filme História de um Casamento (Marriage Story, 2019), que concorreu ao Oscar de melhor filme.

Seu trabalho mais recente foi como um médico na série Ray Donovan (2018-2020). 

Alan Alda em História de Um Casamento


Alan Alda e a esposa, atualmente (casados desde 1957)




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