Elliott e ET se reencontram em comercial, 37 anos depois


Um comercial de televisão está emocionando os cinéfilos ao promover o reencontro entre Elliott e ET, 37 anos depois do clássico E.T.: O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial, 1982). No filme de Steven Spilberg, ET volta para casa após construir um telefone, com ajuda do menino Elliott (papel de Henry Thomas).

O comercial foi feito pela empresa de telecomunicações Xfinity, e além de mostrar seus filhos para o velho amigo, Elliott agora mostra como as telecomunicações melhoraram desde sua partida, no começo da década de 80.

Em clima natalino, a publicidade resgata algumas cenas icônicas do filme, e conta com o ator original, Henry Thomas, agora com 48 anos de idade. Thomas ainda atua no cinema.



Por onde anda? Ana Lilian de La Macorra, a Paty, de Chaves


Ana Lilian de La Macorra ficou famosa ao interpretar Paty, a menina bonita da vila do Chaves, na série de mesmo nome (El Chavo del 8, no original), que faz muito sucesso no Brasil.

Na verdade, ela foi a terceira de quatro atrizes a interpretar a personagem. Antes dela, Paty, foi vivida por Patty Juaréz (1972) e Rosita Bouchot (1975), e posteriormente, foi sucedida por Veronica Fernández (1987).

Paty Juaréz, Rosita Bouchot e Veronica Fernández

Mas Ana Lilian foi a mais famosa das atrizes na pela de Paty, tendo aparecido em 25 episódios, entre 1978 e 1979. Na série, ela é sobrinha de Glória, que também foi interpretada por quatro atrizes diferentes, ao longo dos anos.

Nascida na cidade do México, em 27 de novembro de 1957, Ana Lilian de La Macorra não sonhava ser atriz. Na verdade, ela tornou-se artista por acaso, quando trabalhava como assistente de produção de Roberto Gómez Bolanõs, o Chaves.

Bolaños havia testado várias atrizes para interpretar a personagem, mas não gostou de nenhuma. Ele então insistiu para a produtora bonita e carismática entrasse na série, e após recusar diversas vezes, por dizer sentir vergonha das câmeras, ela finalmente aceitou o papel. Originalmente, ela só participaria de três episódios, mas agradou tanto que acabou ficando um ano na série.

Ela também fez algumas aparições em Chesperito, em 1980, e depois abandonou a carreira. Atualmente, Ana Lilian esta casada, e é mãe de dois filhos, e trabalha como psicóloga, na Cidade do México.

Ela escreveu diversos livros e artigos científicos sobre psicologia ao longo dos anos, sendo uma profissional respeitável da área. E 2018 ela esteve no Brasil, dando uma entrevista para o programa The Noite, no SBT.






Ator Godfrey Gao morre durante a gravação de reality show, aos 35 anos de idade


O ator e modelo taiwanês-canadense Godfrey Gao morreu vítima de um ataque cardíaco, durante a gravação de um reality show chinês. Ele tinha 35 anos de idade.



Astro do cinema e televisão em seu país, onde atuou em oito filmes, Gao também atuou em Hollywood, no filme Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (The Mortal Instruments: City of Bones, 2013).

Godfrey Gao em Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

Nascido em 22 de setembro de 1984, o ator participava das gravações do reality show Chase Me, feito na China. O programa, muito popular no país, coloca celebridades em provas que exigem competições físicas pesadas. De acordo com um comunicado da Zhejiang Television, o ator diminuiu a velocidade durante uma competição. Testemunhas afirmam que ele gritou "não posso continuar!", antes de cair no chão. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas morreu duas horas depois, vítima de uma parada cardíaca.

A cena da queda do ator foi filmada, e o socorro demorou a acontecer, porque a equipe queria registrar o momento dramático para a edição do programa. 

Gao nasceu em Taiwan, mas foi criado no Canadá. Após se formar na faculdade, retornou ao seu país, onde começou a trabalhar como modelo. Em 2011 ele tornou-se o primeiro asiático a protagonizar uma campanha global da Louis Vuitton.



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Libertad Lamarque, a rainha do tango


Junto com as cantoras Mercedes Simone e Tita Merello, Libertad Lamarque foi uma pioneira entre as mulheres cantoras de tango na Argentina. Em 1935, a cantora e atriz foi eleita a "Rainha do Tango" em seu país.

Estrela do primeiro filme sonoro argentino, Lamarque também brilhou no cinema mexicano, embora as novas gerações a conheçam por seus papéis em telenovelas, como a Vovó Piedade Bracho, no sucesso A Usurpadora.

Conheça mais sobre a vida da estrela, rival de Evita Perón, cuja trajetória renderia um belo filme.


Libertad Lamarque nasceu em Rosario, província de Santa Fé, em 24 de novembro de 1908. Seu pai, Gaudêncio Lamarque foi um importante revolucionário anarquista, e a artista nasceu enquanto seu pai estava na prisão, ela recebeu o nome Libertad (liberdade) em protesto pela situação de seu progenitor. A pequena Libertad foi amamentada por sua irmã mais velha, pois sua mãe precisava trabalhar para sustentar os sete filhos, na ausência do marido.

Aos sete anos de idade Libertad iniciou sua vida artística, apresentando-se em praças e teatros do interior, em espetáculos beneficentes, cuja renda era doada para pagar a fiança de outros presos políticos do país. Seus shows em casas de espetáculo fechadas eram apresentadas com portas abertas, para que o público que não tivesse dinheiro para os ingressos também pudessem usufruir do entretenimento cultural, de forma democrática.

Em 1923, aos 15 anos de idade, ela já era conhecida no país, e enviou uma carta para o diretor do Teatro Nacional de Buenos Aires se oferecendo como atriz para a companhia, exigindo um salário de 500 pesos mensais. O diretor gostou da ousadia da garota, mas lhe contratou por 300 pesos iniciais, em 1924. Inicialmente contratada como corista, logo tornou-se estrela dos palcos, atuando em mais de 15 peças até 1930. Em 1926 ela assinou um contrato com a RCA Victor, tornando-se uma das primeiras mulheres a gravar discos de tango.

Libertad chegou a trabalhar com Carlos Gardel no teatro, e após a morte do cantor (em 1935), ela assumiu o posto de interprete de tango mais popular do país.

Carlos Gardel jantando com Libertad Lamarque (a segunda, a direita, usando uma boina branca)

Seu irmão Pedro também chegou a ser contratado pelo mesmo teatro, mas não deu continuidade a carreira. Já Amélia Lamarque, sua irmã mais velha, também viria a trabalhar no cinema, e Morenita Rey, a filha de Amélia, além de atuar no cinema, foi uma estrela do tango na Venezuela. Infelizmente, Morenita morreu em 1966, aos 38 anos, após sofrer um derrame cerebral.

Elsa O'Connor, Hugo del Carril e Amélia Lamarque

Disco de Morenita Rey

Em 1930 a atriz estreou no cinema, atuando em Adiós Argentina (1930), um filme ainda mudo. No ano seguinte, por meio de votação popular, foi eleita "A Rainha do Tango", em um concurso promovido pelo Teatro Cólon, e no mesmo ano ganhou o título "Miss Rádio", em um pleito feito pela Revista Sintonia. Em 1932 sua primeira turnê internacional, cantando no Paraguai, além de se apresentar em todas as províncias argentinas.

De volta a Buenos Aires, estrelou ¡Tango! (1933), ao lado de Tita Merello e Mercedes SimoneO filme foi a primeira produção sonora da Argentina, e fez um enorme sucesso.


Libertad Lamarque e Alberto Gómez em ¡Tango!

Mas sua consagração no cinema veio com o sucesso cinematográfico de El Alma de Bandoneón (1935), lançado alguns meses antes da morte de Gardel. Após as filmagens, ela iniciou outra turnê, que abrangeu a Argentina, Peru e Chile. Ainda em 1935, começou a cantar composições de Alfredo Malerba, com quem se casaria anos mais tarde.



Em 1935 Lamarque já era uma estrela, e poderia estar milionária. Mas seu primeiro marido, Emilio Romero, com quem se casara em 1926, era viciado em jogo, e gastava toda sua fortuna. Alcoólatra e  também violento, ele espancava a artista constantemente. Deprimida, Libertad Lamarque tentou o suicídio, jogando-se da janela de um hotel. Porém, ela caiu sobre o toldo da fachada e sobreviveu.



Mas quando estava internada no hospital, seu marido fugiu com a filha do casal para o Uruguai. A atriz entrou numa luta judicial, e com apoio da polícia argentina, conseguiu resgatar a menina meses depois. Ela deixou Romero em 1935, e tentou se divorciar dele, mas isto era proibido na Argentina da época. Lamarque travou uma grande campanha pelo divórcio no país, mas em 1945 Emilio Romero faleceu, deixando a livre para se casar novamente, com Alfredo Malerba, com quem ela ficou casada por mais de 40 anos.



Em 1936, de volta à Argentina, Libertad escreveu o roteiro de seu próximo filme, Ajuda-me a Viver (Ayúdame a Vivir, 1936), cujo título foi inspirando em uma canção de Malerba. Ela precisou escrever o filme pois os roteiristas argentinos se recusavam a escrever para o cinema falado, acreditando que os filmes seriam um fracasso. Novamente, o filme fez grande sucesso, sendo o primeiro trabalho de Libertad exibido também no Brasil, onde seus discos já faziam sucesso. O filme também fez enorme sucesso em Cuba, onde o título tornou-se uma expressão popular no país.




Seus filmes seguintes, os melodramas Beijos Comprados (Besos Brujos, 1937) e Amor Maternal (La Ley que Olvidaron, 1938), também fizeram muito sucesso internacional. Mas Madressilva (Madreselva 1938) tornaria-se seu filme mais bem sucedido na Argentina.


No elenco ainda Hugo Del Carril e sua irmã Amélia. O título da obra era também o nome de uma de suas canções mais famosas ao longo de sua carreira. Por seu trabalho em seu filme seguinte, Porta Fechada (Puerta Cerrada, 1939), ela foi indicada ao principal prêmio cinematográfico da Croácia, e foi premiada em um Festival de Cinema da Iugoslávia.

Porta Fechada também foi aclamado no Festival de Veneza daquele ano, e foi uma das maiores bilheterias internacionais na França.


Libertad Lamarque em Madressilva

Após o sucesso de Porta Fechada, Libertad Lamarque recebeu um convite da Paramount para atuar em Hollywood. Mas ela recusou o contrato, com medo de não ser aproveitada nos Estados Unidos e ficar relegada a pequenos papéis de latinas. Além disto, o início da Segunda Guerra Mundial assustou a artista, que não estava disposta a entrar em um navio rumo aos EUA, alvo de bombardeios durante o conflito.

Apesar de recusar trabalhar em Hollywood, em 1939 ela fez sua primeira turnê brasileira. Convidada por Oduvaldo Vianna, que ela conhecera quando este estava trabalhando na Argentina, Libertad foi contratada para cantar no importante Casino da Urca, além de assinar um contrato de temporada na Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

Os shows brasileiros de Libertad Lamarque fizeram um grande sucesso com o público, que disputava os ingressos para poder ver a estrela portenha.


O sucesso da viagem ao Brasil inspirou seu próximo filme, Romance no Rio (Caminito de Gloria, 1939), que mostrava a artista se apresentando no Rio de Janeiro (mas com cenas gravadas em estúdios argentinos). No filme ela aparecia cantando a marchinha de carnaval brasileira A Jardineira (de Benedito Lacerda e Humberto Porto), que Libertad havia conhecido no Brasil, interpretada por sua colega da Urca, Carmen Miranda.

Em Romance no Rio, além de cantar em português, Libertad aparecia vestida de baiana, em homenagem a Carmen. Sendo a primeira artista a imitar o sucesso da pequena notável no cinema. (Nos Estados Unidos, a primeira imitadora de Carmen foi a comediante Imogene Coca).

Libertad Lamarque - Jardineira

O filme não fez sucesso como as produções anteriores, mas o diretor Luis César Amadori o refilmaria  a obra anos mais tarde, na Espanha, tendo Sarita Montiel como protagonista. A nova versão chamou-se Meu Último Tango (Mi Último Tango, 1960).

Mas o filme seguinte de Libertad Lamarque, Como é Triste Recordar (La Casa del recuerdo, 1940), foi uma das maiores bilheterias da história do cinema argentino.

Em 1944 a artista retornou ao Brasil, desta vez como atração do Casino Atlântico, onde chegou a dividir o palco com Bob Nelson, o Cowboy Brasileiro. Novamente, ela também foi contratada para cantar na Rádio Tupi.


Libertad continuou cantando e sendo uma estrela do cinema em seu país, até que teve um desentendimento com uma jovem atriz durante as filmagens de A Cavalgada do Circo (La Cabalgata del Circo, 1945).

Irritada com os contantes atrasos e problemas criados pela atriz Eva Duarte nos bastidores das filmagens, Libertad perdeu a paciência e desferiu um tapa na cara da atriz. Porém, Eva era noiva de Juan Domingos Perón, e logo se casaria com ele, passando a ser conhecida como Evita Perón. Com a chegada de Perón ao poder, em 1946, Evita passou a perseguir a rival.

Ela proibiu as rádios de contratarem ou executarem as músicas de Libertad em seus programas, e pediu aos exibidores cinematográficos que boicotassem seus filmes. Juan Perón também exigiu que Don Miguel, o dono do estúdio San Miguel Filmes demitisse Libertad Lamarque, além de exigir que ele destruísse os filmes feitos por sua esposa. Don Miguel destruiu alguns, e escondido, preservou A Cavalgada do Circo, que sobreviveu aos dias de hoje.

Trecho de A Cavalgada do Circo

Colocada em uma lista negra em seu país, Libertad Lamarque precisou exilar-se no México para poder continuar trabalhando. Ela já era muito popular no país, e estreou nos filmes mexicanos em Gran Casino (1946), primeiro filme de Luis Buñel feito no México.

Apesar do diretor famoso, e da presença do astro Jorge Negrete, o filme não foi muito bem sucedido.


No elenco de Gran Casino ainda estava a rumbeira Meche Barba, com quem ela trabalharia novamente, anos mais tarde, em A Usurpadora (La Usurpadora, 1998).

Meche Barba

Apesar do fracasso inicial no cinema mexicano, Libertad Lamarque tornou-se uma estrela no país, tendo feito quase cinquenta filmes por lá. Como atriz, foi indicada três vezes ao prêmio Ariel, o mais importante do cinema mexicano. Embora nunca tenha vencido a competição, ela recebeu um Ariel  de Ouro Especial em 2000, pelo conjunto de sua obra.

Na década de 90, em uma entrevista, chegou a afirmar que se não fosse a rivalidade com Evita, nunca teria conquistado os louros que colheu na sua carreira após o exílio. No México, a atriz foi apelidada de "A Noiva da América".

Libertad continuava recebendo convites para Hollywood, mas recusou a todos, por não ter o papel principal na produção. Mas aceitou fazer shows no país, que fizeram muito sucesso. A atriz também foi convidada pela Broadway, mas também não aceitou. 

Também fez inúmeras turnês pela América Latina, cantando em Cuba, Porto Rico, Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Republica Dominicana, Venezuela, etc.

Em agosto de 1955 ela retornou ao Brasil, contratada pela Boate Oasis, de São Paulo. Entre os sucessos apresentados no show, estava o samba canção Ninguém Me Ama (de Antônio Maria), que havia feito muito sucesso por aqui na voz de Nora Ney. Libertad havia cantando a mesma música, em português, no filme A Infame (La Infame, 1954), feito no ano anterior.

Na mesma época, também se apresentou na TV Tupi, e escalada por Alváro de Moya, participou do teleteatro Eu Pecador, baseado na biografia do Frei José Mojica, exibido pelas Organizações Victor Costa.

Mojica também estava no Brasil na época, e participou do programa. Por aqui, a dupla de astros latinos  foi surpreendida com a notícia da morte de Carmen Miranda, nos Estados Unidos, e acabaram celebrando a missa em homenagem a Carmen feita em São Paulo.

No elenco de Eu Pecador também estava o jovem Pedro Geraldo, um rapaz muito parecido com o jovem Mojica, descoberto por Moya. Quatro anos mais tarde, quando o livro de Mojica foi levado as telas do cinema mexicano, ele exigiu Pedro Geraldo e Libertad Lamarque nos papéis que haviam feitos no programa brasileiro. O filme Eu Pecador (Yo Pecador, 1959), fez um grande sucesso internacional.


Em 1961 a artista foi contratada para atuar na Espanha, onde protagonizou Sublime Recordação (Bello Recuerdo, 1961), ao lado do astro mirim Joselito, o menino cantor.

Joselito e Libertad Lamarque

Na década de 60, embora continuasse atuando no cinema, também começou a trabalhar na televisão. Com mais de 50 anos de idade, ela ainda recusava papéis onde não fosse a protagonista. Lamarque retornou à Argentina nesta época, anos após a morte de Evita Perón (ocorrida em 1952)

No país, ela filmou Creo em Ti (1960) e estrelou o musical Hello, Dolly! (1967), que era produzido pelo brasileiro Victor Berbara, o mesmo que havia produzido a versão brasileira estrelada por Bibi Ferreira, no ano anterior.


Recusando-se a  aceitar papéis de coadjuvantes, Libertad foi diminuindo sua participação no cinema.

Em 1970 ela estreou em uma telenovela, atuando em Esmeralda (1970), feita na Venezuela. Libertad fazia o papel da bondosa irmã Piedade, na história da menina cega trocada no nascimento, que já foi refilmada em alguns países, inclusive no Brasil.

Sua segunda novela, Mamá (1975), também foi feita na Venezuela.


Com dificuldades em achar papéis adequados para a sua idade no cinema, ela se aposentou da tela grande após atuar na comédia La Mamá de la Novia (1978). As telenovelas marcaram um novo rumo na carreira da artista, que também já não gravava mais discos há algum tempo.

Sua primeira novela mexicana Soledad (1980-1981), foi feita pela Televisa, e fez um enorme sucesso. Apesar do sucesso, e de ter feito Amada (1983), ela ficou muitos anos afastada das novelas, retornando apenas como a Vovó Piedade em A Usurpadora (La Usurpadora, 1998).

A novela, de enorme sucesso, foi reprisada algumas vezes no Brasil, e por aqui, Libertad Lamarque foi dublada pela atriz Selma Lopes.

Gabriela Spanic e Libertad Lamarque em A Usurpadora

Em 1982 ela retornou à Argentina, para fazer uma série de shows beneficentes em benefício do país, em guerra com a Inglaterra, pelo domínio das Ilhas Malvinas. No mesmo ano ela estrelou a revista Libertad Lamarque, Uma Mulher de Sorte?.

Na década de 90, recebeu diversos prêmios e homenagens pela sua trajetória artística. Ela foi homenageada em eventos cinematográficos na Argentina, Venezuela, França e Chile. Em Nova York, foi homenageada ao lado de María Felix, por sua carreira no cinema mexicano e em 1989, foi agraciada por sua obra no Festival Internacional de Cinema de San Sebastian, na Espanha. Na ocasião, o prêmio foi entregue pela atriz Bette Davis. Ainda em 89, também gravou seu último disco.

Libertad Lamarque e Bette Davis

Seu último trabalho como foi na novela Carinha de Anjo (Carita de Ángel, 2000), onde tinha um papel importante. Mas quando gravava as cenas finais da novela, a artista sentiu fortes dores nas costas e foi internada para exames. Ela estava com pneumonia, e nunca mais sairia do hospital.


Libertad não conseguiu chegar ao final da novela, falecendo em 12 de dezembro de 2000, aos 92 anos de idade. Em 85 anos de carreira, ela atuou em 65 filmes e seis novelas, além de ter uma extensa discografia.


Sua única filha Mirtha Lamarque (1928-2014), também investiu na carreira de cantora, chegando a gravar discos com a mãe, mas posteriormente abandonou a carreira.



Leia também:  A atriz Eva Perón


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Gugu Liberato morre aos 60 anos de idade


O apresentador Gugu Liberato faleceu aos 60 anos de idade. 

Antônio Augusto Moraes Liberato nasceu em São Paulo, em 10 de abril de 1959. O apresentador, que começou sua carreira no SBT em 1981, sofreu uma queda de quatro metros em sua casa nos Estados Unidos. Ele estava decorando a casa para o natal quando caiu e bateu a cabeça na quina de um móvel, sofrendo morte cerebral.

Gugu chegou a iniciar a faculdade de odontologia, mas foi convidado pelo apresentador Silvio Santos para trabalhar na emissora, após enviar cartas com sugestões de programas. Na televisão, apresentou programas como Viva a Noite, Sabadão Sertanejo e Domingo Legal, que foi campeão de audiência aos domingos, na década de 90.

Gugu também trabalhou no cinema, estreando em como ator em Padre Pedro e a Revolta das Crianças (1984), uma produção estrelada por Pedro de Lara.

Gugu Liberato em sua estréia no cinema

Mas foi ao lado da trupe Os Trapalhões que se destacou mais em filmes longa metragens. Gugu ainda atuou nos filmes Os Fantasmas Trapalhões (1987), O Casamento dos Trapalhões (1988), Os Trapalhões na Terra dos Monstros (1989), Uma Escola Atrapalhada (1990), O Noviço Rebelde (1997) e Xuxa e os Duendes (2001).

Gugu, Renato Aragão e Dedé Santana em O Casamento dos Trapalhões

Gugu Liberato protagonizou histórias em quadrinhos, gravou discos e lançou uma série de brinquedos com o seu nome. Desde 2009 o apresentador estava na TV Record.





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Michael J. Pollard, de Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas, morre aos 80 anos


O ator norte-americano Michael J. Pollard, que interpretou o ladrão de bancos C.W. Moss no clássico Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde, 1967), faleceu no dia 21 de novembro, aos 80 anos de idade.

Michael J. Pollard, Faye Dunaway, Warren Beatty, Estelle Parsons e Gene Hackmann

Michael John Pollack Jr. nasceu em Nova Jersey, em 30 de maio de 1939. Pollard estudou no lendário Actors Studio, em Nova York, e começou a atuar na televisão em 1958. Seu primeiro papel no cinema, não creditado, foi em A Viuvinha Indomável (It Happened to Jane, 1959), estrelado por Doris Day.

No mesmo ano, apareceu em cinco episódios da série The Many Loves of Dobie Gillis, estrelada por Tuesday Weld. Na série, contracenou com o jovem Warren Beatty, que anos mais tarde seria o protagonista de Bonnie & Clyde. Ainda em 1959, atuou na primeira montagem de Bye Bye Bird, na Broadway.

Michael J. Pollard em Bye Bye Bird

Devido a sua baixa estatura, desempenhou diversos papéis juvenis até depois dos 30 anos. Em 1966, aos 27 anos de idade, interpretou um adolescente de 14 anos, na série Jornada nas Estrelas (Star Trek). Ele também interpretou um personagem adolescente na série Perdidos no Espaço (Lost in Space), no mesmo ano.

Michael J. Pollard em Jornada nas Estrelas

Apesar de já ter feitos muitos trabalhos no cinema e na televisão, foi em Bonnie & Clyde: Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde, 1967) que o ator ganhou destaque. Por seu desempenho, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, e ao Globo de Ouro, na mesma categoria. Sendo também indicado como ator revelação, na mesma premiação.

Em 1972 estrelou O Pequeno Billy (Dirty Little Billy, 1972), interpretando o jovem Billy the Kid. Neste filme, dirigido por Stan Dragotti, Pollard fez seu único protagonista. 

Lee Purcell e Michael J. Pollard em O Pequeno Billy

Com mais de 100 créditos na carreira, atuou em filmes como As Petroleiras (Les Pétroleuses, 1971), Melvin e Howard (Melvin and Howard, 1980), Roxanne (Idem, 1987), Os Fantasmas Contra Atacam (Scrooged, 1988), Tango e Cash: Os Vingadores (Tango & Cash., 1989), Dick Tracy (Idem, 1990) e Eternamente Lulu (Forever Lulu, 2000).

Em Dick Tracy, reencontrou os colegas Warren Beatty e Estelle Parsons, com quem contracenou em Bonnie & Clyde.


Ainda atuando, deixou dois filmes gravados, que devem ser lançados somente no ano que vem. O ator faleceu um dia após o aniversário de sua colega Estelle Parsons, que completou 92 anos no dia 20 de novembro.


Leia também:  A selvagem Tuesday Weld

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Morre o diretor Fábio Barreto



Morreu no dia 20 de novembro o cineasta Fábio Barreto, aos 62 anos de idade. Filho dos produtores Luis Carlos e Lucy Barreto, Fábio havia sofrido um acidente de carro em julho de 2009, e estava em coma desde então.

Fábio Villela Barreto nasceu no Rio de Janeiro, e faleceu no Hospital Samaritano do Rio de Janeiro, onde estava internado desde o acidente, há dez anos.

Irmão dos também cineastas Bruno e Paula Barreto, ele estreou na direção com o curta-metragem A História de Maria e José, em 1977. Fábio Barreto dirigiu 13 filmes, entre eles Índia, a Filha do Sol (1984), Lambada (1991), Bela Donna (1997), A Paixão de Jacobina (2002) e Lula, o Filho do Brasil (2009), seu último trabalho no cinema.

Fábio também dirigiu O Quatrilho (1994), o segundo filme brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.


Na televisão, dirigiu episódios do programa Você Decide e a minissérie Donas de Casa Desesperadas (2007-2008), na RedeTV. Como ator, apareceu em filmes como Memórias do Cárcere (1984) e For All - O Trampolim da Vitória (1997).


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Imogene Coca, a primeira imitadora de Carmen Miranda


Quando a estrela luso-brasileira Carmen Miranda chegou aos Estados Unidos, em 1939, tornou-se uma sensação na América do Norte. Carmen trabalhou primeiro na Broadway, antes de estrear em Hollywood, no filme Serenata Tropical (Down Argentine Way, 1940).

Além de se tornar uma das artistas mais bem pagas do show business do país, protagonista de diversos filmes hollywoodianos, a artista tornou-se referência para moda, publicidade e também teve uma série de imitadores, em produções que não podiam contatar com a presença da "pequena notável", que estava sob contrato da Fox.



Joan Bennett foi a primeira artista norte-americana a imitar Carmen no cinema, no filme Amada Por Três (The House Across the Bay, 1940). Mas a cantora e atriz, famosa por seus chapéus exóticos repletos de frutas, foi imitada por nomes como Bob Hope, Lucille Ball, Curly Howard (de Os Três Patetas), Jerry Lewis e Mickey Rooney. Também por personagens de desenhos, como Olivia Palito e Tom e Jerry.

Curly Howard, Lucille Ball, Mickey Rooney, Jerry Lewis e Bob Hope como Carmen Miranda

Olivia Palito como Carmen Miranda

Até filmes indianos tiveram suas versões de Carmen Miranda, como Mangamma Sapatham (1943) e Mangala (1951), que apresentavam uma versão dI, Yi, Yi, Yi, Yi.. I Like You Very Much, canção que Carmen Miranda cantou no filme Uma Noite no Rio (That Night in Rio, 1941).


Há também o caso do sargento Sacha Brastoff, que imitava Carmen Miranda para os soldados norte-americanos durante a Segunda Guerra Mundial, e que apareceu no filme repetindo o número em Encontro nos Céus (Winged Victory, 1944), dirigido por George Cuckor e também filmado na Fox, estúdio da artista. Brastoff mais tarde se tornaria figurinista e posteriormente ceramista, e chegou a fazer figurinos para Carmen usar no cinema.

Sascha Brastoff

Mas a primeira imitadora de Carmen Miranda nos Estados Unidos foi a comediante Imogene Coca.  Apesar de ter atuado no cinema, em filmes como Don Juan Era Aprendiz (Under the Yum Yum Tree, 1963) e Ele Vai Ter Um Bebê (Rabitt Test, 1978), a atriz é pouco conhecida no Brasil.

Os cinéfilos brasileiros possivelmente lembrem dela como a rabugenta Tia Edna na comédia Férias Frustradas (National Lampoon's Vacation, 1983) e os mais antigos talvez recordem da série Grindl (1963-1964), protagonizada pela artista, e que foi exibida na TV Excelsior a partir de 1964.

Imogene Coca em Férias Frustradas 


Matéria sobre a série Grindl, publicada na Revista Intervalo, em 1964

Embora pouco conhecida por aqui, Imogene Coca é uma lenda da comédia da televisão norte-americana. Nascida Imogene Fernandez de Coca, em 18 de novembro de 1908, ela era filha de artistas de Vaudeville, e começou a atuar ainda criança, nos palcos dos Estados Unidos.

Imogene estreou na Broadway em 1925, mas começou a destacar-se quando atuou em New Faces of 1934, que marcou a estréia de Henry Fonda no Teatro. No cinema, ela estreou em 1937.

Henry Fonda, na fila de cima (o segundo homem da esquerda para a direita)
Imogene Coca, na fila do meio (a primeira mulher, da direita para a esquerda)

Em 27 de dezembro de 1940 estreou na Broadway o espetáculo All in Fun (1940), onde Imogene aparecia vestida de Carmen Miranda, ao lado de James Shelton e Robert Burton, que foi seu primeiro marido.

Na peça, Imogene imitava os números apresentados por Carmen Miranda no espetáculo Streets of Paris, que ficou em cartaz na Broadway entre 19 de junho de 1939 a 10 de fevereiro de 1940, fazendo um enorme sucesso.



No elenco ainda o barítono Bill Robinson e Kirk Alyn, que posteriormente tornaria-se o primeiro ator a interpretar o Superman.


All in Fun ainda contava com a presença ilustre,  o cantor e ator brasileiro Cândido Botelho, que também havia ido para os Estados Unidos em 1939, para se apresentar na Feira Mundial de Nova York. No espetáculo Botelho aparecia cantando "Brazil", que nada mais era que a versão em inglês de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. Botelho foi o primeiro interprete da canção, lançada no espetáculo de revistas Joux Joux e Balangandãs (1939), no Rio de Janeiro.

Cândido Botelho em All In Fun (1940)

Imogene Coca, como Carmen Miranda, em All in Fun (1940)

Apesar do elenco estrelar, a peça só ficou em cartaz por três dias. Imogene Coca se tornaria uma grande estrela da TV norte-americana nos anos seguintes, numa carreira que se estendeu até 1996, mesmo após sofrer um acidente de carro em 1972, onde perdeu o olho direito (passando a usar um olho de vidro).

A atriz fez poucos filmes, dedicando-se mais a televisão. Ela também é conhecida no Brasil por ter interpretado uma atrapalhada Fada dos Dentes em alguns episódios da série A Feiticeira (Bewitched).

Imogene Coca, Elizabeth Montgomery e Dick Sargent em A Feiticeira

A atriz faleceu de causas naturais em 02 de junho de 2001, aos 92 anos de idade.





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