Ator George Hilton, astro dos western spaguetti, morre aos 85 anos


O ator uruguaio George Clinton, que protagonizou diversos filmes western spaguetti (também conhecidos como bang bang italianos) faleceu em no dia 28 de julho, aos 85 anos de idade.

Jorge Hill Acosta y Lara nasceu em Montevidéu, em 16 de julho de 1934, mas foi criado na Inglaterra, onde ficou fluente em inglês. Na década de 50 estreou como rádio ator, na Argentina, onde fez sua estreia no cinema, no filme Los Talos Amargos (1956).

Na Argentina, usando o nome de Jorge Clinton, fez alguns filmes, até se mudar para à Itália, onde tornou-se astro de filmes westerns, ao lado de Giulianno Gemma e Franco Nero.


Clinton estreou na Itália no filme de aventuras Mascarado Contra os Piratas (L'Uomo Mascherato Contro i Pirati, 1964) e no ano seguinte interpretou o agente 007 em Dois Mafiosos Contra Goldfinger (Due Mafiosi Contro Goldfinger, 1965), uma versão não autorizada dos filmes de James Bond.

Mas foram os filmes western spaguetti que o tornaram astro. Ele protagonizou obras como Os Dois Filhos de Ringo (I Due Figli di Ringo, 1966), Ringo... Era Seu Nome (Il Tempo degli avvoltoi, 1967), Vou, Mato e Volto (Vado... I'Lammazzo e torno, 1967) e Com Sartana Cada Bala é Uma Cruz (C'è Sartana... vendi la pistola e comprati la bara!, 1970).


Na década de 70 chegou a fazer teste com o diretor Bernado Bertolucci para o polêmico Último Tango em Paris (Ultimo Tango a Parigi, 1972), mas perdeu o papel para Marlon Brando. Neste período, também protagonizou diversos filmes de ação italianos, geralmente ao lado da atriz Edwige Fenech. Também estampou diversas fotonovelas, muito populares na época.

George Hilton em Fotonovela

George Hilton se aposentou das telas em 2009 e em 2017 foi homenageado com uma mostra cinematográfica no Brasil.


George Hilton, em 2017

O ator faleceu em Lazio, na Itália, e sua morte foi anunciada por sua esposa, através das redes sociais.


 
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Zilka Sallaberry, A Eterna Dona Benta


A atriz Zilka Sallaberry encantou uma geração de fãs como a doce e querida Dona Benta do Sítio do Pica Pau Amarelo. Mas a eterna vovó do Pedrinho e Narizinho também foi uma importante atriz na história do cinema e teatro brasileiro.


Em 31 de maio de 1917 nasceu Zilka Nazareth de Carvalho, na cidade do Rio de Janeiro. De berço artístico, ela era filha da atriz e radialista Luísa Nazareth e do comediante João Carvalho. Mas embora fosse de uma família tradicional de teatro (seus avós também eram atores), ela não queria ser artista. Formou-se em Economia em 1935, mesma época em que conheceu o ator Mario Sallaberry (por intermédio dos pais) e com ele se casou. Foi o marido que a colocou no meio artístico, a indicado para um papel no filme Cidade Mulher (1936) de Humberto Mauro. Neste filme ela adotou o nome do companheiro, passando a assinar como Zilka Sallaberry.

Irmã das também atrizes Alair Nazareth e Lourdes Mayer (esposa do ator Rodolpho Mayer), Zilka também foi uma importante atriz do teatro brasileiro, tendo feito parte das companhias de Procópio Ferreira, Jaime Costa e Dulcina de Moraes.

No cinema, voltou a atuar com um papel importante em Direito de Pecar (1940), de Leo Marten. Apareceu ainda em filmes como No Trampolim da Vida (1945), Aguenta o Rojão (1958), Matemática Zero, Amor Dez (1958).


Zilka Sallaberry e Nelson Oliveira em O Direito de Pecar

Em Maria 38 (1959), uma chanchada de Watson Macedo, interpretou Eugênia, uma severa governanta que enfrenta Eliana Macedo na criação do menino Marinho. Zilka Sallaberry era uma espécie de vilã do filme.


Zilka e Mario Salaberry em 1942
Foi nos anos cinquenta também que começou a trabalhar na televisão, participando do Grande Teatro Tupi e de novelas como A Canção de Bernadete (1957). Mas foi no Teatrinho Troll que ficou famosa com as crianças, que seriam seus maiores fãs. A cada semana o programa exibia algum teletatro com uma história infantil, e Zilka constantemente era a bruxa má dos contos de fada na televisão.


Zilka Sallaberry no Teatrinho Troll

Na década de sessenta começou a atuar mais regularmente em telenovelas. Sua estréia na Rede Globo ocorreu em A Rainha Louca (1967), atuou ainda em Sangue e Areia (1968). Mas seu primeiro grande papel foi como Sinhana, a mãe da novela Irmãos Coragem (1970). Seguiu fazendo importantes papéis em novelas como O Bofe (1972), a Donana Medrado de O Bem Amado (1973), e a Kiki Vassourada de Corrida do Ouro (1974).


Zilka Salaberry, Tarcísio Meira e Ênio Santos em Irmãos Coragem


Mas foi em 1977 que Zilka ganhou o seu mais famoso (e duradouro) papel, como a doce em bondosa Dona Benta no Sítio do Pica Pau Amarelo (1977-1986), papel que inicialmente ela recusou por achar que não se adaptaria. Foi o diretor Geraldo Casé quem a convenceu a aceitar o convite.

Zilka Salaberry relembrando Dona Benta


Após deixar o Sítio, fez ainda outras novelas e minisséries, como Que Rei Sou Eu? (1989), Tereza Batista (1992) e Engraçadinha (1995). Entre seus últimos trabalhos estão o filme Xuxa e os Duendes (2001) e a novela Esperança (2002). Zilka Salaberry faleceu em 10 de março de 2005, aos 87 anos.


Zilka Sallaberry em Que Rei Sou Eu?


Filmografia de Zilka Salaberry:

Cidade Mulher (1936);
Direito de Pecar (1940);
No trampolim da Vida (1945);
Aguenta o Rojão (1958);
Matemática Zero, Amor Dez (1958);
Maria 38 (1958);
Society em Baby-Doll (1965);
Na Mira do Assassino (1967);
Uma Garota em Maus Lençóis (1970);
O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971);
Xuxa e os Duendes (2001);
Xuxa e os Duendes 2 - No Caminho das Fadas (2002).



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Leonardo Villar completa 96 anos de idade


O ator Leonardo Villar é um dos mais queridos atores da dramaturgia brasileira. Discreto e educado, o ator brilha nos palcos, cinema e televisão em uma carreira de quase sete décadas.

Leonardo Villar iniciou sua carreira no teatro no começo da década de 50, e logo tornou-se um dos atores mais aclamados dos palcos brasileiros. Ele fez parte de companhias importantes, como a Cia Dramática Nacional, de Sérgio Cardoso e o lendário Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC.


Seu desempenho no teatro o levou para televisão, veículo em que o ator estreou em 1952, em um episódio do Grande Teatro Tupi. Nos teleteatros televisivos, atuou em emissoras como Tupi, TV Paulista, Record e Excelsior.

Leonardo Villar na peça Amores da Corte de Espanha (1953),
no Teledrama Três Leões da TV Paulista (1953)

Versátil, Leonardo Villar desempenhava com o mesmo brilho papéis dramáticos ou cômicos, e ao lado de Cleyde Yaconis, chegou a atuar em um sitcom na Tupi, chamado Show a Dois, que mostravam as desventuras de um casal, nos moldes de I Love Lucy (e do brasileiro Alô Doçura).

Leonardo Villar e Cleyde Yaconis em Show a Dois

Foi também em 1962 que o ator se tornou mundialmente famoso, ao protagonizar o filme O Pagador de Promessas. Baseado na obra de Dias Gomes, este foi o primeiro trabalho de Leonardo no cinema, que vivia Zé do Burro, um homem simples, que quer pagar uma promessa pela recuperação de seu burro.


Leonardo Villar e Glória Menezes em O Pagador de Promessas

Dirigido pelo antigo galã da Atlântida Anselmo Duarte, o filme fez um grande sucesso, e tornou-se o primeiro filme brasileiro a vencer o a Palma de Ouro no Festival de Cannes (e até o momento, único). Anselmo derrotou grandes diretores como Michael Cacoyanes, Robert Bresson, Luis Buñel e Michelangelo Antonioni.

O Pagador de Promessas também foi o primeiro filme brasileiro a ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Leonardo Villar segurando a Palma de Ouro em Cannes,
ao lado de Norma Benguell, Glória Menezes e Anselmo Duarte

No cinema, atuou em muitos filmes importantes, como Lampião, o Rei do Cangaço (1964), A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965), O Santo Milagroso (1966), A Madona de Cedro (1968), Ação Entre Amigos (1998) e Brava Gente Brasileira. Ao todo, o ator participou de quase 20 filmes, inclusive os internacionais Samba (1965), filme espanhol estrelado por Sarita Montiel e Jogo Perigoso (Juego Peligroso, 1967), filme mexicano que ainda tinha eva Eva Wilma e Annick Malvil no elenco. Ambas as produções internacionais foram rodadas no Rio de Janeiro.

Em 2008 Leonardo Villar despediu-se do cinema no tocante Chega de Saudade (2008).

Leonardo Villar e Vanja Orico em Lampião, o Rei do Cangaço

Leonardo Villar e Leila Diniz em A Madona de Cedro

Leonardo Villar em Brava Gente Brasileira

Leonardo Villar com Tônia Carrero em Chega de Saudade

Em 1965 o ator estreou em uma telenovela, atuando em A Cor de Sua Pele, na TV Tupi. Ao lado de Iolanda Braga, o ator causou polêmica ao protagonizar o primeiro casal inter-racial da televisão brasileira. 

Iolanda Braga e Leonardo Villar em A Cor da Sua Pele

Na televisão, destacou-se em novelas como Uma Rosa com Amor (1973), Os Ossos do Barão (1973), Escalada (1975), Estúpido Cúpido (1976), Barriga de Aluguel (1990) Os Ossos do Barão (1997), Laços de Família (2000) e Coração de Estudante (2002). Uma curiosidade, com a morte prematura de Sérgio Cardoso,  Leonardo Villar  assumiu o papel de Prof. Luciano  nos últimos capítulos de O Primeiro Amor (TV Globo, 1972).

Seu último trabalho na televisão foi na novela Passione, em 2010.

Aracy Balabanian, Leonardo Villar e Djenane Machado em Meu Primeiro Amor 

Leonardo Villar e Vanda Lacerda em Uma Rosa Com Amor

Maira Della Costa e Leonardo Villar em Estúpido Cupido

Leonardo Villar e Giovanna Antonelli em Laços de Família

Leonardo Villar e Cleyde Yaconis em Passione

Atualmente Leonardo Villar está aposentado, afastado das telas que o consagraram.







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Visitando Casablanca, durante uma escala com a Royal Air Maroc


Esta é uma página sobre cinema, e não sobre viagens, mas aproveito aqui para relatar minha experiência de uma escala de 21 horas na cidade de Casablanca, no Marrocos, durante uma longa escala pela Royal Air Moroc. Faço isto para tirar dúvidas que eu mesmo tinha, e não encontrei na internet antes de viajar.

Estava estudando em Portugal, mas chegou a hora de voltar para o Brasil. Como em dois anos você acumula mais coisas que levou, e ainda as cias aéreas brasileiras limitaram as malas, voltar pela Royal Air Maroc, que dá duas malas (de 23 quilos) grátis, foi uma boa opção (além de ser o preço mais barato que encontrei).

Porém, apesar do preço e das malas, a escala era de 21 horas no Marrocos, antes de regressar para São Paulo. Porém, a empresa oferece para todos os passageiros em escalas longas (com mais de 11 horas de duração), hotel, translado e refeições. Essa informação não é muito divulgada, mas se você não tiver pressa, vale a pena, porque você pode passear um pouco pela cidade, sem grandes custos.

Ao chegar no aeroporto de Casablanca, não tem muitas informações nem placas. Suba as escadas em direção ao local de pegar a bagagem (não vá pelo corredor das conexões) e saia da área de passageiros. Suba para o segundo andar, e vá para o escritório da Air Maroc (vai ter um grupo de passageiros indo para o mesmo lugar).

Lá, apresente sua passagem que irão apenas anotar o hotel para o qual você será enviado. A empresa tem vários hotéis, um próximo ao aeroporto. Eu fiquei no Hotel Zenith, que era mais próximo ao centro. Com o grupo de passageiros que vão para o hotel reunido, você é encaminhado para um carro que levará você para o seu hotel. No dia seguinte, o mesmo veículo te leva de volta ao aerporto para o seu embarque.

Cheguei era por volta das 19:00 horas, e fiz esta foto dentro do carro que
me levou para o hotel, ainda no aeroporto

Vi na internet que você pode pedir qual hotel quer ficar. Não sei dizer se é verdade, e na hora fui informado que estava sendo enviado para o hotel do centro pois o do aeroporto estava lotado já. Como queria ficar mais perto do centro para passear na cidade, não achei ruim.

O Hotel Zenith é 4 estrelas, e achei ele lindo. O quarto era ótimo, e embora viajasse sozinho, fiquei em um quarto com 2 camas de solteiro (muito confortáveis). Durante esta aventura, fiz amizade com o grupo de passageiros na mesma situação, que passearam comigo, o que tornou a escala ainda mais interessante. Mas leve uma muda de roupa, pois você só ficará com a mala de mão, o resto da sua bagagem só irá ser retirada na chegada ao Brasil.






Como já disse, achei o quarto super confortável, bonito e limpo. Banheiro com banheira, televisão e ar condicionado. Mas já li relatos de outras pessoas que não ficaram em hotéis tão bons.





Ao chegar no hotel, o checking foi simples, deixei a mala, tomei um banho e fui para o jantar. O jantar (e todas as refeições, no meu caso café da manhã e almoço também), são também oferecidos gratuitamente pela Royal Air Maroc. Mas com exceção do café da manhã, que é buffet onde você se serve, você não escolhe as refeições. São servidos três pratos, entrada, prato principal e sobremesa. A bebida é paga a parte, mas água é grátis. Um refrigerante fica 2 euros, e uma cerveja 3. A moeda local é Dirrã Marroquino. Eu não fotografei a sobremesa, mas era um pudim de caramelo, menos doce que o nosso, mas muito bom.



Se você está indo, leve euros, pois não vai encontrar onde trocar reais. A conversão oficial não é esta, mas a feita na cidade faz com que 10 dirrãs valham 1 euro. 

Após jantar, como fã de cinema (como já disse, esta página é sobre cinema), fui visitar o Ricky's Café, inspirado no café de Humprey Bogart no filme clássico Casablanca, de 1942. O lugar é o segundo ponto mais visitado por turistas na cidade. Eu fiz um longo relato sobre minha visita ao café em outra matéria, que você pode ler aqui.



No dia seguinte, após o café da manhã, fui vistar a Mesquita, a atração mais visitada por turistas. Ela é linda, mas não é antiga, foi construída entre 1987 e 1992, e fica sobre o mar. Por questão de tempo não entrei no prédio, mas o ingresso custava 12 euros.









Para chegar ao local fui de táxi. Sempre negocie os preços, porque eles tentam te enganar. Negocie e pechinche em tudo, locais de compra, taxistas. Deixe bem claro o preço acertado, porque na hora podem querer te cobrar a mais, e confira bem seu troco. E se prepare, os táxis podem estar em péssimo estado, e o trânsito da cidade é caótico.

A Mesquita fica na orla da praia, que tem um calcadão bonito, mas infelizmente, o mar é bem sujo com o lixo humano.



Da Mesquita, fui de táxi para a antiga medina, que é uma espécie de mercado popular. Dá para ir a pé, cerca de 20 minutos de caminhada, mas como meu grupo tinham crianças pequenas, fomos de táxi por causa delas. Não fiz muitas fotos da Medina, mas me decepcionei um pouco, imaginava algo mais cenográfico, como vejo nos filmes. Parece um camelodromo, que vende de tudo, de tênis falsificado a roupas típicas. Porém, me decepcionei por não encontrar nenhuma barraca de temperos, que queria trazer para o Brasil. Mas muitas vendem óleo de argan e derivado, o que te confunde as vezes.

Cuidado com carteiras, e sempre, sempre pechinche! 

Foto que tirei em uma área menos tumultuada na Medina

Eu quando viajo gosto de andar pelas ruas, para sentir a cidade, conhecer sua vida local, mas a escala era curta, e acabou sendo um pouco corrido (não exaustivo). Voltei ao meio dia para o hotel, fiz check out, e almocei (correndo), pois o carro para o aeroporto era as 13 horas. O meu voo era as 17, mas com o trânsito do Marrocos, é bom mesmo sair bem cedo.

Caso você só queira descansar, o hotel é confortável, e tem piscina, acadêmia e spa.



Era junho, e o dia estava muito quente. Então, carregue água com você. No aeroporto, um gatinho dormia em um vaso, aproveitando o ar condicionado.





E como disse, está não é uma página de viagens, mas sim sobre cinema clássico. Se este assunto te interessa, por favor, siga a gente no Facebook, para acompanhar nossas matérias.


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