Susan Hayward e a luta para viver



Susan Hayward nasceu com o nome Edythe Marrenner em 30 de Junho de 1917, no Brooklyn, em Nova York. Após fazer muitos testes para a Broadway, sem sucesso, começou a trabalhar como modelo. David O. Selznick viu uma fotografia sua em 1937, e a convidou para fazer um teste para o filme que estava produzindo: ...E O Vento Levou (Gone With the Wind). Susan fez o teste para Scarlet O'Hara, mas não se saiu muito bem.

Susan como Scarlet

Apesar de não ganhar o papel, conseguiu algumas pontas em filmes, estreando em Hollywood Hotel (1937), como figurante. Teve sua primeira grande chance quando ganhou o primeiro papel feminino em Beau Geste Idem, 1939), ao lado de Garry Cooper.


Em 1947 ela recebeu sua primeira indicação ao Oscar pelo filme Desespero (Smash-Up: The Story of a Woman, 1947). Ela ainda seria indicada mais quatro vezes ao prêmio. Na segunda metade da década de cinquenta estava meio decepcionada com os rumos de sua carreira, e muito abalada com o divórcio com o ator Jess Parker. Parker era abusivo e batia constantemente na atriz. Em 1953 ele a jogou dentro da piscina e tentou afogá-la, por ela se recusar a lhe comprar um carro novo. O caso ganhou a capa de todos os tablóides da época.

Com Jess Parker

Mesmo após o divórcio o ator continuou a importuná-la. Alegando que iria visitar os filhos gêmeos que teve com Susan. Constantemente ia até sua casa, e sempre acabava pedindo dinheiro e que ela lhe arrumasse papéis, já que sua carreira não decolava. Jess Parker se recusava a trabalhar em outra área que não no cinema. Susan não aguentou e tentou o suicídio, tomando um frasco de remédios para dormir, mas foi salva por sua mãe que estranhou a voz da filha ao telefone e chamou o socorro.

O conturbado casal e seus filhos

Novamente estampando as colunas de fofocas, a atriz entrou em colapso. Internou os filhos em um colégio interno e deixou a vida artística, vivendo reclusa. Acabou tornando-se alcoólatra.

Algum tempo depois o produtor Walter Wanger foi procurá-la, levando um roteiro que queria que ela filmasse, o drama real sobre a vida de Barbara Graham, Quero Viver (I Wanto lo Live, 1958), uma prostituta condenada à câmara de gás por assassinato. Susan aceitou o desafio, e emfim recebeu seu  merecido Oscar.

Trailer de Quero Viver


Mas seu retorno não duraria muito. Ela continuou atuando, mas sem conseguir grandes papéis. Durante as filmagens de Charada em Veneza (The Honey Pot, 1967) recebeu uma ligação que seu novo marido havia falecido, vítima de cirrose. Susan deixou a Itália, onde rodava o filme, e foi para os Estados Unidos. A atriz se internou em um sanatório, e após fazer exames para saber o que lhe causava fortes dores de cabeça descobriu que tinha um tumor cerebral, inoperável.

Em 1956, durante as filmagens de Sangue de Bárbaros (The Conqueror, 1956), ela (e todo elenco e equipe do filme) foi exposta a radiação de testes nucleares. O governo norte-americano testara bombas atômicas no mesmo lugar no deserto onde a equipe rodava o filme. Praticamente todos os participantes de Sangue de Bárbaros morreram de câncer nos anos seguintes, incluindo John Wayne, Agnes Moorehead e o diretor Dick Powell.

Em 1974 ela apareceu na cerimônia do Oscar, e aparentava estar bem. A imprensa cogitou que ela estivesse curada, mas na verdade ela já estava bastante debilitada. Susan subiu ao palco após horas de maquiagem e com uma peruca, para esconder as marcas de seu tratamento. Foi sua última aparição pública.

Ela faleceu em 14 de março de 1975, com apenas 57 anos.

Susan no Oscar de 1974


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