Viola Smith, a baterista mais velha do mundo



Viola Smith é hoje reverenciada por ainda tocar bateria, com quase 107 anos de idade. Porém, a carreira da musicista deve ser conhecida não só por sua longevidade, mas por seu pioneirismo, sendo Viola a primeira mulher a tocar bateria profissionalmente nos Estados Unidos. Dona de uma carreira popular e bem sucedida, ela começou a tocar na década de 20.




Viola Smith (na verdade Schmitz), nasceu em 29 de novembro de 1912, no Wisconsin. Com sete irmãs e dois irmãos, ela começou a tocar ainda criança, em uma orquestra feminina com suas irmãs, organizada por seu pai.

A Schmitz Sisters Family (depois rebatizada como Smith Sister Oschestra) era formada por Irene (Schmitz) Abler tocou trombone, Erma Schmitz no vibrafone, Edwina Schmitz no trompete, Viola Schmitz na bateria, Lila Schmitz no saxofone, Mildred (Schmitz) Bartash no violino baixo, Loretta (Schmitz) Loehr no piano e Sally (Schmitz) Ellenback no saxofone baixo. 






Na década de 30, elas foram contratadas pela rádio da RKO, e também se apresentavam em espetáculos de vaudeville e nos intervalos das exibições cinematográficas. Em 1938, junto com a irmã Mildred, elas ingressou na orquestra feminina Frances Carroll and Her Coquettes, onde permaneceu até 1942. Em 1942 ela também escreveu um artigo para a revista Down Beat intitulado "Give Girls Musicians  Break!", onde afirmava que mulheres podem tocar tão bem quanto os homens, e criticava as orquestras famosas que estavam contratando músicos "medíocres" para substituir os integrantes que estavam indo lutar na Segunda Guerra Mundial, ao invés de contratarem musicistas profissionais existentes no país.

Em 1940 Viola Smith estrou no cinema, atuando em Frances Carroll and Her Coquettes (1940), um soundie (curta musical), estrelado pela orquestra feminina de Frances Carroll.


Veja Viola Smith em 1940


Em 1942 ela mudou-se para Nova York, onde recebeu uma bolsa de estudos para se aperfeiçoar na música. Em Nova York ela ingressou na orquestra de Phil Spitalny, um bandleader que só tinha mulheres em seu conjunto. Com ele, apareceu no filme Regresso Retumbante (Whes Johnnt Comes Marching Home, 1942). Viola Smith é a baterista em um número musical da atriz Peggy Ryan.

Junto com as garotas da Orquestra, ela também aparece no cartaz do filme, no canto, em baixo. 




Cena de Regresso Retumbante


Viola e a orquestra de Phil Spitalny ainda trabalharam no filme Camisa de Onze Varas (Here Come the Co-eds, 1945). Embora o número musical apresentado dê destaque para Evelyn Kaye Klein, e seu "violino mágico", Viola aparece ao fundo, acompanhando a apresentação na bateria. 

Cena de Camisa de Onze Varas


Posteriormente, Viola Smith fez parte da orquestra da NBC, tocou na posse do presidente Harry Truman e acompanhou grandes nomes como Ella Fitzgerald e Chick Webb. Gene Krupa dizia que ela era a baterista mais rápida da América.




Ela chegou a ter sua própria orquestra, a Viola Seventeen Drum, e na década de 60 tocou na orquestra da primeira montagem de Cabaré, na Broadway. Em 2011, ela deu depoimento para o documentário The Girls in the Band (2011), que contava a história das mulheres pioneiras nas orquestras.


Atualmente, aos 106 anos de idade, faz parte da banda Forever Young, com outros músicos veteranos.





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