Por Onde Anda? A italianinha Rita Pavone!


Na década de 60 a cantora adolescente Rita Pavone tornou-se uma grande febre mundial. Baixinha, sardenta e de cabelos curtos, Rita chegou a ser chamada de "The International Teen-Age Sensation" (a sensação internacional adolescente), durante uma turnê pelos Estados Unidos.


Nascida em 23 de agosto de 1945, em Turim, Rita começou a cantar aos 13 anos de idade, e apresentou-se pela primeira vez ao público imitando o cantor Al Jolson. Apesar de sua mãe querer que ela dedique-se a profissão de costureira, em 1962, aos 17 anos ela participou de um concurso para promover novos talentos, promovido pelo cantor Teddy Reno, que passou a ser seu empresário. Ainda em 62, ela gravou seu primeiro disco.

No ano seguinte, colocou pela primeira vez uma música sua na trilha sonora de um filme, Quem Trabalha Está Perdido (Até o Fim do Mundo) (Chi Lavora è perduto (In Ca´po al mondo), 1963).

Em 1964 ela passou a protagonizar uma série na televisão italiana Il Giornalino di Gian Burrasca (1964-1965).

Rita Pavone em Il Giornalino di Gian Burrasca 

Nesta época, Rita também começa uma turnê internacional, apresentando alguns de seus hits, como Alla mia etàCome te non c’è nessuno, CuoreDatemi un martello, Che m'importa del mondo, Viva la pappaIl geghegè e Fortissimo.


Ed Sullivan, Rita Pavone, Pat Kennedy (irmã do presidente John Kennedy), Paul Anka e o presidente da BBC, nos Estados Unidos.


Em junho de 1964 a cantora também passou pelo Brasil, fazendo um enorme sucesso em seu show nos palcos da TV Record. O blog Brazilian Rock 1957 - 1964, fez uma matéria excelente falando sobre o assunto, que pode ser lida aqui.


Rita Pavone, com Pelé e Garrincha

No Brasil, Rita brilhou com sua inesquecível Datemi un martello. Ela voltaria ao Brasil no seguinte, também com muito sucesso.


Rita Pavone visitando Juca Chaves no hospital, após ele passar por uma cirurgia para retirada de pedras nos rins


Em 1965 ela estreou no cinema italiano, no filme Rita, La Figlia Americana (1965), ao lado do cômico Totó. Dirigida por Lina Wertmüller, a primeira mulher indicada a um Oscar de melhor direção, ela estrelou Rita o Mosquito (Rita la Zanara, 1966). Wertmüller precisou assinar a obra usando o nome de um homem, George H. Brown, para poder lançar a obra na época.




Ela também atuou na sequência do filme, Não Brinque com o Mosquito (Non Stuzzicate la zanzara, 1967). Também dirigido por Wertmüller, que agora pode usar seu nome nos créditos. No filme, Rita Pavone dança ao lado da lendária atriz Giulietta Masina.


Giulietta Masina e Rita Pavone

Ao lado do astro Terence Hill, estrelou o western spaguetti A Rainha do Gatilho (Little Rita Nel West, 1968). O filme ainda tinha Teddy Reno no elenco. Com Hill, também atuou em Trinity Vai à Guerra (La Feldmarescialla, 1967).


Em 1968 ela se casou na Suíça com o seu produtor, Teddy Reno, que era muitos anos mais velho que a contra. Foi um escândalo na época, porque além de o cantor ser muitos anos mais velho, ele era casado, e não existia divórcio na Itália na época. Eles se casaram oficialmente em seu país em 1971.

Na década de 70 sua carreira decaiu um pouco, mas ela continuou cantando e fazendo shows por todo o mundo. Em 1976 fez seu último filme, Due Sul Pianerottolo (1976). Ela ainda atuaria em duas obras feitas para a televisão.


Em 2006 ela chegou a anunciar a sua aposentadoria, mas isto nunca ocorreu. No mesmo ano concorreu ao senado italiano, mas não foi eleita. Ainda casada com Teddy Reno, ela mora em Chiasso, na Suíça. Seu filho Alessandro é apresentador na televisão daquele país, e Giorgio, seu outro filho, é um cantor de rock.

Em 2018 ela retornou ao Brasil, fazendo uma série de shows e participações na televisão. Ela chegou a passar mal nos palcos brasileiros, devido a uma queda de pressão, e saiu carregada do palco. Mas não era nada grave, apenas emoção diante da empolgação dos fãs brasileiros.

Rita Pavone atualmente



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