Morre Edward Lewis, o produtor de Spartacus, aos 99 anos

Kirk Douglas com John Frankenheim e Edward Lewis na Paramount, em 1964

Edward Lewis, o lendário produtor de Hollywood que ajudou a tirar o roteirista Dalton Trumbo da lista negra de Hollywood, faleceu em sua residência, no dia 27 de julho, aos 99 anos de idade.

Nascido em 16 de dezembro de 1919, em Nova Jersey, Edward Lewis foi lutador de box antes de se formar em odontologia. Após servir na Segunda Guerra Mundial, tornou-se roteirista em Hollywood e foi produtor de muitos programas de televisão antes de ingressar no cinema.

Grande colaborador de John Frankenheimer, produziu nove filmes do cineasta, incluindo os sucessos Sete Dias de Maio (Seven Dayns in May, 1964), O Segundo Rosto (Seconds, 1966) e Grand Prix (Idem, 1966).

Mas sem dúvida uma de suas maiores contribuições para a história do cinema foi empregar o escritor Dalton Trumbo, que estava banido de Hollywood devido a perseguições políticas. Lewis fez Trumbo escrever o roteiro com pseudônimo, e só revelou a Universal quem era o verdadeiro autor depois que eles já haviam gasto uma enorme fortuna nas filmagens da produção, não podendo mais voltar atrás.

Trumbo dizia que "Lewis era um grande homem, que arriscou perder o seu nome para salvar o nome de um homem que havia perdido o próprio."



Na década de 60, Edward Lewis lutou pelos direitos civis e igualdade ao lado de Martin Luther King.

Em 1982, ao lado da esposa Mildred Lewis, foi indicado ao Oscar pelo trabalho no filme Desaparecido: Um Grande Mistério (Missing, 1982), filme sobre a ditadura chilena, dirigido por Costa-Gravas.

Edward Lewis também foi produtor da bem sucedida série Os Pássaros Feridos (The Torn Birds, 1983), que lhe valeu uma indicação ao Prêmio Emmy.

Casado com Mildred desde 1949, Edward Lewis começou a ficar com problemas de saúde após a morte da mulher, em abril deste ano.

Apesar de ter morrido no dia 27 de julho, sua filha só divulgou a morte do pai no dia 12 de agosto.


Edward Lewis e Kirk Douglas recebendo a medalha da Liberdade de Expressão, em 2004


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