Morreu Maria Rohm, a musa de Jésus Franco


A atriz austríaca Maria Roh, musa do cineasta espanhol Jesús Franco, faleceu no dia 18 de junho.


Maria Rohm na verdade chamava-se Helga Grohmann, e nasceu em Viena, Áustria, em 13 de agosto de 1945 (algumas fontes indicam que teria sido em 1943), e desde criança já atuava nos palcos. 

Dos quatro anos de idade até os treze, ela se apresentou como atriz mirim no famoso Burgtheather de Viena, apresentado peças de Sheakespeare e Tolstoi, dividindo o palco com famosos atores alemães como Curd Jürgens, por exemplo.

Aos 18 anos, ela fez um teste para atuar no cinema com o produtor inglês Harry Alan Towers, que se apaixonou pela jovem moça de ares aristocráticos. Eles se casaram no ano seguinte, em 1964. Towers decidiu transformá-la em uma estrela, e Maria acabou estrelando filmes por toda à Europa.

Seu primeiro filme foi o alemão Teufel im Fleisch (1964), onde ela interpretava uma prostituta. Em toda a sua carreira, ela faria papéis em filmes que abusavam do erotismo e sensualidade. Em seguida ela atuou em Moçambique, Capital do Inferno (Mozambique, 1964), uma produção inglesa estrelada por Steve Cochran, antigo astro de Hollywood, que desempregado, fora buscar trabalho em produções de baixo orçamento europeias.


Aliás, no final da década de 50, com a chegada da televisão e o fim do sistema de contratos dos estúdios, muitos astros do passado se viram na mesma situação, e migraram para à Europa em busca de trabalho. Assim, Maria Rohm, que nunca filmou nos Estados Unidos, contracenou com grandes astros hollywoodianos.

Em seu filme seguinte, o inglês 24 Horas para Matar (24 Hours to Kill, 1965), atuou ao lado de Mickey Rooney e do ex Tarzan Lex Baker. Em City of Fear (1965), uma produção anglo-alemã, atuou ao lado da ex estrela e ex esposa do produtor Howard Hughes Terry Moore.

Atuou com Frankie Avalon, ex astro dos filmes da praia, em O Milhão de Olhos de Su-Muru (The Million Eyes of Sumuru, 1967).

Em Pum, Pum, Você Está Morto (Our Mai in Marrakesh, 1969), atuou com Tony Randall e o alemão Klaus Kinski, com quem faria muitos outros filmes.

Com ele, em seguida, fez o inglês Cinco Dragões Dourados (Five Golden Dragons, 1967), ao lado de outras estrelas como Brain Donlevy, George Raft e Christopher Lee, com quem também faria muitos filmes. Com Lee ela atuaria em A Filha Diabólica de Fu Manchu (The Vengeance of Fu Manchu, 1967), Fu Manchu e o Beijo da Morte (The Bllod of Fu Manchu, 1968), The Face of Eve (1968), Conde Drácula (Nachts, Wenn Draculla Erwacht, 1970), O Juiz Sanguinário (Il Trono di Fuoco, 1970), De Sade 70 (1970) e Cuadecud, Vampir (1971).

Com Christopher Lee em O Juiz Sanguinário


Na Espanha, atuou com outro mestre do terror, Vincent Price, no filme La Casa de Las Mil Muñecas (1967). Atuou ainda com Maria Schell e Mercedes McCbridge em 99 Mulheres (Der Der heiße Tod, 1969); A Mulher do Rio (Die Sieben Männer der Sumuru, 1969), filme alemão rodado no Brasil;
atuou com Jack Palance em Santuário Mortal (Marquis de Sade: Justine, 1969); com James Darren
 atuou em Vênus em Fúria (Paroxismus, 1969), com Helmut Berger fez O Retrato de Dorian Gray
(Das Bildnis des Dorian Gray, 1970); O Potro Negro (Black Beauty, 1971); Com Orson Welles atuou em Piratas da Ilha do Tesouro (Treasure Island, 1972) e O Último dos Dez (Ein Unbekannter rechnet ab, 1974) e atuou ainda com Charlton Heston em Catástrofe nas Selvas (The Call of the Wind, 1972).

Com Vincent Price e George Nader em La Casa de Las Mil Muñecas 



Com James Dareen em Vênus em Fúria


Seu último filme foi Quando Acaba a Inocência (La Fine Dell'Innocenza, 1976), do diretor Massimo Dallamano, mas foi mesmo com Jésus Franco que ela fez seus filmes mais famosos. Com o cineasta espanhol atuou em nove filmes em dois anos, geralmente ao lado da atriz Soledad Miranda, que faleceu precocemente em um acidente de avião em 1970.

No final da década de 70 Maria Rohm decidiu abandonar as telas para se dedicar a produção, ao lado de seu marido. Eles tornaram-se empresários do ramo independente muito bem sucedidos, numa parceria que durou até a morte de Towers em 2009.

Maria Rohm faleceu em 18 de junho de 2018, aos 72 anos de idade, em Ontário, Canadá.



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