O polêmico galã Frank Shields, tenista, ator e avô de Brooke Shields


Frank Shields, o avô da atriz Brooke Shields, a estrela de A Lagoa Azul (The Blue Lagoon, 1980) foi um famoso tenista na década de 30. Muito bonito, o atleta foi convidado para atuar no cinema, numa tentativa da MGM de criar um "Novo Robert Taylor".


Francis Xavier Alexander Shields  nasceu em 18 de novembro de 1909, na cidade de Nova York. 

Frank Shields despontou para a fama como tenista, e entre 1928 e 1945 ele foi classificado oito vezes no Top 10 dos jogadores norte-americanos. Em 1930 ele chegou ao número 1 nos EUA e no quinto lugar mundial.

Em 1931 chegou a final de Wimbledon, mas uma lesão no tornozelo na partida anterior fez ele desistir do campeonato, foi a única vez que uma final de Grand Slam foi vencida por desistência. Porém, problemas de comportamento e excessos de bebedeiras prejudicaram sua carreira.

Em 1933 ele foi expulso da Copa Davis por mau comportamento, mesmo tendo vencido 19 das 25 partidas que disputou entre 1931 e 1934. Shields era conhecido por zombar do tenista Bryan Grant, por causa de sua estatura. Ele chamava o atleta de "pequeno barbeador", e certa vez, bêbado, segurou Grant de cabeça pra baixo, do lado de fora da janela de um hotel.


Mesmo com toda a polêmica, a MGM resolveu apostar no charmoso tenista. Shields estreou no cinema em um pequeno papel no filme O Cruzador Misterioso (Murder in the Fleet, 1935), justamente ao lado de Robert Taylor, o galã que os estúdios tentavam imitar. Em seguida ele teve um papel maior em Só Assim Quero Viver (I Live My Life, 1935), uma super produção estrelada por Joan Crawford e Brian Aherne.

Brian Aherne, Aline MacMahon e Shields em Só Assim Quero Viver 

Mas Shields não era um bom ator, e os problemas que ele causava nos bastidores fizeram com que a MGM rescindisse seu contrato.

Frank Shields sendo maquiado na MGM

Samuel Goldwyn então o contratou para atuar em Meu Filho é Meu Rival (Come and Get It, 1936), estrelado por Frances Farmer. Sem contrato fixo, ele ainda tentou a carreira de ator, sendo contrato por obra, geralmente em produções de baixo orçamento.

John Payne, Andrea Leeds e Shields nos intervalos de filmagem de Meu Filho é Meu Rival

Na Republic teve um papel de destaque em Affairs of Cappy Ricks (1937). Foi suficiente para a Warner Bross se interessar pelo galã e lhe oferecer um bom contrato. Mas novamente o seu comportamento fez com ele logo fosse dispensado. Na Warner ele atuou apenas em um curta-metragem chamado Rhythm Roundup (1937), mesmo com toda publicidade promovida pelo estúdio.


Novamente desempregado, Shields foi contratado para atuar em um filme na Monogram, O Filho do Herói (Hoosier Schoolboy, 1937), estrelado por Mickey Rooney, onde também teve um papel de destaque.
Anne Nagel, Mickey Rooney e Frank Shields em O Filho do Herói

Como ator, também chegou a ser contratado pela United Artists, mas nunca chegou a filmar nada por lá.

Ele ainda trabalharia com Samuel Goldwyn novamente, em pequenos papéis (quase figurante) nos filmes Beco Sem Saída (Dead End, 1937) e Goldwyn Follies (The Goldwyn Follies, 1938).

Samuel Goldwyn, um importante produtor, escalava o tenista-ator para papéis que precisassem de homens bonitos, pois o produtor considerava que ele tinha "o nariz mais perfeito de Hollywood", comparando-o com o ideal do perfil grego clássico.

Em Beco Sem Saída Frank Shields, que nem foi creditado, aparecia numa cena, como "um homem bem vestido" e em Goldwyn Follies, ele interpretava um assistente de diretor. Este foi seu último trabalho no cinema.



Frank Shields em Goldwyn Follies

A vida pessoal do galã também era conturbada. Em 1932 ele se casou com Rebeca Tenney, que pediu o divórcio em 1940, alegando "intemperança e crueldade habitual". Ainda em 1940 ele se casou com a aristocrata Marina Torlonia di Civitella-Cesi, filha de Marino Torlonia, 4º Príncipe de Civitella-Cesi. Marina também era irmã de Alessandro Torlonia, marido da infanta espanhola Beatriz de Borbón.

Com Marina teve dois filhos,Cristina Marina Shields e Francis Xavier Alexander Jr, este último, pai da atriz Brooke Shields. O casamento durou até 1949.

Francis Xavier Alexander Jr e sua pequena Brooke Shields

Ele ainda casaria-se mais uma vez, e voltaria a se divorciar novamente. Seu filho Francis não tinha um bom relacionamento com o pai, e assim, Brooke Shields nunca conviveu com o avô. Curiosamente, ela foi casada com Andre Agassi, tenista como seu avô.

Brooke Shields e Andre Agassi

Nos últimos anos de vida Frank Shields bebia com muita frequência, e tinha um comportamento destrutivo e violento Após já ter sofrido dois ataques cardíacos e um acidente vascular cerebral, ele faleceu em 19 de agosto de 1975, após sofrer um terceiro ataque cardíaco dentro de um táxi em Manhattan. Ele tinha 65 anos de idade.

Frank Shields e Mary Astor

Philo T. Farnsworth, o inventor da televisão, demonstrando uma câmera para Shields e Lester Styoffen durante a Copa Davis de 1930.


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Que fim levou? Suzanne Crough, de A Família Dó-Ré-Mi



Na década de 70, a Rede Globo de televisão começou a exibir a série A Família Dó-Ré-Mi (The Partridge Family, 1970 - 1974), produzida pela Screem Gems Network. A série retratava o dia a dia de uma família de músicos, liderados pela mãe Shirley Partridge (papel interpretado pela atriz Shirley Jones).



Todos os filhos da família eram também prodígios musicais: Keith Partridge (David Cassidy), Laurie Partridge (Susan Dey) Danny Patridge (Danny Bonaduce), Chistopher (interpretado por dois atores Brian Forster e Jeremy Gelbwaks) e Tracy Patridge (Susan Crough), a caçula da família.


Suzanne Crough nasceu em 6 de março de 1963, em Fullerton, Califórnia. A mais jovem integrante da Família Partridge tinha apenas sete anos de idade quando a série estreou. O papel de Tracy foi sua primeira incursão na carreira artística.

Suzanne, que tocava tamborim e pandeiro, permaneceu na série até o seu cancelamento, em 1974. Ela tornaria a repetir a personagem nos desenhos animados derivados da série, emprestando a sua voz às animações Goober e Os Caçadores de Fantasmas (Goober and the Ghost Chasers, 1973) e Família Dó-Ré-Mi (Partridge Family 2200 AD, 1974). Mas, apesar do sucesso da série, a atriz mirim não repetiu o sucesso com o fim desta.

Após o término de A Família Dó-Ré-Mi, Suzanne atuou pouco.

Seu primeiro papel depois da série foi no telefilme Dawn: Portrait of a Teenage Runaway (1976). Depois ela conseguiu um papel regular na série Mulligan's Stew (1977), que só durou uma temporada. Em 1978 Suzanne apareceu em um episódio da série A Mulher Maravilha (Wonder Woman), estrelada por Lynda Carter. Depois disto, a atriz só faria mais um trabalho, atuando no telefilme Filhos do Divórcio (Children of Divorce, 1980).

Lynda Carter e Suzanne Crough.

Aos 17 anos, Suzanne Crough abandonou a vida artística. Ela então retomou os estudos e formou-se na faculdade e, ainda em 1980, montou uma livraria na cidade de Temecula, na Califórnia. Em 1985 ela casou-se e teve duas filhas. Posteriormente, trabalhou como gerente de uma loja de calçados e, depois, em uma loja de materiais de escritório.

Mas, apesar de afastada da vida pública, constantemente ela comparecia a eventos e convenções de fãs relacionados à série.

Suzanne também comparecia às reuniões do elenco, mas qualquer tentativa de reunir o elenco em algum especial de retorno da Família Dó-Ré-Mi sempre foi descartada, devido às desavenças entre a atriz Susan Dey e o ator David Cassidy.



Brian Forster, Suzanne Crough, David Cassidy, Danny Bonaduce reunidos em 2010.

Infelizmente, a mais jovem integrante da Família Partridge foi a primeira a falecer. Suzanne Crough morreu em 27 de abril de 2015. A atriz foi vítima de uma rara arritmia cardíaca, que lhe tirou a vida com apenas 52 anos de idade.

Relembre Suzanne em A Família Dó-Ré-Mi

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Por onde anda a atriz Susan Dey?



Em 1970, a emissora de televisão ABC criou a série musical A Família Dó-Ré-Mi (The Partridge Family, 1970-1974), que tornou-se um sucesso imediato, durando quatro temporadas, totalizando 96 episódios. Curiosamente, a série que retratava uma família de cantores e músicos fora inspirada na história real da família Von Trapp, que foi retratada no filme A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1964).



A série era estrelada pela atriz Shirley Jones, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Entre Deus e o Pecado (Elmer Gantry, 1960) e pelo jovem e belo ator e cantor David Cassidy. 

Cassidy, que interpretava o filho de Jones na série, era enteado da atriz na vida real. Susan Dey vivia a jovem Laura Partridge.

Susan Hallock Dey nasceu em 10 de dezembro de 1952, em Pekin, Illionis. Filha de um jornalista e uma enfermeira, Susan começou a trabalhar como modelo ainda criança, chamando a atenção por sua beleza.

Susan Dey, como modelo

Aos 17 anos, sem nenhuma experiência como atriz, aceitou o convite para ingressar no elenco de A Família Dó-Ré-Mi. O papel inicialmente fora oferecido para a jovem cantora Olivia-Newton John, que foi aconselhada por seu agente a recusar o mesmo. A série tornou-se um sucesso imediato, catapultando a atriz ao estrelato.

A família Patridge fez tanto sucesso, que começou a "aparecer" em diversos veículos, sendo convidados em desenhos animados como Os Flintstones e Goober e os Caçadores de Fantasmas (Goober and the Ghost Chasers).

Em 1974, eles ganharam a sua própria animação, o desenho futurista Partridge Family 2200 AD(1974-1975), produzidos pela Hanna Barbera. Muito parecido com Os Jetson, o desenho foi exibido no Brasil com o nome de Família Dó-Ré-Mi.


Quando a série foi cancelada, Susan passou a fazer aparições em séries como atriz convidada, mas sua carreira nunca mais teve a mesma repercussão. Ela havia estreado no cinema em Vôo 502: Em Perigo (Skyjacked, 1972) e protagonizou alguns telefilmes, mas nunca deslanchou como atriz cinematográfica. Em 1978, ela recusou o papel principal em Grease, Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978), que foi para Olivia-Newton John (que havia recusado o papel original em Família Dó-Ré-Mi anos antes).

Susan Dey e Leslie Uggams em Vôo 502: Em Perigo (Skyjacked, 1972).

Seu filme mais importante foi O Seu Primeiro Amor (First Love, 1977), ao lado de William Kat, que anos mais tarde protagonizaria a série Super-Herói Americano(The Greatest American Hero, 1981-1986).

Susan voltou a atuar em séries de TV, como Loves Me, Loves Me Not (1977), L.A. Law (1986-1994) e Love & War (1992-1995). Por seu papel da advogada Grace Van Owen, em L.A. Law, foi indicada cinco vezes ao Globo de Ouro, sendo agraciada com o prêmio em 1988.

Harry Hamlin e Susan Dey em L.A. Law.

Seu último trabalho como atriz foi em uma participação de dois episódios na série Parceiros da Vida (Third Watch), em 2003.

Susan Dey em Parceiros da Vida (Third Watch).

Em 1994, o ator David Cassidy lançou uma biografia, onde contou ter tido um relacionamento amoroso com a atriz. Susan ficou brava e cortou relações com Cassidy. Devido a isso, a atriz se recusou a participar de qualquer reunião do elenco da série. Com a morte de David e da atriz Suzanne Crough em 2015 (ela interpretava a pequena Tracy e faleceu aos 52 anos de idade), uma reunião do elenco nos dias de hoje parece algo praticamente impossível.

Casada e mãe de uma filha, Susan Dey hoje é membro do conselho do centro Médico da Universidade da Califórnia, dedicado a vítimas de abusos sexuais. Também trabalhou como produtora de filmes e documentários e ministra palestras contando como superou a anorexia nervosa que ela teve por muitos anos.
Confira um tributo a atriz Susan Dey

Susan Dey atualmente


Susan Dey e David Cassidy


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O retorno da pioneira Leslie Uggams


Recentemente Deadpool (Idem, 2016) e sua sequência Deadpool 2 (Idem, 2017), tornaram-se sucessos de bilheteria em todo o mundo. Além de popularizar o anti-herói dos quadrinhos da Marvel, Deadpool marcou o retorno da veterana atriz e cantora Leslie Uggams, no papel de "Blind Al" (a cega Al, na tradução) cuja carreira tem quase 70 anos.

Leslie Marian Uggams nasceu no bairro do Harlem Nova York), em 25 de maio de 1943. Filha de Juanita Ernestine, uma corista no famoso Cotton Club, e de Harold Couden Uggams, um operador de elevadores e integrante do coral do famoso Hall Johnson, Leslie começou a se apresentar com apenas quatro anos de idade, influenciada pela carreira dos pais. Ela se apresentava no Teatro Apollo, no Harlem, como uma atração adicional, abrindo shows de artistas como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald e Dinah Washington.

Em 1951 estreou como atriz profissionalmente, atuando na série de televisão Beulah (1950-1952), o primeiro siticom estrelado por artistas negros da televisão. Surgido inicialmente na rádio CBS, contava a história de Beulah Brown, uma dona de casa que era excelente cozinheira.

Na TV, Beulah foi interpretada por diversas atrizes, como Ethel Walters, Louise Beavers e Hattie MacDaniel, a primeira atriz negra a vencer um Oscar, por seu papel em ...E O Vento Levou (...Gone With The Wind, 1939). Assista Hattie recebendo seu prêmio, com legendas em português aqui.


Na série Uggams interpretou uma sobrinha de Beulah, na época em que a protagonista era a atriz Ethel Walters. Infelizmente, muitos dos episódios da série se perderam com o tempo.

Como cantora, Leslie estreou na televisão no programa The Lawrence Welk Show, e participou regularmente do programa de TV Sing Along With Mich, estrelado pelo produtor de discos Mitch Miller. Em 1954 ela tornou-se uma espécie de ídolo teen, e seus discos One More Sunrise e House Built on Sand entraram para a lista dos mais vendidos da Billboard.

Leslie Uggams cantando na televisão em 1954

Em 1960 duas canções suas foram incluídas na trilha sonora do filme O Vento Será Tua Herança (Inherit the Wind, 1960), de Stanley Kramer. Em 1962 ela estreou no cinema, aparecendo como cantora no filme A Cidade dos Desiludidos (Two Weeks in Another Town, 1962). Dirigido por Vincete Minelli, o filme tinha um elenco de astros como Kirk Douglas, Cyd Charrise, Edward G. Robinson, Claire Trevor, George Hamilton, Daliah Lavi e Rosanna Schiaffino. Leslie na época tinha 17 anos, e apareceu cantando "Don't Blame Me".

TRAILER DE A CIDADE DOS DESILUDIDOS

Após estrear no cinema, Leslie fez aparições como atriz em séries de televisão como A Garota da U.N.C.L.E (The Girl form U.N.C.L.E) e Os Destemidos (I Spy). Em 1969 ela ganhou o seu próprio programa de televisão, o The Leslie Uggams Show, tornando-se a primeira apresentadora negra na televisão norte-americana. Mas apesar do pioneirismo, o programa só foi ao ar entre setembro e dezembro daquele ano.

Leslie Uggams e Dick Van Dyke na estréia do The Leslie Uggams Show

Leslie Uggams e os The Temptations no The Leslie Uggams Show

Sem muitas oportunidades no cinema e televisão, passou a dedicar a atenção a carreira de cantora e aos trabalhos na Broadway. Em 1967 ela estrelou Aleluia, Baby!, depois que Lena Horne recusou o papel principal. Por este trabalho ela recebeu o prêmio Tony de Melhor Atriz.

Leslie em Aleluia, Baby!

No teatro, destacou-se ainda em Blues in the Night (1982), Jerry's Girl (1985), Anything Goes on Broadway (1989), August Wilson King Hedley II (2001), Thorought Modern Millie (2003-2004) e On Golden Pond (2004). Em 1991 ela deu vida a Ethel Walters na peça Stringbean e em 2009 ela interpretou Lena Horne em Stormy Wheather.

Leslie e James Earl Jones em One Golden Pond,
que nos cinemas ganhou o nome de Num Lago Dourado

Foi no teatro também que Leslie conheceu o seu marido, o ator Grahame Pratt. Eles se casaram em 1965 (e permanecem casados até hoje). Como eram um casal inter-racial, enfrentaram muitos problemas com o preconceito, e precisaram mudar de estado, devido as leis de segregação racial dos Estados Unidos.

Leslie e o marido Grahame Pratt

No cinema atuou em poucos filmes, aparecendo em Black Girl (1972), Poor Pretty Eddie (1975), Vôo 502: Em Perigo (Skykacked, 1972), Duelo em Chicago (Sizzle, 1981) e Inferno Branco (Sugar Hill, 1993).

Leslie, Yvette Mimieux e Susan Dey em Vôo 502: Em Perigo 

 Na televisão, apareceu em séries como O Barco do Amor (The Love Boat) e Magnun (Magnun P.I.). Mas seu papel mais marcante será sempre o de Kizzy Reynolds na minissérie Raízes (Roots, 1977), que lhe valeu uma indicação ao Emmy e ao Globo de Ouro. Ela receberia outra indicação ao Emmy por seu papel na minissérie Backstairs at the White House (1979). Também recebeu dois prêmios Emmy como apresentadora do game show Fantasy (183-1984).

Leslie Uggams em Raízes

Após um tempo atuando em papéis inexpressivos, Leslie foi escalada para a mega produção Deadpool, onde interpreta Blind Al, a senhora cega que cuida do personagem principal, interpretado por Ryan Reynolds.

Leslie e Ryan Reynolds

O sucesso do filme garantiu a atriz um retorno às telas. Além de atuar na sequência do filme em 2017, ela foi convidada para atuar no filme A Vida Imortal de Henrietta Lacks (The Immortal Life of Henrietta Lacks, 2017) e ganhou um papel fixo na série Empire: Fama e Poder (Empire, 2016-2017).

Leslie em Empire

Fora das telas, a atriz dedica seu tempo a causas sociais. É membro de uma associação de teatro infantil para crianças carentes e fundadora da BRAVO, uma organização de caridade dedicada ao estudo, tratamento e erradicação de toas as doenças relacionadas ao sangue. Suas filhas Danielle Chambers e Justice Pratt também são atrizes e cantoras.


Leslie e Nat King Cole

Leslie e Sidney Poitier

Leslie no programa The Ed Sullivan Show

Leslie ainda estrela mirim

No programa Vila Sésamo (The Muppets Show)

Leslie Uggams

Leslie e o marido em 2018



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Quem fim levou Manuel Padilla Jr.?

Manuel Padilla Jr. e Ron Ely em Tarzan


Na década de 70, a Rede Globo exibiu a série de TV TARZAN (1966-1968), estrelada pelo ator Ron Ely, no papel principal, e pelo menino Manuel Padilla Jr, que interpretava o órfão Jay, fiel companheiro do "Homem Macaco". A série, inclusive, teve diversos episódios gravados no Brasil (as Cataratas do Iguaçu apareciam na abertura do programa).


Manuel Padilla Jr. nasceu em 13 de julho de 1955, em Los Angeles, Califórnia. Aos oito anos de idade, o menino fez sua estreia como ator, fazendo um papel na série de televisão Sam Benedict, em 1963. No mesmo ano, fez sua estreia no cinema, atuando no filme A Moeda da Sorte (Dime with a Halo, 1963), da MGM. Manuel interpretava o pequeno Rafael, um dos cinco meninos de rua que roubam uma moeda da caixa da igreja para apostar nas corridas de cavalo.

Em seguida, ele estrelou Brincando de Guerra (The Young and the Brave, 1963), ao lado do ator Rory Calhum.

Rory Calhum, Manuel Padilha Jr e o cão Flame em Brincando de Guerra


O ator mirim continuaria atuando com bastante frequência, geralmente interpretando personagens latinos pobres, geralmente órfão ou desamparado. Ele apareceu em filmes como Robin Hood de Chicago (Robin and the 7 Hoods, 1964), Silvia (Sylvia, 1964) e O Pistoleiro de Esporas Negras (Black Spurs, 1965). Na televisão, atuou em séries como O Jovem Dr. Kildare (Dr. Kildare) e Couro Cru (Rawhide).

Joanne Dru, Manuel Padilha Jr. e George Maharis em Silvia (Sylvia, 1965)


Em 1965, Manuel atuou em Caçadores de Feras (Taffy and the Jungle Hunter, 1965), o primeiro "filme das selvas" que ele faria, gênero que posteriormente o consagraria. No ano seguinte, atuaria em Tarzan e o Vale do Ouro (Tarzan and the Valley of Gold, 1966), estrelado por Mike Henry. Com Henry, veio ao Brasil rodar Tarzan e o Grande Rio (Tarzan and the Great River, 1967), que tinha o brasileiro Paulo Gracindo no elenco, entre outros.

A NBC aproveitando-se do sucesso dos filmes e resolveu gravar uma série de televisão com o personagem de Edgar Rice Burroughs, mas o ator Mike Henry se desentendeu com os produtores e foi substituído pelo ator Ron Ely  Manuel Padilla, que interpretara personagens diferentes em ambos os filmes, acabou contratado para o elenco fixo da série, dessa vez, interpretando o menino Jay, o amigo de Tarzan (a série não tinha a personagem Jane).

Mike Henry, Manuel Padilha e Diana Millay em Tarzan e o Grande Rio


Com o fim da série, o menino ingressou no elenco de A Noviça Voadora (The Fllying Nun, 1967-1970), estrelada por Sally Field. Novamente, ele interpretava um órfão, o menino Marcello, amigo da Irmã Bertrille (papel de Field).

Manuel Padilla Jr., Alejandro Rey e Farrah Fawcett em A Noviça Voadora


Infelizmente, Manuel Padilla Jr. não fez uma boa transição de ator mirim para a fase adulta. Com a chegada da adolescência, os trabalhos foram diminuindo. Ele fez pequenos papéis em filmes como Um Homem Chamado Cavalo (A Man Called Hors, 1970) e A Grande Esperança Branca (The Great White Hope, 1970), sempre interpretando esterótipos latinos ou indígenas. Na televisão, ainda atuou em séries como Gunsmoke e Bonanza.

Ele voltou a ter uma melhor oportunidade ao ser escalado por George Lucas como Carlos, um líder de gangue em Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973). Ele repetiria o papel na continuação American Graffiti - E a Festa Acabou (More American Graffiti, 1979).

Ron Roward e Manuel Padilla Jr em Loucuras de Verão


Depois disto, só faria mais um filme, Scarface (Idem, 1983), praticamente como figurante. Depois, afastou-se da carreira artística, dedicando-se a outras atividades e passou a residir na cidade de Pomona.

Em 2008, ele reapareceu em um evento dedicado aos fãs do filme Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973). Poucos dias depois, em 29 de janeiro de 2008, ele faleceu vítima de um tumor cerebral, com apenas 52 anos de idade.


Manuel Padilla Jr e um fã em um evento dedicado ao filme Loucuras de Verão,

em 2008, sua última aparição pública.


Relembre a abertura brasileira da série Tarzan








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