Morreu o ator Robert Dowdell, de Viagem ao Fundo do Mar



Morreu no dia 23 de janeiro o ator Robert Dowdell, que interpretou o tenente comandante Chip Morton na série Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea, 1966-1967).

Embora já tivesse feito alguns trabalhos na televisão, inclusive com certo destaque em séries Stoney Burke e Surfside 6, foi em Viagem ao Fundo do Mar que o ator ficou mais conhecido. Inclusive Bob Dowdell foi escolhido pelo produtor Irwin Allen após dizer no teste de elenco que seu primeiro e único objetivo na vida era ser ator.


Nascido em Park Ridge, Illinois, em 10 de março de 1932.  Dowdell cursou a Universidade de Chicago com uma bolsa de estudos, mas deixou os estudos para entrar no exércio.

Após dar baixa, trabalhou em uma ferrovia, foi lavador de aviões, caminhoneiro, vendedor de livros e trabalhou em uma montadora de automóveis.

Em 1954 estreou como ator em The Dybbuk, uma produção off-Broadway. Considerado um ator fraco, foi substituído após um mês de apresentações. Mas com o salário que recebeu pagou aulas de interpretação.

Após estudar teatro, foi escolhido para atuar em Time Limit (1956), um importante espetáculo da Broadway. Em seguida atuou em The Lovers (1956), fazendo par romântico com Joanne Woodward nos palcos.

Um produtor o viu no teatro e o levou para televisão, onde ele estreou em um episódio da série Studio One, em 1956.
  
No teatro ainda trabalharia sob a direção de John Frankenheimer em The Midnight Sun (1959). Em The Fifth Column (1961), contracenou com Richard Burton e Maximillian Schell e em Five Finger Exercise (1961), atuou ao lado de Jessica Tandy.

Foi então que ganhou o papel de Cody Bristol na série Stoney Burke. Ao fim da série, foi contratado pela ABC para ingressar no elenco de Viagem ao Fundo do Mar.

Como Cody Bristol

Quando a série foi cancelada em 1968, ele passou a fazer participações ocasionais em séries de TV, sem repetir o mesmo sucesso.

No cinema atuou pouco, aparecendo em filmes como Macho Callahan (Idem, 1970), Terror in the Sky (1971) e Cidade Sob O Mar (City Beneath the Sea, 1971).



A morte do ator foi divulgada pela sua família, em sua página pessoal no Facebook. Ele tinha 85 anos.





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Carlos Heitor Cony e o cinema


Filho do jornalista Ernesto Cony Filho, Carlos Heitor Cony nasceu no Rio de Janeiro em 14 de março de 1926. Alfebetizado em casa, Cony é mais lembrado pela sua carreira de jornalista e escritor, e por ser membro da Acadêmia Brasileira de Letras (ABL) desde 2000.

Em 1952 tornou-se redator da Rádio Jornal do Brasil, seu primeiro contrato como escritor profissional e em 1958 publicou O Ventre, seu primeiro romance. Em 1960 entrou para o Correio da Manhã, onde iniciou-se nas atividades de jornalista.

Um dos escritores mais respeitados do Brasil, Cony também manteve longas relações com o cinema. Em 1965 ele escreveu uma Charles Chaplin, um ensaio biografico sobre o ator e diretor inglês. 


Neste mesmo ano, foi contratado pela TV Rio para escrever o roteiro de Comédia Carioca, dirigida por John Herbert. Estrelada por Herbert e sua então esposa Eva Wilma, novela seriada remetia ao antigo sucesso do casal, Alô Doçúra, mas agora com mais referências a cidade do Rio de Janeiro (o seriado anterior se passava em São Paulo).


No ano seguinte Cony fez sua primeira incursão no cinema, mas não como escritor. O cineasta Roberto Santos o convidou para um papel no filme As Cariocas (1966). Em 1968 ele voltaria a atuar no cinema em A Vida Provisória (1968). Neste mesmo ano foi rodado Antes, o Verão (1968), primeiro longa metragem baseado em um texto seu.

Seus livros e contos também foram adaptados para os longas Um Homem e Sua Jaula (1969) e Intimidade (1975).

Como roteirista Cony escreveu Os Primeiros Momentos (1973), A Noite do Massacre (1975), Paranóia - Uma Longa Noite de Terror (1976) e Os Trombadinhas (1979). Este último, dirigido por Anselmo Duarte, teve o roteiro co-escrito pelo jogador de futebol Pelé, o astro do filme.

Kátia D´Angelo e Pelé no cartaz de Os Trombadinhas (1979)

Em 2007 Cony voltou a brincar de ator em Sambando nas Brasas, Morô? (2007) e em 2015 Ruy Guerra adaptou Quase Memória, um dos seus livros mais bem sucedidos, para as telonas do cinema.

Tony Ramos em Quase Memória (2015)

Para a televisão Carlos Heitor Cony foi responsável por roteiros de novelas e miniséries como Marquesa de Santos (1984), Dona Beija (1986) e Kananga do Japão (1989), todas da Rede Manchete de Televisão.

Carlos Heitor Cony faleceu em 05 de janeiro de 2018, aos 91 anos, devido a uma falência múltipla de órgãos.


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