Atriz Pat Carroll, a voz de Ursula, em a Pequena Sereira, morre aos 95 anos de idade



A atriz e dubladora norte-americana Pat Carroll morreu no dia 30 de julho, aos 95 anos de idade. Ela estava internada com pneumonia. A atriz era famosa principalmente por seus trabalhos na televisão e como dubladora, onde emprestou a sua voz para a vilã Ursula em A Pequena Sereia (The Little Mermaid, 1989).




Nascida em 1927, e estreou no cinema em Hometown Girl (1948), mas seria na televisão que a atriz faria a maior parte de seus trabalhos. Pat Carroll ficou famosa ao trabalhar na série Caesar's Hour (1954-1957), que lhe valeu um prêmio Emmy, em 1957.



Ela trabalhou em outros programas famosos da televisão norte-americana, como The Danny Thomas Show (1961-1964) e The Red Skelton Show (1962-1968). Na TV, também interpretou Prunella, a meia irmã malvada de Julie Andrews em Cinderella (Idem,1 965).


Barbara Ruick e Pat Carroll em Cinderella

Além disto, Pat Carroll fez inúmeros trabalhos como dubladora, carreira iniciada em 1956 quando ela dublou a mãe do ceguinho Mr. Magoo.

No cinema, atuou em filmes como Tem Um Homem na Cama da Mamãe (With Six You Get Eggroll, 1968), Coletora de Canções (Songcatcher, 2000), Nancy Drew e o Mistério de Hollywood (Nancy Drew, 2007), Escritores da Liberdade (Freedom Writes, 2007), Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, 2011), além de ter um papel fixo na série Longe dos Olhos, Perto do Coração (Too Close for Confort, 1986-1987).


Pat Carroll em Tem Um Homem na Cama da Mamãe


Pat Carroll em  Coletora de Canções


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Morre a atriz Nichelle Nichols, a Tenente Uhura de Jornada nas Estrelas (Star Trek)


Nichelle Nichols, a atriz que ficou imortalizada como Tenente Nyota Uhura na série Jornada nas Estrelas (Star Trek), faleceu no dia 30 de julho, aos 89 anos de idade. A morte da atris foi comunicada através de seu filho, que não divulgou a causa da morte.

Nichols também viveu Uhura foi mais que um personagem em uma série clássica, mas foi uma divisora na luta conta o racismo nos Estados Unidos na década de 60.

Whoopi Goldenberg, atriz vencedora do Oscar, declarou em uma entrevista certa vez que virou atriz por causa de Nichelle. Ela tinha 10 anos quando viu Jornada nas Estrelas pela primeira vez, e ao ver Nichelle atuando saiu correndo até sua mãe, dizendo "acabei de ver uma mulher negra na televisão, e ela não era uma empregada!".

Nichelle Nicols

Grace Nichols em 28 de dezembro de 1932 em Robbins, Illinois. Ela iniciou sua carreira como dançarina, aos 15 anos de idade, na companhia de Katherine Dunham, em 1947. No ano seguinte ingressou como dançarina e cantora na na orquestra de Duke Ellington. Ela também cantou com Lionel Hampton antes de estrear no cinema.

Nichelle Nicholson na companhia de Katherine Dunham, em 1947

Nichelle estreou no cinema como dançarina em Porgy & Bess (Porgy and Bess, 1959), estrelado por Dorothy Dandridge. Nichelle só retonarnia ao cinema em Feita em Paris (Made in Paris, 1966), em um pequeno papel. Seu primeiro papel de destaque foi em A Mulher Sem Rosto (Mister Buddwing, 1966).

Nichelle Nichols em A Mulher Sem Rosto

Após aparecer no filme Doutor, o Senhor Está Brincando! (Doctor, You've Got to Be Kidding!, 1967) e em dois episódios da série Tarzan, estrelada por Ron Ely e Manuel Padilla Jr., ela foi convidada para viver a Tenente Uhura em Jornada nas Estrelas (Star Trek, 1966-1969).

Nichelle foi convidada pelo criador da série, Gene Roddenberry. A atriz havia impressionado Gene quando atou em um episódio da série The Lieutenant, também criada por ele. 

Leonard Nimoy e Nichelle Nichols em Jornada nas Estrelas

Nichelle interpretava a Tenete Nyota Uhura, mais tarde promovida a capitão-de-fragata da Enterprise. Sua personagem revolucionou a televisão norte-americana. Uhura tinha um papel de comando, e foi a primeira artista negra em um papel de destaque, sem ser uma criada, na televisão nos Estados Unidos.

Junto com William Shatner ela também protagonizou o primeiro beijo interracial da televisão americana, no episódio Plato's Stepchildren (1968). Após o beijo, a série recebeu milhares de cartas de todo o país, com elogíos e críticas por parte da audiência.

Nichelle Nichols e William Shatner em Plato's Stepchildren

Em 1968 a atriz declarou que desejava sair da série. Martin Luther King então a procuou, e pediu para ela continuar, pois sua personagem era uma inspiração para a juventude negra. Nichelle renovou o contrato, e pouco tempo depois Martin Luther King foi assassinado. Ela permaneceu na série até 1969, quando ela foi cancelada.

Com o fim da série, ela não encontrou muitos papéis. Fez poucas aparições na televisão e atuou no filme Truck Turner (1973). Jornada nas Estrelas voltou a ser produzida entre 1973 e 1974, com Nichelle Nichols de volta ao elenco.

Ela também atuou em Jornada nas Estrelas: O Filme (Star Trek: The Motion Picture, 1979), e diversos outros filmes derivados da série, como Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Khan, 1982), Jornada nas Estrelas III: À Procura de Spock (Star Trek III: The Search for Spock, 1984), Jornada nas Estrelas IV - A Volta para Casa (Star Trek IV: The Voyage Home, 1986), Jornada nas Estrelas V - A Última Fronteira (Star Trek V: The Final Frontier, 1989) e Jornada nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida (Star Trek VI: The Undiscovered Country, 1991). Ela também participou de alguns especiais da série, além de dublar diversos video games.

Nichelle Nichols e elenco original em Jornada nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida

Longe da série Nichelle Nichols atuou em poucos filmes, dos quais destacamos Os Sobrenaturais (The Supernaturals, 1986), Neve pra Cachorro (Snow Dogs, 2002), Querem Acabar Comigo (Are We There Yet?, 2005) e Sharknado 5: Voracidade Global (Sharknado 5: Global Swarming, 2017). Em 2007 ela interpretou Nana Dawson na série Heroes.


Sisqo (Mark Durell Andrews). Nichelle Nichols, Cuba Gooding, Jr. em Neve pra Cachorro

Na década de 80 Nichelle foi convidada para participar do conselho de administração da NASA, que lhe pediu para participar de seu programa de recrutamento de astronautas para o projeto do ônibus espacial. Infelizmente três de seus recrutas faleceram na explosão da nave Challenger.

Outra tragédia enfrentada pela atriz ocorreu em 1997, quando seu irmão mais novo morreu em um suicídio coletivo em uma seita em Rancho Santa Fé, na Califórnia.

Em 2015 ela sofreu um Acidente Isquêmico Transitório, que limitou seus movimentos. Apesar disto, ela também esteve no elenco de Star Trek: First Frontier (2020) e de Star Trek Renegades OMINARA, que ainda não tem dada para ser lançado.









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A polêmica atriz Laura Zapata, a irmã de Thalía


Laura Zapata é uma atriz muito respeitada em seu país de nascimento, o México, e tem uma longa carreira nos palcos, cinema e televisão, além de ter se aventurado também como cantora. Conhecida pelos seus papéis de antagonista na televisão, ela é famosa no Brasil por ter interpretado vilãs icônicas em novelas mexicanas, exibidas pelo SBT.

Laura é a irmã mais velha da atriz e cantora Thalía, com quem já contracenou, e tem uma relação bem conturbada.


Laura Zapata e Thalía em Maria Mercedes


Laura Zapata e a jovem Thalía


Laura Gadalupe Miranda Zapata nasceu na cidade do México em 31 de julho de 1956. Ela é filha do pugilista Guillermo Zapata e da empresária Yolanda Miranda Mange. Mas seus pais se separaram quando ela era criança, e sua mãe casou-se novamente.

Nesta nova união, nasceram a cantora e atriz Thalía e a escritora e ex modelo e miss Ernestina Sodi. Laura foi criada pela avó, pois seu padrasto era alcóolatra, e não aceitava a menina de uma relação anterior da esposa.


Laura Zapata, Ernestina Sodi e Thalía


Ernestina Sodi como Miss Distrito Federal, em 1977


Laura Zapata foi a primeira das irmãs a ficar famosa. Ela começou a atuar aos 20 anos, quando atuou no filme Alas Doradas (1976). No ano seguinte, ganhou diversos prêmios de atriz revelação pela  peça Iphigenia in Aulid (1977).

Seu sucesso nos palcos lhe valeu um convite para atuar na televisão, fazendo as novelas Mundo de Juguette (1977), La Venganza (1977) e Acompáñame (1977). Em 1978 Laura interpretaria sua primeira vilã em Mamá Companita (1978), e logo tornaria-se uma das maiores interpretes de vilãs nas novelas mexicanas.


Sílvia Derbéz e Laura Zapata em Mamá Companita


Em 1977 ela fez par romântico com o astro Cantinflas na comédia O Patrulheiro 777 (El Patrullero 777, 1978). Seu filme seguinte, La Guerra de Los Pasteles (1979) marcou a estreia de sua irmã Thalía como atriz, então com 8 anos de idade, em uma pequeno papel não creditado.


Laura Zapata e Cantinflas em O Patrulheiro 777


Laura Zapata em  La Guerra de Los Pasteles


Thalía em  La Guerra de Los Pasteles


Nesta época Laura ainda faria os filmes Nuestro Juramento (1980) e La Cosecha de Mujeres (1981). Em 1981 ela também interpretou a Sally Bowles na versão mexicana do musical Cabaret, e por causa da peça, gravou seu primeiro disco cantando.

Nos anos posteriores, ela gravaria diversos outros discos como cantora.

Laura Zapata em Cabaret




A partir da década de 1980 a atriz trabalhou intensivamente na televisão, recebendo o primeiro de muitos prêmios por atuar novelas por seu papel Rosa Selvagem (Rosa Salvaje, 1987-1988).


Laura Zapata em Rosa Selvagem


Seu segundo prêmio na televisão veio como a maléfica Malvina em Maria Mercedes (María Mercedes 1992-1993), onde Laura infernizava a vida da humilde e sofrida protagonista, interpretada pela sua irmã Thalía.



Laura Zapata em Maria Mercedes

Laura Zapata e Thalía em Maria Mercedes


Das diversas novelas em que a atriz atuou, muitas delas foram exibidas no Brasil, como Esmeralda (1997), A Usurpadora (La Usurpadora, 1998) e Rosalinda (1999), onde ela contracenava com Thalía mais uma vez.


Enrique Lizalde e Laura Zapata em Esmeralda


Laura Zapata e Thalía em Rosalinda


Conhecida pelo apelido de "a maligna da tv", por causa de seus papéis de vilões, Laura Zapata também é uma pessoa polêmica fora das telas. Ela e a irmã famosa tem uma antiga e conhecida rixa pessoal, e Laura já acusou Thalía de deixar a avó materna passar necessidade, e já declarou que a mãe delas "morreu de desgosto por causa das atitudes de Thalía". 

Laura também jpa teve brigas públicas com as atrizes Carmen Salinas, Gabriela Spanic e Maite Perroni. Ela também já fez críticas severas a sobrinha, a também atriz Camila Sodi, filha de Ernestina.





Em 2001 atuou na novela A Intrusa (La Intrusa, 2001), e retornou ao cinema, após anos de ausência, atuando no filme Cuatro Piernas (2002).

Em setembro de 2002 a atriz e sua irmã Ernestina foram sequestradas enquanto saiam de um teatro. Ela ficou 18 dias nas mãos dos sequestradores, enquanto Ernestina permaneceu 34 dias no cativeiro. O crime foi planejado por um traficante que estava preso, e exigia que o marido de Thalía, o empresário do ramo musical Tommy Mottola, pagasse um resgate de 5 milhões de dólares.

Dois anos depois, ela anunciou que faria uma peça baseada no rapto sofrido. Laura foi processada pelas irmãs, mas mesmo assim ela levou o projeto adiante, e a peça estreou em 2005.


Laura Zapara na peça sobre o seu sequestro


Em 2008 ela interpretou outra icônica vilã, a Ofélia em Cuidado com o Anjo (Cuidado con El Àngel, 2008), que também foi exibida pelo SBT. Depois, fez também A Gata (La Gata, 2014), que era estrelada por Maite Perroni, que também havia protagonizado Cuidado com o Anjo.


Laura Zapata e William Levy em Cuidado com o Anjo


No cinema, ainda atuou em Marcelo (2012) e Lo Peor de Mis Bodas 2 (2019). Já nas novelas, seu último trabalho até o momento foi na novela El Bienamado (2017), uma versão mexicana do sucesso brasileiro O Bem Amado.

Em El Bienamado Laura Zapata interpreta uma delegada durona, papel que havia sido de Zilka Salaberry na novela exibida em 1973.

E em 2021 ela participou do reality show Master Chef Celebridades.





Laura Zapata em El Bienamado


Laura Zapata em Master Chef Celebridades




Laura Zapata foi casada com Juan Eduardo Sofi, primo de suas meias-irmãs, e tem dois filhos, Cláudio e Patrício Zapata.


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Morre a atriz Maria Fernanda, aos 96 anos de idade



Morreu ontem no dia 30 de julho, aos 96 anos de idade, a atriz Maria Fernanda. Ela faleceu às 18h, em virtude de complicações respiratórias, após passar 4 dias internada na Casa de Saúde São José, no bairro do Humaitá.



A atriz Maria Fernanda é dona de uma das mais respeitáveis carreiras do Brasil. Grande dama do cinema, teatro e televisão, ela deu via a alguns dos papéis mais importantes da dramaturgia mundial, seja nos palcos ou nas telas.

Maria Fernanda Meirelles Correia Dias nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1925. Filha da poetisa Cecília Meireles e do pintor Fernando Correia Dias, que se suicidou quando a menina tinha dez anos de idade.

Cecília Meirelles

Em 1948 Maria Fernanda inicia seus estudos teatrais no Teatro do Estudante do Brasil (TEB), de Paschoal Carlos Magno, e participa de peça Hamlet (1948), passando a adotar profissionalmente o nome de Maria Fernanda. Ela não era completamente inexperiente, já tendo participado do filme Sempre Resta Uma Esperança (1946).

Na década de 1940 existe outra atriz brasileira usando o nome de Maria Fernanda nos palcos. Ela chegou a participar da montagem de Vestido de Noiva, em 1945. Entretanto, são artistas distintas.

(foto do acervo da coleção de Marcelo Del Cima)

Em 1949, após interpretar um menino na peça O Carteiro do Rei (1949), Maria Fernanda ganhou uma bolsa de estudos no lendário Old Vic, em Bristol. Ela permaneceu alguns anos na Inglaterra, onde chegou a ser contratada da BBC. Antes de deixar o Brasil, atuou em A Mulher de Longe (1949), seu segundo filme, que entretanto não foi finalizado, por falta de verba (o filme foi concluído e lançando apenas em 2013).

Maria Fernanda em O Carteiro do Rei

Maria Fernanda e o diretor Lucio Cardoso, nos bastidores de A Mulher de Longe

De volta ao Brasil, retornou ao teatro. Na Companhia Dramática Nacional a atriz consagra-se em peças colo As Casadas Solteiras, Senhora dos Afogados e Cidade Assassina, todas de 1953. No mesmo ano atua em Luz Apagada (1953), um clássico dos Estúdios da Vera Cruz.

Mário Sérgio e Maria Fernanda no filme Luz Apagada

Possuindo uma grande bagagem teatral, Maria Fernanda se rendeu a televisão, estreando em outubro de 1955, em um teleteatro na TV Rio.


Após atuar em diversos teleteatros, a atriz fez sua primeira telenovela, já na TV Tupi. Maria Fernanda viveu Scarlet O'Hara na novela ...E O Vento Levou (1956), baseada no livro que deu origem a um dos filmes mais famosos da história do cinema. Lima Duarte interpretava Rett Buttler, papel eternizado por Clark Gable nos cinemas. Saiba mais sobre ...E O Vento Levou, a novela, aqui.

Lima Duarte e Maria Fernanda em ...E O Vento Levou

Além de Scarlet O'Hara, Maria Fernanda também viveu Blance Dubois em uma adaptação de Um Bonde Chamado Desejo (1959), no programa TV de Vanguarda, fazendo na televisão dois papéis clássicos da atriz Viven Leigh. Em 1958 Maria Fernanda fez sua segunda novela, A Vida de George Sand (1958). Também na Tupi, era uma novela diurna, exibida as 14:30, durante o programa Revista Feminina, apresento por Abelardo Figueiredo.

Maria Fernanda além de protagonista, era a diretora da novela, cuja adaptação ficou por conta de Sérgio Viotti.

Egídio Écio e Maria Fernanda em A Vida de George Sand

Todas estas produções eram ao vivo, e como não existia videotape, não foram preservadas para a posteridade. Em 1960 Fernanda deixou a Tupi, rumo a Record, onde fez outra novela importante, Dr. Jivago (1960). Curiosamente, esta foi a primeira versão mundial do livro, publicado no ano anterior. A novela da TV Record foi ao ar muitos anos antes do filme estrelado por Omar Sharif. Leia mais sobre Dr. Jivago, a novela, aqui.

Maria Fernanda interpretava Lara.

Maria Fernanda e Allan Lima em Dr. Jivago

Ao mesmo tempo que brilhava no teatro e televisão, a atriz também encontrava tempo para trabalhar no cinema. Participando dos filmes Senhora (1955), Nobreza Gaúcha (1958) e Tumulto de Paixões (1958). 

Em 1953 ela também chegou a iniciar as filmagens de O Americano (The Americano), uma produção made in Hollywood, filmada no Brasil. Estrelado por Glenn Ford e Cesar Romero, Maria Fernanda dividiria os principais papéis femininos com a espanhola Sarita Montiel.

Porém, após muitos problemas de filmagens por aqui, o dinheiro da produção acabou, e a equipe foi embora. O Americano foi refeito todo em estúdio, nos Estados Unidos, e não aproveitou nenhuma imagem gravada no Brasil, e todo o elenco brasileiro também não foi reaproveitado. Mas em 1956 a atriz chegou a participar de uma produção norte-americana, The Amazon Trader (1956), um curta metragens da Warner Bros, que mostrava uma aventura na exótica Amazônia.

Anselmo Duarte e Maria Fernanda, em Senhora

Entre 1962 e 1963 ela também viveu Blance Dubois nos palcos, em duas ocasiões. A primeira delas, dirigida por Augusto Boal (em São Paulo), e a segunda por Flávio Rangel (no Rio de Janeiro). Pela montagem carioca, ganhou os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de 1963.

Em 1962 a atriz Viven Leigh veio ao Brasil em uma turnê teatral. Leigh foi apresentada a Maria Fernanda, que havia interpretado Scarlet O'Hara na televisão, e Blance Dubois (de Um Bonde Chamado Desejo) nos palcos e na TV. Ambas as personagens haviam sido interpretadas por Vivien, que recebeu um Oscar por cada uma dessas atuações.

Maria Fernanda, Vivien Leigh e Henritte Morineau, as três intérpretes de Blance Dubois

Vivien achou que Maria Fernanda parecia triste, e perguntou o que acontecia. A atriz respondeu que sua mãe, a poetista Cecília Meireles, estava doente, hospitalizada. Vivien Leigh então foi visitar Cecília no hospital, e lá ficaram amigas. Durante sua estada no Brasil Vivien visitou a escritora no hospital todos os dias. Mais tarde, Cecília publicaria um poema em homenagem a atriz inglesa.

Ainda em 1963, trabalha também como apresentadora do programa O Show é o Rio, na TV Rio, onde também apresentou o Programa Encontro no Barra Country, além de protagonizar a novela A Morta Sem Espelho (1963), na mesma emissora. Na TV Rio, ainda participou de Imitação da Vida (1964).

E ainda em 1963, vai para Paris, para estudar teatro com o mímico Jean Louis Barrault. Na década de 1960, dedica-se basicamente ao teatro, e  em 1965, protagoniza Santa Joana, de Bernard Shaw, dirigida por Flávio Rangel. E em 1970, recebe o Prêmio Molière por seu trabalho na montagem carioca de O Balcão, de Jean Genet, dirigida por Eros Martim. Volta a trabalhar com esse diretor em 1971, em Senhorita Júlia, de August Strindberg e Jardim das Delícias, de Fernando Arrabal.


Ainda na década de 1960, vale destacar uma curiosidade em sua extensa carreira. Dona de uma voz potente e marcante, a atriz gravou um disco, onde declamava sonetos de William Shakespeare, no ano de 1964.


Na década de 1970 Maria Fernanda conquista uma enorme popularidade ao atuar em diversas telenovelas, ficando marcada especialmente como Dona Sinhazinha Guedes Mendonça na bem sucedida Gabriela (1975). Ela ainda participaria de João da Silva (1973), O Grito (1975), Nina (1977) e Pai Herói (1979).

João Paulo Adour e Maria Fernanda, em Gabriela

Maria Fernanda e Paulo Autran em Pai Herói

Na década de 1970 também retorna ao cinema, atuando em Fim de Festa (1978) e Joana Angélica (1979). Algumas fontes, indicam erroneamente, alguns trabalhos da atriz em filmes espanhóis, no mesmo período, mas na verdade trata-se de uma artista homônima. 


Na televisão, a atriz ainda atuaria em Dulcinéia Vai à Guerra (1980), Nem Rebeldes, Nem Fiéis (1982), O Tronco do Ipê (1982), Moinhos de Vento (1983), Dona Beija (1986), Mania de Querer (1986) e Olho Por Olho (1988).

Maria Fernanda em Dona Beija, na Manchete

No cinema, ainda participou de J.S. Brown, o Último Herói (1980) e Chico Rei (1985), e teve uma brilhante atuação como a Rainha Dona Maria I em Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995). Em 2004 fez seu último filme, O Quinze.

Maria Fernanda em Carlota Joaquina

Maria Fernanda em O Quinze

Em 2005, após fazer a peça A Importância de Ser Fiel (2004-2005), a atriz se aposentou, aos 80 anos de idade. Mas por alguns anos ainda foi jurada do importante Prêmio Shell, de Teatro.

Maria Fernanda vive com o filho Luiz Heitor Fernando Meirelles Gallão, na cidade do Rio de Janeiro. Luiz Henrique é seu único filho, fruto do casamento com o diretor de televisão Luiz Gallon (com quem a atriz foi casada entre 1956 e 1963). Ela também foi casada com o produtor Oscar Araripe (entre 1963 e 1968). 

Reclusa, a atriz não gostava de dar entrevistas, e raramente deixava-se fotografar.

Maria Fernanda atualmente (foto do acervo da coleção de Marcelo Del Cima)




*** Matéria escrita com a gentil colaboração dos pesquisadores Daniel Marano, Gui Castro Neves e Marcelo Del Cima. 



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