Relembrando a atriz e dubladora Rita Cleós, a voz da Samantha, em A Feiticeira


A atriz Rita Cleós foi uma estrela do cinema, teatro e televisão brasileira da década de 60. E embora tenha partido precocemente, falecendo com apenas 56 anos de idade, deixou sua marca na dramaturgia brasileira.

Rita também tem uma legião de fãs que nunca a viram atuando, mas ouviram sua voz, eternizada na dubladem da série A Feiticeira (Bewitched), onde ela foi a dubladora brasileira da personagem Samantha Sthepens.
Rita Schadrack nasceu em Blumenau, Santa Catarina, em 29 de setembro de 1931. Filha de imigrantes alemães, em 1939, ela mudou-se com a família para a Alemanha, um mês antes de ser deflagrada a Segunda Guerra Mundial. Sem conseguir voltar para fugir do conflito e da ascenção nazista, sua famíla passou grandes dificuldades diante do horror da guerra. Eles retornaram ao Brasil em 1946, trazendo apenas a roupa do corpo consigo. Olavo, o irmão mais novo de Rita, morreu na Alemanha, em consequência do conflito.

Na década de 50 ela mudou-se para a cidade de São Paulo, e começou a trabalhar em um hospital como auxiliar de enfermagem, ao mesmo tempo em que estudava teatro.

Rita estreou no cinema fazendo figuração em dois filmes paulistas, A Famíla Lero-Lero e A Esquina da Ilusão, ambos de 1953. Em 1954 seu nome apareceu pela primeira vez nos créditos da comédia É Proibido Beijar (1954), estrelada por Tônia Carrero.

No mesmo ano, ela foi coroada com o inusitado título de "A Rainha dos Figurantes", num concurso promovido pela Associação Paulista de Cinema de São Paulo e a Rádio Record.

Rita Cleós, Rainha dos Figurantes, dando entrevista a Paulo Russell para a Rádio Record
(Alberto Russel, irmão de Paulo, é quem está no centro da foto)

Rita Cleós foi contratada inicialmente pela Companhia Teatral Jaime Barcelos - Jackson de Souza. Depois fez parte do TBC, do Grupo Folclórico Brasileiro de Barbosa Lessa, da Cia Nicete Bruno e por fim da Companhia Sérgio Cardoso e Nydia Licia. O fato de integrar importante companhias teatrais, a levou para a televisão.

Os grupos de teatro eram contratados por temporadas para se apresentarem nos teleteatros, e foi assim quem a atriz apareceu pela primeira vez na TV, atuando no Grande Teatro Tupi. Nesta época, ela casou-se com o ator Guilherme Côrrea, que mais tarde viria a se tornar esposo da atriz Ana Rosa. O casamento com Guilherme durou cinco anos.

Muitas vezes, seu nome artístico é grafado como Rita Cléos, mas a grafia correta é Cleós, pois ela se inspirou na personagem Cleópatra, um dos papéis que fez no teatro.

Em 1958 ela protagonizou seu primeiro filme, Macumba na Alta (1958), também rodado em São Paulo. Por seu desempenho ganhou boas críticas como revelação do cinema nacional, embora não tenha feito outro filme durante muitos anos.

Oswaldo de Abreu, Fábio Cardoso e Rita Cleós, em Macumba na Alta

Em 1962 Rita Cleós foi contratada pela TV Tupi de São Paulo, onde fez sua primeira novela, Prelúdio, a Vida de Chopin (1962). Na emissora, atuou nas novelas A Intrusa (1962), Klauss, O Loiro (1963), A Gata (1964), Quem Casa Com Maria? (1964) e Teresa (1965). Na Tupi ela também fez parte do elenco do humoríistico Ah... Legria (1963), ao lado de Lima Duarte.

Machadinho, Goulart de Andrade (quando ainda era ator), Rita Cleós e Lima Duarte em Ah... Legria

Mas seu grande sucesso veio com a novela O Cara Suja (1965), onde interpretava Yara, uma rica jovem da sociedade tradicional, apaixonada por um imigrante pobre, interpretado por Sérgio Cardoso, cujo personagem a chamava carinhosamente de Biondina (loirinha, em italiano).

Sérgio Cardoso e Rita Cleós

A novela fez um grande sucesso, e Rita ousou ao aparecer com os cabelos muito curtos, pouco comum para as mulheres na época. Na verdade, ela havia sofrido um acidente de carro no reveillon de 1964 para 65, e precisou cortar o cabelo devido aos ferimentos. O acidente a deixou com algumas cicratrizes no rosto e um caco de vidro alojado nos lábios, que causavam dor durante as cenas de beijos. Ao término das filmagens, Rita Cleós foi submetida a uma cirurgia plástica, e conseguiu remover o estilhaço que estava alojado em sua boca.

Ainda em 1965 ela estrelou outra novela na Tupi, O Pecado de Cada Um (1965), ao lado do galã Francisco Cuoco. 

Francisco Cuoco e Rita Cleós em O Pecado de Cada Um

Mas a atriz estava descontente com sua situação na Tupi. Rita dizia que seu salário era muito baixo, e que a empresa a proibia de atuar no teatro, que poderia ajudar a complementar sua renda.  Ela então deixou a emissora, e passou um período dedicando-se apenas a dublagem.

Rita fazia trabalhos como dubladora para a AIC-SP desde 1962, e foi lá onde a atriz emprestou sua voz a personagem Samantha Stephens, a bruxinha encantadora de A Feiticeira (Bewitched). A atriz Nícia Soares foi quem primeiro dublou Samantha na primeira temporada, mas logo o papel foi assumido por Rita, que o fez nas temporadas restantes. Ela também dublava Serena, a prima má, também interpretada por Elizabeth Montgmery.


No Brasil, A Feiticeira estreou na TV Paulista em 1965, sendo posteriormente exibida nas TVS Record e Excelsior.

Rita Cleós fez trabalhos como dubladora até 1973, sendo também a responsável pela voz da personagem Libby na série Cidade Nua (Naked City), a Jan no desenho Space Gosth, a Cassy Jones em A Armadilha (Convoy), a Yumi em Spectreman, a Helga em Guerra, Sombra e Água Fresca (na primeira temporada) e a Jane Jetson na última temporada do desenho Os Jetsons. Também fez diversos personagens femininos em Perdidos no Epaço (Lost in Space), Os Três Patetas (Three Stooges), Jeannie é Um Gênio (I Dream of Jeannie) e no desenho do Pica Pau.

Em 1966 Rita Cleós foi para a TV Excelsior, onde atuou nas novelas Redenção (1966), Legião dos Esquecidos (1968), Dez Vidas (1969) e Sangue do Meu Sangue (1969). Depois a atriz decidiu deixar a televisão.

A partir de então, passou a trabalhar como tradutora de filmes e livros ingleses, alemães e italianos. Ela ainda atuaria nos filmes Diário de Uma Prostituta (1979) e A Noite das Depravadas (1981).

A convite do diretor Geraldo Vietri, seu amigo dos tempos da Tupi, aceitou retornar para a televisão, trabalhando no Programa Teleconto, na TV Cultura, onde encenou as produções O Homem Que Sabia Javanês (1981) e Mary Stuart (1982). Com Vietri ainda, agora na TV Bandeirantes, fez uma participação em Dona Santa, seriado estrelado por Nair Bello, em 1982, e depois disto nunca mais voltou a atuar, mudando-se para Ilha Bela, onde foi trabalhar como gerente em um hotel.

Em 1988 Rita Cleós mudou-se para Curitiba, para ficar mais perto dos sobrinhos, pois nunca havia tido filhos. Em 25 de abril de 1988 Rita Cleós sofreu um ataque cardíaco em seu apartamento. A atriz estava sozinha em casa, e seu corpo só foi encontrado no dia 21 de maio de 1988 (data erronameante atribuida a sua morte).

Ela tinha apenas 56 anos de idade. A família se recusa a falar sobre a morte da atriz, devido o tratamento recebido pela imprensa na época.

Veja Rita Cleós atuando em Macumba Na Alta (1958)


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Por Onde Anda? David Hedison, de Viagem ao Fundo do Mar


Irvin Allen foi um dos maiores produtores de séries da história da televisão, sendo o responsável por sucessos como Perdidos no Espaço (Lost in Space, 1965-1968), O Túnel do Tempo (The Time Tunnel, 1966-1967) e Terra de Gigantes (Land of Giants, 1968-1970).

Mas a primeira série produzida por Allen foi a também muito bem sucedida Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea, 1964-1968), que tinha como astro o ator David Hedison na pele do Capitão Crane, ao lado de Richard Basehart, o Almirante Nelson. 


Richard Basehart e David Hedison em Viagem ao Fundo do Mar

Filho de armênios, Ara Heditsian nasceu em Rhode Island, em 20 de maio de 1927. Mas para evitar que seu filho tivesse problemas devido sua origem, e pela dificuldade dos norte-americanos pronunciarem seu nome original, posteriormente o menino também foi registrado com um nome americanizado, Albert David Hedison Jr.

Aos 14 anos o jovem David decidiu que queria ser ator, após assistir Sangue e Areia (Blood and Sand, 1941), estrelado por Tyrone Power. Anos mais tarde, para realizar seu sonho, ele mudou-se para Nova York, onde fez aulas de interpretação com Sanford Meisner e Martha Graham na Neighborhood Playhouse e também com Lee Strasberg no Actors Studio. Usando o nome de Al Hedison, ele estreou em uma produção Off-Broadway, que lhe rendeu o prêmio Theater World Award.


Hedison estrelou na televisão em 1954, e seria neste veículo onde sua carreira teria um maior destaque. Seu primeiro papel no cinema foi no filme Raposa do Mar (The Enemy Below, 1957), estrelado por Robert Mitchum. Em seguida, ele estrelou o clássico de terror A Mosca da Cabeça Branca (The Fly, 1958), interpretando  um homem que tem seu corpo mesclado com o de uma mosca em um experimento científico mal executado. Este foi o maior sucesso da FOX, estúdio com o qual ele tinha contrato, daquele ano.


Anos mais tarde, em 1986, David Cronnenberg dirigiu o remake, que recebeu o nome de A Mosca, no Brasil.



David Hedison em A Mosca da Cabeça Branca


Hedison seguiu atuando em filmes como Arqueiro Misterioso - O Filho de Robin Hood (Son of Robin Hood, 1958), feito na Inglaterra, e no sucesso O Mundo Perdido (The Lost World, 1960), remake de um filme mudo, que foi a primeira produção de Hollywood a ter cenas filmadas no Brasil. (leia sobre a versão muda deste filme aqui).

Hedison ainda foi o narrador de A Delícia de um Dilema (Rally 'Round the Flag, Boys!, 1958), estrelado por Paul Newman e Joanne Woodward.


Claude Rains, Jill St. John, David Hedison e Michael Rennie em O Mundo Perdido

Em 1959 ele foi escalado para protagonizar a série Five Fingers, que só durou duas temporadas. Foi nesta época que ele adotou o nome artítisco de David Hedison.

Depois, retornou ao cinema em O Amor Custa Caro (Marines, Let's Go, 1961). Mas apesar de um começo promissor, o ator trabalhou muito pouco entre 1961 e 1964, aparecendo muito pouco, como convidado, em séries como Perry Mason e O Santo (The Saint).

Mas em 1964, o produtor Irvin Allen resolveu investir em televisão. Allen, que era produtor cinematográfico, foi o responsável por O Mundo Perdido, e escalou Hedison, o antigo protagonista do filme, para viver o Capitão Crane na série Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea, 1964-1968).


Allen já havia feito um filme com a mesma história, Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of Sea), em 1961. O filme havia feito muito sucesso na época, e ele decidiu explorar mais o tema, desta vem em formato seriado.

O longa era estrelado pelos atores Robert Sterling (no papel que mais tarde seria de Hedison) e pelo cantor Frankie Avallon, dos filmes da "Turma da Praia". Barbara Eden, a futura estrela de Jeannie é Um Gênio (I Dream off Jeannie), interpretava a noiva do Capitão Crane, papel que desapareceu na série. Do elenco do filme original, apenas os atores Del Moroe e Mark Slade trabalharam na produção para a televisão, sendo que Slade deixou o elenco ao final da primeira temporada. 


Richard Basehart, Robert Dowdell (sentado) e David Hedison, em Viagem ao Fundo do Mar (a série)

A série contava as aventuras da tripulação a bordo do submarino Seaview, e era inicialmente produzida em preto e branco. Na primeira temporada, as missões giravam em torno da Guerra Fria, mas ao longo do tempo, já em cores, passaram também a enfrentar inimigos fantásticos, como lobisomens e brinquedos assassinos. A partir da terceira temporada, também passou a contar com um pequeno submarino que podia voar, o Sub-Voador.

Relembre a abertura de Viagem ao Fundo do Mar


A série estreou no Brasil no dia 16 de maio de 1965 pela TV Record, ocupando o horário das 20h do domingo. O programa preenchia o espaço da programação deixado pela série Inspetor Burke. Nessa exibição ficou um ano e meio no ar. A partir de 1969 ela passou a ser exibida na TV Tupi, onde permanceu até 1969, retornando para a Record.

Na década de 70, foi exibida pelas TVS Bandeirantes, Tupi (novamente) e Rede GloboEm 1981 voltou à programação da Bandeirantes permanecendo nas manhãs da emissora até 1984, quando virou até nome de saque de voleibol no país. Em 1986 voltou a ser transmitido pela TV Record onde ficou até 1988, a emissora ainda exibiu a série em 1990.

Mas apesar do enorme sucesso que fez, Viagem ao Fundo do Mar (como as demais séries de Allen), foi cancelada devido ao seu alto custo de produção.

Durante os quatro anos em que esteve no elenco da série, David Hedison fez um único filme, sendo um dos muitos astros na super produção bíblica A Maior História de Todos os Tempos (The Greatest Story Ever Told, 1965).

David Hedison em A Maior História de Todos os Tempos

Com o fim da série sua carreira decaiu um pouco. Ele participou como convidado de diversas séries de televisão durante muitos anos, mas teve poucos personagens fixos na TV. Entre as séries que ele atuou estão alguns sucessos como Mulher Maravilha (Wonder Woman), O Poderoso Benson (Benson), As Panteras (Charlie´s Angels), Casal 20 (Harto to Hart), Dinastia (Dynasty), A Ilha da Fantasia (Fantasy Island), Duro na Queda (The Fall Guy), O Barco do Amor (Love Boat), A Supermáquina (Knight Rider), Esquadrão Classe A (The A-Team) e Assassianto por Escrito (Murder She Wrote).

Lynda Carter e David Hedison em Mulher Maravilha

Em 1973 ele interpretou o agente da CIA Felix Leiter, personagem que auxília o agente secreto James Bond, em Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die, 1973). Leiter aparece em inúmeros filmes da franquia, e foi interpretado por atores diferentes nos filmes, mas Hedison voltaria a trabalhar em outro filme de Bond, 007 - Permissão Para Matar (Licence to Kill, 1989), realizado 16 anos depois, e tornando-se assim, o primeiro ator a interpretar o mesmo personagem na saga, em filmes não consecutivos.

Em Com 007 Viva e Deixe Morrer James Bond era interpretado por Roger Moore, e em 007 - Permissão Para Matar o persoangem foi vivido por Timothy Dalton.

Roger Moore e David Hedison em Com 007 Viva e Deixe Morrer

David Hedison e Timothy Dalton em 007 - Permissão Para Matar

E embora tenha feito pouco cinema após deixar o elenco de Viagem ao Fundo do Mar, David Hedison ainda trabalharia com Roger Moore em outros dois filmes: Resgate Suicida (North Sea Hijack, 1980) e A Outra Face (The Naked Face, 1984).

Em sua curta filmografia no período, ainda destacamos os filmes O Amuleto Egípcio (The Cat Creature, 1973) e Hollywood - Sonhando Com a Fama (Smart Alec, 1986).

Na TV, ele ainda fez participações na série The Colbys, uma serie derivada de Dinastia, e teve um personagem fixo na novela The Young and the Restless, em 2004.

Jeanne Cooper e David Hedison em  The Young and the Restless

Seu último trabalho como ator foi na comédia Confessions of Teenage Jesus Jerk (2017), onde fez uma participação especial.

David Hedison foi casado com a produtora Bridget Hedison, entre 1968 e 2014, ano em que ela faleceu. O casal teve uma única filha, a diretora e atriz Alexandra Hedison, que desde 2014 é casada com a estrela Jodie Foster.

David Hedison atualmente, ao lado da nora Jodie Foster

Georgia Holt, a atriz e cantora que é mãe da estrela Cher


A cantora Cher é uma das maiores estrelas pops da atualizade. Vencedora do Oscar por seu trabalho em Feitiço da Lua (Moonstruck, 1987), Cher coleciona diversos prêmios, tais como dois Globos de Ouro, um Emmy, um Grammy e um prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes por Marcas do Destino (Mask, 1985), dividido com a atriz argentina Norma Alejandro pelo excelente A História Oficial (La Historia oficial, 1985).

Mas antes de Cher tornar-se mundialmente famosa, sua mãe, Georgia Holt, também buscou seu lugar ao sol diante dos holófotes, porém, sem tanto sucesso como o alcançado pela filha.

Georgia Holt

Georgia Holt nasceu Jackie Jean Crouch, em 09 de julho de 1926, na cidade de Kensett, Arkansas. Ainda criança, aprendeu a cantar e tocar violão com seu pai, e aos 6 anos de idade começou a cantar na rádio de Oklahoma.

Aos 10 tornou-se crooner da banda "Bob Willis and the Texas Playboys".
Embora tenha feito um relativo sucesso musical, não gravou nenhum disco na época, e infelizmente, não temos como apreciar seu trabalho deste período. Muito bonita, venceu vários concursos de beleza nos Estados Unidos, o que lhe valeu alguns trabalhos como modelo.
Georgia Holt, mãe da cantora Cher, posando como modelo

A beleza de Holt chamou a atenção, e ela foi contratada para fazer alguns papéis no cinema.
E foi fazendo uma modelo que ela estreou na tela grande, no filme Perdidamente Tua (A Life of Her Own, 1950). Ela apareceu em seis filmes ao todo, são eles: O Homem das Calamidades (Watch the Birdie, 1950), Amor Vai, Amor Vem (Ground for Marriage, 1951), O Netinho do Papai (Father's Little Dividend, 1951), O Amor Nasceu em Paris (Lovely to Look At, 1952) e Artistas e Modelos (Artists and Models, 1955). Também atuou em alguns episódios de séries de televisão como The Adventures of Ozzie and Harriet (1955) e Jane Wyman Presents The Fireside Theatre (1956).
Georgia atuou em dois programas de Lucille Ball, fazendo um episódio de I Love Lucy em 1956 e um em The Lucy Show em 1966.

Confira Georgia Holt em The Lucy Show,
ela é a modelo usando um casaco de peles
Georgia foi casada com seis homens diferentes, tendo casado duas vezes com dois deles. Em 1961 ela casou-se com Gilbert Harmann LaPierre, que adotou legalmente suas duas filhas, Cher e Georganne LaPierre (que também é atriz).

Entre seus maridos, também está o ator Chris Alcaide.

Georgia Holt segurando a pequena Cher

Cher e a irmã, a atriz Georganne LaPiere

Georgia abandonou a carreira para cuidar das filhas. Mas quando Cher começou a despontar ao estrelado, sua mãe voltou aos holofotes. Ela produziu um documentário para a televisão chamado Superstars and Their Moms (1987), onde também aparecia dando um depoimento. Em 2013 ela realizou um grande sonho, de gravar seu primeiro disco, ou melhor, um CD, chamado Honk Tonk Woman, que tinha participação de sua filha famosa.

Foi sua primeira gravação após mais de 80 anos de carreira.
Atualmente Georgia Holt esta com a saúde bastante debilitada devido ao Mal de Alzheimer. Em março de 2017 Cher chegou a abandonar as filmagens do longa Flint, produzido pelo canal Lifetime, para dedicar-se a saúde da mãe.
Cher e Georgia Holt, em 2013


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Johnny Halliday, o 'Elvis Presley francês'



O cantor e ator francês Johnny Halliday foi apelidado pela imprensa como "O Elvis Presley Francês", devido a sua enorme popularidade. Ao longo de sua carreira, o pioneiro do rock francês vendeu mais de 110 milhões de discos, sendo um dos artistas mais vendidos do mundo.


Jean-Phillippe Smetm, nascido em Paris, em 15 de junho de 1943. Embora seja um dos cantores mais populares da França. Mas Johnny Halliday não é muito conhecido fora do mundo francófono, o que lhe valeu o apelido (em países de língua inglesa) de "a maior estrela do rock que você nunca ouviu falar"

Por muitos anos ele foi casado com a atriz Sylvie Vartan, que valeu ao casal o apelido de "Golden Couple" (o ‘"Casal de Ouro’’). No final da década de 1950, o aspirante a cantor conheceu a cantora Édith Piaf e tornou-se um amigo pessoal dela. Johnny participou de todos os shows de Piaf à partir de então, até a morte da cantora em 1963. Ela foi a grande responsável por impulsionar sua carreira.

Influenciado por Elvis Presley, a quem mais tarde ele seria comparado, Halliday ficou famoso na década de 1960 ao tornar-se um dos primeiros cantores de rock 'n' roll em francês.

Seu primeiro disco foi lançado em 1960 e em 1961 o single de "Let's Twist Again" vendeu mais de um milhão de cópias, recebendo o Disco de Ouro.

Johnny Halliday canta "Let's Twist Again"



Logo ele estava no topo de todas as paradas europeias. Seu show no Moulin Rouge foi exibido nos Estados Unidos no famoso The Ed Sullivan Show. Em seu primeiro show internacional, o cantor Jimmy Hendrix abriu a apresentação de Halliday na França, em 1966. Nesta época o cantor chegou a superar o rei do rock Elvis Presley em vendas.


Mick Jagger, Johnny Halliday e Sylvie Vartan


No cinema Johnny Halliday atuou em mais de 30 filmes. Sua estréia foi aos 12 anos de idade, como um dos alunos do colégio do clássico As Diabólicas (Les Diaboliques, 1955), com Simone Signoret e a brasileira Véra Cluzout.




Mas ele só retornaria às telas, já consagrado como cantor, em As Parisienses (Les Parisiennes, 1962), ao lado de Catherine Deneuve. Em Donde vens tu, Johnny? (D'où viens-tu... Johnny?, 1963) atuou ao lado da atriz e cantora Sylvie Vartan, com quem se casaria em 1965.


No filme, que ele estrelou, o cantor interpretava a si mesmo, papel que repetiu nos filmes À Procura de um Ídolo (Cherchez l'idole, 1964), Les Poneyttes( 1967) e A Aventura é uma Aventura (L'Aventure, C'est L'Aventure, 1972).


Catherine Deneuve e Johnny Halliday em As Parisienses


Johnny Halliday em Les poneyttes

Jean Paul Belmondo, Raquel Welch e Johnny Hallyday
no filme O Belo Animal (L'animal, 1974)


Ele nunca deixou de cantar, nem de fazer filmes. Em 2000 ,fez um show na Torre Eiffel que atraiu mais de 500 mil pessoas e foi assistido por 9,5 milhões de pessoas na TV francesa. Em 2007, após anos de carreira, fez sua última turnê, anunciando sua aposentadoria dos palcos. Porém continuou atuando.
Em A Pantera Cor de Rosa 2 (The Pink Panther 2, 2009), fez seu primeiro e único filme norte-americano. No ano seguinte, estrelou Vingança (Fuk Sau, 2009), um filme de suspense feito em Hong Kong. Seus últimos trabalhos no cinema foram nas comédias Rock'n Roll: Por Trás da Fama (Rock'n Roll, 2017) e em Chacun sa vie (2017), de Claude Lelouch.
Johnny Halliday e Jeremy Irons em A Pantera Cor de Rosa 2
Em 2009, o cantor foi diagnosticado com câncer de cólon. Halliday teve complicações durante a cirurgia, permanecendo em coma induzido para aliviar a dor. Apesar de superar a doença na época, o câncer retornou após alguns anos.

Johnny Halliday faleceu em 05 de dezembro de 2017, aos  74 anos de idade.

        



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Rita Cadillac, a estrela francesa que inspirou nossa chacrete mais famosa



Quando falamos em Rita Cadillac lembramos imediatamente da inesquecível chacrete do Programa do Chacrinha, mas poucos sabem que a nossa Rita (nascida Rita de Cássia Coutinho) se inspirou em uma atriz, cantora e artista burlesca francesa de nome Rita Cadillac.

Rita, a original, nasceu Nicole Yasterbelsky em 18 de maio de 1936, em Paris. Inspirada em Edith Piáf, começou a tocar acordeão ainda criança, e a se apresentar artisticamente com o nome de Rita Rella. Foi assim que foi parar no teatro de variedades, estreando no Follies Bergerè

Em 1952 começou a trabalhar como stripper na famosa casa Crazy Horse. Na época, não tinha dezesseis anos completos. Recebeu o apelido de "Cadillac", uma referência aos seus seios proeminentes, como os "faróis de um Cadillac". Foi nesta época em que Rita conheceu um belo marinho de dezessete anos, com teve um longo e conturbado relacionamento. Seu nome, Alain Delon.


Delon aos 17 anos, na Marinha

Em 1954 ela estreou no cinema, atuando no filme Soirs de Paris (1954), fez pequenos papéis em outros filmes nos anos seguintes, e foi dublê de corpo da atriz Suzy Delair no filme Gervaise, a Flor do Lodo (Gervaise, 1956). Seu primeiro destaque no cinema foi no filme Jusqu'au Dernier (1957), estrelado por Jeanne Moreau. Rita fazia uma stripper que trabalhava no circo, um papel ainda pequeno, mas que chamou a atenção.

Em 1959 lançou-se como cantora, gravando algumas músicas do estilo twist, as mas carreira de stripper ofuscou seu talento musical. No ano seguinte conheceu o roqueiro francês Johnny Halliday (o Elvis francês) que lhe deu a canção "Souvernirs, Souvenirs" para gravar, mas como ele lançou a mesma música em seguida, sua versão fez muito mais sucesso. Ela gravou cinco discos ao longo de sua carreira.


Na Espanha ela protagonizou um filme pela primeira vez, Juventud a la Intemperie (1961), ao lado de Manuel Gil. Era um filme de baixo orçamento que explorava sua beleza, com bastante apelo sensual. Todos os seus principais filmes seriam no mesmo estilo.



Ao todo Rita Cadillac, a francesa, apareceu em doze filmes. Em Orgia da Perversidade (Dossier 1413, 1962) contracenou com Johnny Halliday e em Gângsters de Casaca (Mélodie en Sous-Sol, 1963) com Alain Delon, seu antigo namorado adolescente. Seu último filme foi Afto to Kati Allo! (1963), um filme grego.

Delon e Cadillac em 1963

No final da década de sessenta começou a entrar em decadência. Certa vez ao ser criticada por aparecer nua respondeu "você nunca viu uma bunda?". Em 1974 participou da montagem da polêmica peça Oh Calcuta! na França.


Após alguns anos no ostracismo, o diretor alemão Wolfgang Petersen a convidou para interpretar Monique, a cantora de cabaré do filme de guerra O Barco: Inferno no Mar (Das Boot, 1981), que foi indicado a seis Oscars (incluindo a categoria Melhor Diretor). O filme fez tanto sucesso, que virou uma série de televisão que durou dois anos (entre 1985 e 1987), onde Rita repetiu o papel de Monique.


Rita Cadillac, a brasileira, adotou seu nome artística em homenagem a francesa, por sugestão de um namorado, pois ele considerava que elas eram parecidas.

Já Rita Cadillac, a francesa, faleceu em 04 de abril de 1995, vítima de um câncer, com apenas 58 anos de idade.



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