Morreu Liliane Montevecchi, a bailarina francesa que encantou Hollywood


Liliane Montevecchi foi uma bailarina e cantora franco-italiana, que conquistou Hollywood na década de 50. Nesta época, no auge dos musicais, os grandes estúdios desenvolveram um súbito interesse em bailarinas europeias como Leslie Caron, Zizi Jeanmaire, Colette Marchand e Moira Shearer. Liliane Montevecchi também fez parte deste time.

De família italiana, Liliane nasceu em Paris, França, em 13 de outubro de 1932. Aos oito anos começou a ter aulas de dança com Pierre Duprez, primeiro bailarino da Ópera de Paris. Estreou no balé na companhia de David Lichine. Depois trabalhou em Léonide Massine e dançou em Monte Carlo para a coroação de Rainier III, Príncipe de Mônaco, em 1949. Nesta época, também começou a se apresentar no Cassino de Paris.

Ela estreou no cinema em Mulheres de Paris (Femmes de Paris, 1953), uma produção francesa. Em 1955 assinou contrato com a Metro Goldwyn Mayer e mudou-se para Hollywood. Na MGM estreou nas telas em O Sapatinho de Cristal (The Glass Slipper, 1955), estrelado pela também francesa Leslie Caron.

Michael Wilding e Liliane em O Sapatinho de Cristal

Em seguida, atuou em Papai Pernilongo (Daddy Long Legs, 1955), também estrelado por Caron, ao lado de Fred Astaire. Seus papéis iniciais na MGM foram pequenos, mas o estúdio lhe ofereceu melhores papéis.

Ela teve um dos principais papéis femininos em O Tesouro de Barba Rubra (Moonfleet, 1955), estrelado por Stewart Granger. E teve destaque também em Viva Las Vegas (Meet Me in Las Vegas, 1956), estrelado por Cyd Charrise.

Stewart Granger e Liliane em O Tesouro de Barba Rubra

Em 1957 ela estrelou O Ídolo Vivo (The Lingin Idol, 1957), uma aventura exótica dirigida por Albert Lewin e René Cardona. Liliane vive Juanita, filha de um pesquisador que é possuída por um feitiço Asteca durante uma expedição no México.

Liliane no cartaz de O Ídolo Vivo

O filme não foi bem sucedido, e a bailarina foi dispensada da MGM. Ela ainda atuou em pequenos papéis em filmes O Bamba do Regimento (The Sad Sack, 1957), estrelado por Jerry Lewis e em Os Deuses Vencidos (The Young Lions, 1958), ao lado de Marlon Brando e Montgomery Clift. Apareceu também em  Eu e o Coronel (Me and the Colonel, 1958), e foi uma das garotas em Balada Sangrenta (King Creole, 1958), estrelado por Elvis Presley.

Liliane, Carolyn Jones, Elvis, Dolores Hart e Jan Shepard em Balada Sangrenta

Descontente com os rumos de sua carreira, afastou-se do cinema, passando a atuar na televisão. Participou de muitas séries de TV, e matriculou-se no Actor's Studio, onde foi colega de classe de Marilyn Monroe.

Em 1958 estreou na Broadway, substituindo a atriz Colette Brosset na revista La Plume de Ma Tante. Ela então deixou Los Angeles e mudou-se para Las Vegas, para estrelar no Folies Bergerè da cidade. Em 1982 estrelou Nine, na Broadway, ao lado de Raúl Julia. Por este papel ganhou o prêmio Tony de melhor atriz em um musical. Em 1990 ela foi novamente indicada pelo seu papel em Grand Hotel. Sem muito destaque no cinema, Liliane Montevecchi tornou-se uma estrela da Broadway.

Liliane nos palcos

De volta a França, retornou ao  de cinema em seu país. Interpretou grandes personalidades francesas na grande tela. Foi Musidora em no filme de mesmo nome, feito em 1973. Também foi a grande atriz Sarah Bernhardt em Of Penguins and Peacocks (2000) e viveu Mistinguett em Mistinguett, la Dernière Reveu (2001).

Ela retornou a uma grande produção de Hollywood, atuando em Como Perder um Homem em 10 Dias (How to Lose a Guy in 10 Days, 2003), estrelado por Kate Hudson e Matthew McConaughey. Seu último trabalho no cinema foi no francês Jours de France (2016).
Com Matthew McConaughey em Como Perder um Homem em 10 Dias 

Liliane Montevecchi em 2018

Liliane Montevecchi faleceu em 29 de junho de 2018, aos 85 anos de idade.

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