Cantora Q Lazzarus, do hit Goodbye Horses, morre aos 59 anos de idade


A cantora Q Lazzarus, que em 1988 emplacou o Hit Goodbye Horses, morreu no dia 19 de julho, aos 59 anos de idade. Sua morte entretanto, só foi divulgada no dia 18 de agosto, e a causa da morte não foi informada.




Lazzarus (nome artístico de Diane Luckey) liderou a banda Q Lazzarus And The Ressurrection, e emplacou o sucesso Goodbye Horses, escrito por seu companheiro de banda William Garvey. A música, gravada em 1988, fez parte das trilhas sonoras dos filmes De Caso Com a Máfia (Married To The Mob, 1988) e O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991).

Ela também apareceu cantando no filme Filadélfia (Philadelphia, 1993), todas as produções foram dirigidas por Jonathan Demme.

Q Lazzarus em Filadélfia


Desaparecida da mídia há alguns anos, atualmente ela trabalhava como motorista de ônibus.





Robert Redford Completa 86 Anos de idade


Considerado pela revista inglesa Empire (especializada em cinema) como o 29º maior astro do cinema de todos os tempos, Robert Redford é um dos mais talentosos e belos atores da segunda era de ouro de Hollywood. Com mais de 60 anos de carreira, Redford consagrou-se não como galã, mas provou o seu talento como ator, e também tornou-se um diretor renomado e premiado.




Charles Robert Redford Jr. nasceu em Santa Monica, Califórnia em 18 de agosto de 1936. Robert Redford teve quatro irmãos, e sua mãe Martha Hart era prima do ator Robert Young (o astro da série Papai Sabe Tudo).

Quando ainda era muito jovem, a família do ator se mudou para Los Angeles, onde Robert se tornou um jovem problemático, tendo sido preso na adolescência por roubar calotas de um carro. Atlético, Redford ganhou uma bolsa de estudos para frequentar a Universidade do Colorado, mas foi expulso após 1 ano e meio de curso, por mau comportamento e bebedeira.

Enquanto estava na universidade, ele interessou por pintura, e teve aulas no Pratt Institute do Brooklyn e na American Academy of Dramatic Arts de Nova York, e após ser expulso, viajou para a França, Espanha e Itália, para aperfeiçoar seus dons artísticos.

Na década de 1950 Redford ingressou no teatro, e fez sua estreia na Broadway em Tall Story (1959), em um pequeno papel. Anos mais tarde, ele fez um enorme sucesso na pela Barrefoot in the Park (1963) de Neil Simon.

Em 1960 ele estreou na televisão, na série Maverick (Idem) e no mesmo ano fez um papel não creditado no filme Até os Fortes Vacilam (Tall Story, 1960), primeiro filme que fez ao lado de Jane Fonda (que também estreava no cinema).


Robert Redford em Maverick

Nos anos seguintes o ator apareceu em diversas séries de TV, tendo inclusive recebido sua primeira indicação ao Emmy em 1963, por sua participação especial na série Alcoa Premiere. E teve papéis em filmes como Obsessão de Matar (War Hunt, 1962) e Situação Crítica Porém Jeitosa (Situation Hopeless - But Not Serius, 1965).


Robert Redford em Obsessão de Matar

Por seu filme seguinte, À Procura do Destino (Inside Daisy Clover, 1965), que ele estrelou ao lado de Natalie Wood, o ator recebeu o Globo de Ouro de Ator Revelação do ano. No ano seguinte, o casal voltou a contracenar em Esta Mulher é Proibida (This Property is Condemned, 1966), e ainda em 1966 o ator voltou a contracenar com Jane Fonda em Caçada Humana (The Chase, 1966), que ainda tinha o astro Marlon Brando no elenco.

Esta Mulher é Proibida também marcou o inicio da parceria do ator com o diretor Sydney Pollack, com quem faria alguns dos seus trabalhos mais famosos.


Robert Redford e Natalie Wood


Maron Brando, Jane Fonda e Robert Redford


Redford e Jane Fonda voltaram a contracenar no romântico Descalços no Parque (Barefoot in the Park, 1967), que fez um enorme sucesso de bilheteria. Redford já havia sido o astro da versão teatral do texto, 4 anos antes.

Ele também chegou a ser cotado para ser o astro de A Primeira Noite de Um Homem (The Graduate, 1967), mas o diretor Mike Nicholson achou que ninguém ficaria convencido que o belo ator tivesse problemas para conquistar as mulheres.



Robert Redford e Jane Fonda em Descalços no Parque


Preocupado com o rumo de sua carreira, e com medo de ser estigmatizado como um galã, ele passou a recusar diversos convites para o cinema, tentando escolher papéis melhores e mais desafiadores. O ator só retornou ao cinema 2 anos depois, quando encontrou a chance que procurava em Butch Cassidy (Butch Cassidy and Sundance Kid, 1969), de George Roy Hill.

Redford interpretava Sundance Kid, e ao lado de Paul Newman e Katharine Ross, estrelou uma das maiores bilheterias daquele ano. O sucesso do filme o consagrou como um astro lucrativo, carismático e confiável.


Robert Redford e Paul Newman em Butch Cassidy


Redford não foi indicado ao Oscar nem ao Globo de Ouro por este desempenho, mas recebeu um Bafta pelo trabalho, na Inglaterra. Seus filmes seguintes, Os Amantes do Perigo (Downhill Racer, 1969), Willie Boy (Tell Them Willie Boy is Here, 1969), As Máquinas Quentes (Little Fauss and Big Halsy, 1970) e Os Quatro Picaretas (The Hot Rock, 1972), não foram tão bem sucedidos. Mas O Candidato (The Candidate, 1972) teve uma bilheteria moderada e foi muito elogiado pela crítica.





Robert Redford voltou a liderar as bilheterias após o sucesso do western Mais Forque que a Vingança (Jeremiah Johnson, 1972) e no ano seguinte estrelou, ao lado de Barbra Streisand o sucesso romântico Nosso Amor de Ontem (The Way We Were, 1973), uma das maiores bilheterias de 1973.



robert Redfod e Barbra Streisand em Nosso Amor de Ontem


Ainda em 1973 ele voltou a contracenar com Paul Newman em Golpe de Mestre (The Sting, 1973), que lhe valeu sua única indicação ao Oscar como ator. Redford não levou o prêmio, mas o filme tornou-se a produção mais vista do ano de 1974.


Paul Newman e Robert Redford em Golpe de Mestre


No ano seguinte, O Grande Gatsby (The Great Gatsby, 1974) também foi o recordista de bilheterias, e fez com quem Butch Cassidy retornasse a ser exibido nos cinemas, e também foi um dos filmes mais vistos do ano de 1974.

Robert Redford se tornou o primeiro artista desde Bing Crosby (no ano de 1946), a ter três filmes entre os dez mais vistos do ano, em Hollywood.



Robert Redford e Mia Farrow em O Grande Gatsby


Seus filmes seguintes, Quando as Águias se Encontram (The Great Waldo Pepper, 1975) e Três Dias do Condor (Three Days of the Condor, 1975), não foram campeões de bilheteria, mas renderam bastante lucro para os estúdios.

Em 1976 Redford estrelou, ao lado de Dustin Hoffman, o segundo filme mais lucrativo do ano, Todos Os Homens do Presidente (All The President's Man, 1976), que foi aclamado pela crítica. Os atores interpretavam os repórteres do jornal Washington Post que deflagraram o escândalo de Watergate, que derrubou o presidente Richard Nixon. O filme foi um marco na carreira do ator, que também estreou na produção executiva, e fez com que Redford começasse a manifestar suas posições e lutar por causas políticas que acreditava.

Todos Os Homens do Presidente recebeu oito indicações ao Oscar.





Depois Redford fez o drama de guerra Uma Ponte Longe Demais (A Bridge Too Far, 1977), e afastou-se das telas por 2 anos. Mas mesmo durante este hiato na carreira, o ator ganhou o Globo de Ouro de Estrela do Cinema Mundial Favorita do Público (categoria que não existe mais) nos anos de 1975, 1977 e 1978.

Seu retornou as telas ocorreu em O Cavaleiro Elétrico (The Eletric Horseman, 1979), dirigido pelo seu amigo Sydney Pollack, e co-estrelado pela amiga Jane Fonda.





Após atuar em Brubaker (1980), o ator surpreendeu a todos quando estreou na direção com o tocante Gente Como a Gente (Ordinary People, 1981). O filme mostrava a desintegração de uma família americana de classe alta após a morte de um filme, e foi aclamado pela crítica. O filme venceu 4 Oscars, incluindo melhor filme e melhor diretor, para Redford.





Robert Redford e seu Oscar de Melhor Diretor



Redford voltou a atuar em Um Homem Fora de Série (The Natural, 1984), e no ano seguinte fez Entre Dois Amores (Out of Africa, 1985), ao lado de Meryl Streep. O filme novamente foi um dos campeões de bilheteria do ano, e deu ao amigo Sydney Pollack o Oscar de Melhor Diretor.



Robert Redford e Meryl Streep em Entre Dois Amores



Após atuar em Perigosamente Juntos (Legal Eagles, 1986), Redford retornou a direção com Rebelião em Milagro (The Milagro Beanfield War, 1988), que não repetiu o sucesso de Gente Como a Gente. O filme era estrelado pela brasileira Sônia Braga, com quem o artista namorou.



Robert Redford e Sônia Braga



Seu próximo filme como diretor, Nada é Para Sempre (A River Runs Thought It, 1992), ajudou a firmar a carreira de Brad Pitt, um ator em ascensão na época. Redford também trabalhou como o narrador da produção.

Na década de 1990 sua carreira de ator se manteve em alta, e ele atuou nos filmes Havana (Idem, 1990), Quebra de Sigilo (Sneakers, 1992) e no grande sucesso Proposta Indecente (Indecent Proposal, 1993), no papel de um bilionário que oferece uma fortuna para ter uma noite de amor com a personagem de Demi Moore.






Em 1994 Redford foi novamente indicado ao Oscar de Melhor diretor pelo filme Quiz Show: A Verdade dos Bastidores (Quiz Show, 1994), que também concorreu ao prêmio de Melhor Filme. Na frente das telas, estrelou o romântico Íntimo & Pessoal (Up Close & Personal, 1996), ao lado de Michelle Pffeifer e com Kristin Scott Thomas (e a jovem Scarlet Johansson) fez O Encantador de Cavalos (The Horse Whisperer, 1998), primeiro filme que dirigiu e também atuou.



Robert Redford e Scarlet Johansson em O Encantador de Cavalos



Em 2000 dirigiu Will Smith e Matt Dammon em Lendas da Vida (The Legend of Bagger Vance, 2000), e apareceu como ator fazendo um general do exército em A Última Fortaleza (The Last Castle, 2001). No mesmo ano contracenou com Brad Pitt no sucesso Jogo de Espião (Spy Game, 2001).






Em 2002 Redford ganhou um Oscar Honorário, pelo conjunto de sua obra e pela criação do Sundance Festival, um festival de cinema independente que deu muitas oportunidades aos jovens diretores. O festival foi criado em 1981, e hoje o Sundance Institute é uma renomada instituição que promove, produz e incentiva os novos cineastas, e fica localizada em seu rancho em Utah, propriedade comprada pelo ator em 1963. O local serviu de cenários para o filme Mais Forque que a Vingança, em 1972.


Foi a atriz Barbra Streisand quem lhe entregou a honraria.



Robert Redford e Barbra Streisand, Oscar de 2002



Engajado na causa ambiental, o ator narrou o documentário Sacred Planet (2004), e voltou ao cinema no thriller Refém de Uma Vida (The Clearing, 2004). No mesmo ano produziu o filme Diários de Motocicleta (2004), dirigido pelo brasileiro Walter Salles.  O filme contava parte da vida de Ernesto Che Guevera e seu amigo Alberto Granado, e explorou questões políticas e sociais da América do Sul. A produção que durou 5 anos, foi a responsável por afastar Redford das telas por um período.


Redford voltou a atuar em Um Lugar Para Recomeçar (An Unfished Life, 2005), e reencontrou Meryl Streep no filme Leões e Cordeiros (Lions For Lambs, 2007), que também dirigiu.







Em 2010 ele dirigiu Conspiração Americana (The Conspirator, 2010) e dirigiu e estrelou Sem Proteção (The Company Your Keep, 2012). Também atuou em Até O Fim (All Is Lost, 2013), que lhe rendeu uma nova indicação ao Globo de Ouro como ator, e dirigiu o documentário Cathedrals of Culture (2014), seu último trabalho como diretor até o momento.

Em abril de 2014 Robert Redford foi escalado para viver Alexander Pierce, o chefe da SHIELD e líder da célula Hydra no grande sucesso Capitão América: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier, 2014), um blockbuster inspirado nos quadrinhos da Marvel.



Robert Redford em Capitão América: O Soldado Invernal



Com quase 80 anos de idade, o ator atuou em Uma Caminhada na Floresta (A Walk in the Woods, 2015), Conspiração e Poder (Truth, 2015), e seguiu atuando em Meu Amigo, o Dragão (Pete's Dragon, 2016) e A Descoberta (The Discovery, 2017). Em 2017 reencontrou Jane Fonda no tocante Nossas Noites (Our Souls at Night, 2017), um filme sensível sobre o amor na terceira idade, produzido pela Netflix.




Robert Redford e Jane Fonda em Nossas Noites


Em 2018 o ator recebeu outra indicação ao Globo de Ouro pelo papel do assaltante de bancos Forrest Tucker em O Velho e a Arma (The Old Man & The Gun, 2018). Pouco tempo depois de atuar neste filme, anunciou sua aposentadoria das telas. Porém, em agosto de 2018 deu uma entrevista dizendo que se arrependeu da declaração, e que nunca se sabe o dia de amanhã.






Felizmente, para a alegria dos fãs, o ator voltou ao cinema em Vingadores: Ultimato (Avengeres: Endgame, 2019). Ele também dublou a animação Omniboat: A Fast Boat Fantasia (2020).







E embora ainda trabalhe como produtor, Robert Redford não atuou mais desde a morte de seu filho David James Redford. David, que também era diretor, faleceu em 16 de outubro de 2020, aos 58 anos de idade. Leia mais sobre David James Redford aqui.



Robert Redford e o filho David James Redford



Robert Redford foi casado com a historiadora Lola Van Wagenen (entre 1958 e 1985), e teve quatro filhos com ela. Além de David James, seu primeiro filho, Scott, morreu em 1959, com apenas 2 meses e meio de idade. O bebê foi vítima de morte súbita infantil.

Sua filha, Amy Hart Redford (nascida em 1970), também é atriz.



A atriz Amy Hart Redford



Em 2009 o ator voltou a se casar, com Sibylle Szaggars, com quem namorava desde 1990. Na estante de Robert Redford, entre seus diversos prêmios, também estão um Leão de Ouro especial (concedido no Festival de Cinema de Veneza em 2017) e um César Honorário ganho na França, em 2019.




Robert Redford atualmente




Christopher Jones, o rebelde que não deu certo em Hollywod



Eleito o astro mais promissor de Hollywood em 1966, pela revista Photoplay, e astro do clássico A Filha de Ryan (Ryan's Daughter 1972), Christopher Jones teve uma carreira meteórica, mas deixou Hollywood no auge da fama, após algumas decepções, mas também se envolveu em algumas polêmicas.



William Frank Jones nasceu em Jackson, Tennessee, em 18 de agosto de 1941. Christopher Jones nasceu em uma família muito pobre, e quando ele tinha quatro anos de idade sua mãe foi internada em uma clínica psiquiátrica por problemas mentais,

Jones foi enviado para um orfanato, e passou a infância sendo transferido por diversas casas de adoção. Quando estava no serviço de adoção, alguém disse que ele lembrava James Dean, e ele acabou crescendo obcecado pela imagem do ator.

Sem nunca ser adotado, ele se alistou ao exército ao completar 18 anos, mas após dois dias de alistamento desapareceu, o que lhe causou uma condenação a seis meses de prisão militar. Após deixar a prisão e o exército, ele mudou-se para Nova York para tentar a carreira de ator, mas antes passou por Indiana, cidade natal de James Dean, e acabou hospedado na casa dos parentes do ator.

Em Nova York ele conseguiu um papel importante na Broadway, atuando na pela The Night of the Iguana, de Tennessee Williams. A estrela da peça, Shelley Winters, gostou do estilo do ator, e o apresentou ao professor de atuação Lee Strasberg, do Actor's Studio. Jones foi aceito na famosa escola que havia formado Shelley Winters e James Dean.

Em 1965 Jones se casou com Susan Strasberg, a filha de Lee Strasberg, e em 1966 eles tiveram uma filha, Jennifer Robin Jones.


Christopher Jones e Susan Strasberg

Agora morando em Hollywood, ele foi escalado para protagonizar a série The Legend of Jesse James (1965-1966), da ABC.



Quando a série foi cancelada, ele aceitou um papel em Pelos Mares do Mundo (Chubasco, 1968), onde contracenava com a esposa Susan Stasberg. Mas o casal brigou tanto durante as filmagens, que o casamento não resistiu, e eles se divorciaram em 1968.



Seu próximo papel foi com um astro do rock em Violência nas Ruas (Wild in the Streets, 1968), que se tornou um cult. No filme, ele contracenava com Diane Varsi e Shelley Winters, a grande incentivadora de sua carreira.

No mesmo ano atuou em Three in the Attic (1968).


Christopher Jones e Shelley Winters em Violência nas Ruas

Jones então foi para à Europa, onde atuou em Um Verão Com Você (Una Breve Stagione, 1969) e A Guerra no Espelho (The Looking Glass War, 1970), ambos estrelados pela sua então namorada Pia Degermark.


Christopher Jones e Pia Degermark em Um Verão Com Você

Jones então foi escalado pelo diretor David Lean para atuar em  A Filha de Ryan (Ryan's Daughter 1972). Como na maioria das vezes, a relação de Jones e Lean não foi boa, devido ao excesso de perfeccionismo do diretor. As filmagens deveriam durar seis meses, mas ultrapassaram um ano.

Jones chegou a ter um colapso nervoso durante as gravações.


Sarah Millers e Christopher Jones em A Filha de Ryan

Ainda durante as filmagens, a atriz Sharon Tate, grávida, foi assassinada por Charles Mason e seu bando. Jones ficou extremamente abalado, porque eles eram amigos. Anos mais tarde, ele confidenciou que teve um caso com Tate pouco antes de sua morte, quando ela já era casada com Roman Polanski.

Nesta época, ele era namorado de Olivia Hussey, a estrela de Romeu e Julieta (Romeo & Juliet, 1969).


Olivia Hussey e Christopher Jones

Jones resolveu abandonar a carreira de ator após a morte de Sharon Tate, e se recusou a dublar suas falas em A Filha de Ryan, obrigando David Lean a dublar seu personagem, o que foi muito mal visto em Hollywood, e dificultou seu retorno às telas quando ele esboçou este interesse.

Mas seu comportamento explosivo também foi um das reais causas por sua carreira ter terminado. Jones foi um namorado abusivo e violento com Susan Strasberg e com Pia Degermark, e em sua autobiografia Olivia Hussey contou anos mais tarde que foi estuprada pelo ator.

Ela tinha 16 anos e havia acabado de se mudar para Hollywood, e seu agente acabou alugando a casa onde Sharon Tate havia sido assassinada, poucas semanas antes. Ela conheceu Jones nos Estados Unidos, mas o namoro durou pouco, e eles já haviam terminado quando ela se mudou para a fatídica casa.

Jones morava na residência vizinha, uma noite invadiu a casa,  e entrou no quarto de Olivia, onde a estuprou e espancou violentamente. "Eu achei que ele ia me matar" disse Hussey. "Meu rosto ficou todo inchado, parecia um balão. Meu nariz sangrava e minha boca estava cortada, e eu fiquei com um olho roxo. Foi assustador."


Após ser estuprada, Olivia descobriu que estava grávida. Ela interrompeu a gravidez, como relatou em suas memórias. "Decidi que não poderia ter o bebê, isto partiu o meu coração... embora eu nunca tenha me arrependido."

Christopher Jones tornou-se pintor e escultor após parar de atuar. Ele se casou algumas vezes, e teve outros seis filhos.

Em 1994 Quentin Tarantino o convidou para atuar em Pulp Fiction: Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), mas ele recusou o papel, embora tenha aceitado atuar na comédia Prazer em Matar-Te (Mad Dog Time, 1996), que era dirigida por seu amigo Larry Bishop.

Christopher Jones morreu de câncer em 31 de janeiro de 2014, aos 72 anos de idade.


Christopher Jones em Prazer em Matar-Te 


Por Onde Anda? A Atriz Maria Padilha



Bela e talentosa, Maria Padilha é uma premiada atriz brasileira, com uma longa carreira no teatro, cinema e televisão.




Maria Padilha Gonçalves nasceu no Rio de Janeiro em 08 de maio de 1960. Quando ainda estava no colégio, passou a estudar atuação na escola O Tablado, onde foi colega de turma de Louise Cardoso. Sua estreia no teatro foi no espetáculo Maroquinhas Fru-Fru (1975).

Na década de 1970, atuou em diversas peças, e em 1978 apareceu pela primeira vez na série Ciranda Cirandinha (1978), na Rede Globo. Neste mesmo ano de 78 ela estudava desenho industrial na UERJ, mas após fazer um curso com o ator Sérgio Brito, decidiu que realmente queria ser atriz.

No final de 1978 ela atuou em As Quatro Patas no Poder, que era baseada em A Revolução dos Bichos, de George Orwell. No elenco estava o ator Miguel Falabella, que se tornou um grande amigo de sua vida, e juntos eles montaram O Despertar da Primavera e A Menina e o Vento. Maria Padilha então trancou a faculdade, para dedicar-se integralmente ao teatro.


Maria Padilha e Miguel Falabella

Por sua atuação em O Despertar da Primavera, Maria Padilha recebeu o Prêmio Mambembe de atriz revelação. O sucesso do espetáculo fez com que o elenco ficasse conhecido como "o pessoal do despertar", que acabou dando nome a companhia teatral montada por Maria Padilha, Miguel Falabella, Daniel Dantas, Fábio Junqueira, Rosane Gofman, Zezé Polessa, entre outros. A companhia durou até 1984.

No final de 1979 Gilberto Braga a convidou para atuar na novela Água Viva (1980). Maria interpretava Elizabeth Pires da Mota, e ficou marcada por uma cena onde ela e Tônia Carrero brigavam com policias pelo direito de fazer topless nas praias do Rio de Janeiro.


Mária Padilha em Água Viva

Glória Pires, Ângela Leal, Isabela Garcia, Maria Padilha e Jorge Fernando em Água Viva


Após o sucesso na novela, ela voltou para o teatro, e venceu novamente o Troféu Mambembe de Melhor Atriz por Happy End (1981), e no ano seguinte ganhou o mesmo prêmio, na categoria Melhor Espetáculo (com o grupo O Pessoal do Despertar), por A Tempestade (1982).

Na TV, atuou na minissérie Bandidos da Falange (1983) e na telenovela Eu Prometo (1983), na Globo, e na TV Manchete interpretou a Imperatriz Leopoldina em A Marquesa de Santos (1984).


Maria Padilha em A Marquesa de Santos


E apesar de se dedicar ao teatro na maior parte da década de 1980, Maria Padilha também estreou no cinema no filme Das Tripas Coração (1982), de Ana Carolina. Neste período ela também atuaria no filme Vento Sul (1986) e no curta-metragem Land (1988).

Maria Padilha retornou a televisão em Olho Por Olho (1988). Depois, atuou em Mico Preto (1990), O Dono do Mundo (1991), Anos Rebeldes (1992), O Mapa da Mina (1993), Decadência (1995) e Cara & Coroa (1995), todas produções da Rede Globo.


Tato Gabus Mendes e Maaria Padilha em Mico Preto


Depois, fez uma breve passagem pelo SBT, onde atuou em Colégio Brasil (1996), e depois retornou a Globo, onde fez par romântico com o amigo Daniel Dantas em Anjo Mau (1997).



Maria Padilha e Giusepe Oristanio em Colégio Brasil


Daniel Dantas e Maria Padilha em Anjo Mau


No teatro, Maria recebeu diversos prêmios pela peça A Falecida (1994), de Nelson Rodrigues. Ela foi agraciada com o prêmio SATED/RJ, o prêmio Sharp e o Prêmio Schell de Melhor Atriz.


Maria Padilha em A Falecida

No cinema, também atuou no curta Os Bigodes da Aranha (1992), e nos filmes Boca (1994), Sábado (1995), Os Matadores (1997) e Zoando na TV (1999). Por Sábado foi indicada ao Prêmio Guarani do Cinema Brasileiro. Já por Os Matadores recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Miami e de Melhor Atriz Coadjuvante do Festival Internacional de Cinema de Natal, além de receber outra indicação ao Prêmio Guarani.

No ano de 1995 a atriz morou nos Estados Unidos, onde estudou atuação.


Maria Padilha em Os Bigodes da Aranha 


Maria Padilha em Sábado


Maria Padilha em Os Matadores


Maria Padilha e Angélica em Zoando na TV

Na televisão ainda atuou em Labirinto (1998), Malhação (1990-2000), e em 2000 interpretou a Dinorá, uma das personagens mais lembradas de sua carreira, na novela O Cravo e a Rosa (2000). Dinorá era casada por interesse com Cornélius, interpretado por Ney Latorraca.


Maria Padilha e Ney Latorraca em O Cravo e a Rosa


A atriz também fez O Quinto dos Infernos (2002), Mulheres Apaixonadas (2003), Paraíso Tropical (2007), Cinquentinha (2009), e fez uma participação em Insensato Coração (2011).

Em 2012 a atriz viveu a Diva Celeste em Lado a Lado (2012), e até o momento sua última novela foi A Regra do Jogo (2015). No cinema, ainda atuou em Fim da Linha (2008), Praça Saens Peña (2008), País do Desejo (2012), Histórias de Alice (2016) e O Candidato Honesto 2 (2018).

Seu trabalho mais recente foi na série Bom Dia Verônica (2022), na Netflix.

Paulo Betti e Maria Padilha em Lado a Lado

Maria Padilha em Candidato Honesto 2


Durante as gravações de Lado a Lado, Maria Padilha estava em processo de adoção do seu filho Manuel. Quando a novela acabou, ela recusou alguns convites para atuar para poder se dedicar a maternidade e nesta mesma época sua irmã adoeceu.

A atriz então afastou-se da TV para cuidar do filho e da irmã, que estava em estágio terminal. Após a morte da irmã, Maria Padilha continuou trabalhando no teatro, e também dá aulas de atuação.

Atualmente ela é casada com o iluminador Orlando Chaider.


Maria Padilha e o filho


Maria Padilha e o marido



Maria Padilha atualmente







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