Morre a atriz Chelo Alonso, aos 86 anos de idade


Morreu a atriz e dançarina cubana Chelo Alonso, conhecida como a rainha dos filmes do genero conhecido como sandálias e espadas, filmes europeus (geralamente italianos) com heróis mitológicos (e fortões) como Hércules, Golias e Maciste.



Isabel Apolonia García Hernández no centro de Lugareño, em Camagüey, Cuba, em 10 de abril de 1933. Filha de pai cubano e mãe mexicana. Ela iniciou sua carreira como dançarina, em Cuba, tornando-se uma sensação no Teatro Nacional de Cuba em Havana.

Alonso iniciou sua carreira internacional como dançarina exótica no Folies Bergère em Paris. Ela foi anunciada como a "nova Josephine Baker", sendo também chamada de "A Bomba H Cubana". Seus números mesclavam ritmos afro-cubanos de sua terra natal com ritmos modernos.

Chelo Alonso no Follies Bergere


Alonso estreou no cinema em O Escudo Romano (Nel segno di Roma, 1959), estrelado por Anita Ekberg e Georges Marchal. Seu número de dança no filme chamou a atenção, e lhe valeu uma carreira cinematográfica. 

A sua imagem sensual foi quase tão explorada nos cartazes dos filmes quanto o nome dos protagonistas, o que causou ciúmes a Anita Ekberg.

Chelo Alonso em O Escudo Romano

Ao lado de Steve Reeves, ela estrelou Golias Contra os Bárbaros (Il terrore dei barbari, 1959), um dos pioneiros dos gênero sandálias e espadas. O filme fez um enorme sucesso, e abriu as portas para inúmeras imitações nos anos seguintes. Estes filmes além de atores musculosos, exigiram mulheres bonitas e exóticas, e Chelo Alonso era perfeita para estes papéis. Com Reeves ela ainda atuaria em O Rei dos Piratas (Morgan il pirata, 1960).

Golias Contra os Bárbaros deu a Chelo Alonso um prêmio de atriz revelação do cinema italiano.

 Chelo Alonso e Steve Reeves

Durante as filmagens de O Rei dos Piratas ela conheceuo produtor Aldo Pomilia, com quem se casou. Após atuar em Quattro notti con Alba (1962), a atriz teve um filho, e se afastou por uns tempos da vida artística.

Entre seus filmes destacamos Os Corsários Sarracenos (La scimitarra del saraceno, 1959), Quando as Mulheres Pecam (Le signore, 1960), A Estrada dos Gigantes (La strada dei giganti, 1960), Maciste no Vale dos Reis (Maciste nella valle dei Re 1960) e Maciste na Terra dos Gigantes (Maciste nella terra dei ciclopi, 1961). Ela também protagonzou A Rainha dos Tártaros (La regina dei tartari, 1960), um raro exemplo de um filme sandália e espada cuja a heroína é uma mulher.

 Chelo Alonso em A Rainha dos Tártaros

Sua carreira foi curta (ela só fez 19 filmes), mas Chelo Alonso contracenou com astros como Elsa Martinelli, Ugo Tognazzi, Victorio de Sicca e Alberto Sordi. Ela também trabalho com antigos astros de Hollywood, que foram buscar oportunidades na Europa, como Mark Forrest, Gordon Mitchell e Lex Baker.
 
Em 1966 Chelo Alonso retornou ao cinema, atuando no clássico Três Homens em Conflito (Il buono, il brutto, il cattivo, 1966). Ela havia viajado à Espanha para visitar o marido, que trabalhava na produção, e recebeu um convite para participar do filme.
 
 Chelo Alonso em Três Homens em Conflito
 
Ela ainda faria Corre Homem, Corre (Corri uomo corri, 1968), ao lado do seu conterrâneo Tomas Milian, nascido em Havana. Após atuar no western spaghetti ...E Chamaram Gringo para Matar (La notte dei serpenti, 1969), ela se aposentou definitivamente.
 
 Chelo Alonso e Tomas Milian em Corre Homem, Corre

Após a morte de Aldo em 1986, Alonso mudou-se para a cidade de Siena, na Toscana, Itália, onde montou um hotel quatro estrelas, que administrava.
 
 Chelo Alonso, em 2011





 Chelo Alonso faleceu em 20 de fevereiro de 2019, aos 86 anos de idade.
 
 

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